Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

26
Set 13

Mudanças climáticas cada vez mais intensas e inesperadas, escassez progressiva de água potável, migrações devido a alterações climáticas ... e nossa espécie mostra seu lado insano ao não agir de modo colaborativo para garantir a sobrevivência humana. Prevalece a competição, a ganância, o egoísmo e as disputas, como uma suposta forma de uma ou outra nação que se acha com mais direitos que outras, buscar a hegemonia e o controle do mundo.

 

Um caminho suicida já que numa crise generalizada não há para onde fugir, não há para onde correr. Só uma profunda mudança cultural poderia criar espectativas mais otimistas para a humanidade. No entanto, vemos os governantes se perdendo em busca de poder e riqueza, no aumento da repressão contra o povo e repetitivas desculpas baseadas num pensamento diabolicamente neoliberal.

 

Vamos aguardar para ver ... mas, como as coisas andam, filmes como Blade Runner, Gattaca, Matrix e semelhantes, cada vez mais se tornam menos ficção.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:32

13
Set 13

O chamado 'julgamento do mensalão' tornou-se um show midiático que, sem dúvida, entrará para a história dos acontecimentos pitorescos, dentre tantos que aconteceram e acontecem em Pindorama. Só um cego por vontade própria ou ignorância não percebe que o Judiciário brasileiro está preso nas próprias malhas burocráticas, na arrogância e prepotência de quem deveria dar exemplos de humildade e integridade, e que se deixa conduzir pela pressão da mídia e de interesses que visam as eleições de 2014.

 

... enquanto não baixam a lona do circo, o show deve continuar ...

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:41

07
Set 13

Pesquisando algo na internet esbarrei nessa carta, ditada pela imperatriz Leopoldina por motivo de doença. Consta que a sétima gravidez associada a agressões do marido, D. Pedro I, causaram-lhe a morte aos 29 anos. Fato curioso é que ela era regente na data da proclamação na nossa independência. O Decreto de separação de Portugal foi assinado por ela em 02 de setembro de 1822, e D. Pedro entrou para a história depois de receber cartas e documentos comunicando o fato, em 07 de setembro. Ela era cunhada de Napoleão Bonaparte. ... Coisas que não se ensinam nas escolas brasileiras ...


Paulo S.
..............................[...]

 

A imperatriz, que há meses encontrava-se em grave processo de depressão e em adiantado processo de gravidez, teve a saúde profundamente abalada. Em sua última carta à irmã Maria Luísa, ditada à marquesa de Aguiar, menciona um "terrível atentado" que sofrera pelas mãos de seu marido na presença da amante:

São Cristóvão, 8 de dezembro de 1826, às 4 horas da manhã

Minha adorada mana!

Reduzida ao mais deplorável estado de saúde e tendo chegado ao último ponto de minha vida em meio dos maiores sofrimentos, terei também a desgraça de não poder eu mesma explicar-te todos aqueles sentimentos que há tanto tempo existiam impressos na minha alma. Minha mana! Não tornarei a vê-la! Não poderei outra vez repetir que te amava, que te adorava! Pois, já que não posso ter esta tão inocente satisfação igual a outras muitas que não me são permitidas, ouve o grito de uma vítima que de tu reclama - não vingança - mas piedade, e socorro do fraternal afeto para meus inocentes filhos, que orfãos vão ficar, em poder de si mesmos ou das pessoas que foram autores das minhas desgraças, reduzindo-me ao estado em que me acho, de ser obrigada a servir-me de intérprete para fazer chegar até tu os últimos rogos da minha aflita alma. A Marquesa de Aguiar, de quem bem conheceis o zelo e o amor verdadeiro que por mim tem, como repetidas vezes te escrevi, essa única amiga que tenho é quem lhe escreve em meu lugar.

Há quase quatro anos, minha adorada mana, como a ti tenho escrito, por amor de um monstro sedutor me vejo reduzida ao estado da maior escravidão e totalmente esquecida pelo meu adorado Pedro. Ultimamente, acabou de dar-me a última prova de seu total esquecimento a meu respeito, maltratando-me na presença daquela mesma que é a causa de todas as minhas desgraças. Muito e muito tinha a dizer-te, mas faltam-me forças para me lembrar de tão horroroso atentado que será sem dúvida a causa da minha morte. Cadolino, que por ti me foi recomendado, e que me tem dado todas as provas da maior subordinação e fidelidade, é quem fica encarregado de entregar-te a presente, e declarar-te o que por muitos motivos não posso confiar a este papel. Tendo ele todas as informações que são precisas sobre este artigo, nada mais tenho a acrescentar, confiando inteiramente na sua probidade, honra e fidelidade.

Faltaria ao meu dever se, além de ter declarado ao Marechal e a Cadolino que tenho dívidas contratadas (ou contraídas?) para sustentar os pobres, que de mim reclamarão algum socorro, e para as minhas despesas particulares, não dissesse a ti que o Flach, de quem tenho muitas vezes escrito, é digno de toda tua consideração e de meu Augusto Pai, a quem peço-te remeter a inclusa.

Este virtuoso amigo, além de ter se sacrificado e comprometido a si mesmo e seus negócios para me servir, não desprezou meio algum para me procurar socorros. Peço-te por quanto tens de mais sagrado de lhe prestares todo o auxílio, de modo que ele possa satisfazer aquelas dívidas que por mim tem contraído. Recomendo este exemplo da mais virtuosa amizade. Cadolino te dirá qual foi o procedimento de Marechal para comigo. A Marquesa de Aguiar fica encarregada de dar a ti os mais miúdos detalhes sobre quanto diz respeito às minhas queridas filhas. Ah, minhas queridas filhas! Que será delas depois da minha morte? É a ela que entreguei a sua educação até que o meu Pedro, o meu querido Pedro não disponha o contrário. Adeus minha adorada mana.

Permita o Ente Supremo que eu possa escrever-te ainda outra vez, pois que será o final do meu restabelecimento.

L. S. B. Marquesa de Aguiar Escrevi.
[...]

Fonte: Wikipédia


publicado por animalsapiens às 13:06

29
Ago 13

1 - Quando foi promulgado (Lei 8069 de 13 de julho de 1990), foi criticado por ser uma adaptação, fora de nosso contexto sociocultural, e como resposta a pressões de países europeus, dada a situação de nossas 'crianças de rua';


2 - Reduziu o poder patermaterno, contribuindo para a desestruturação familiar e quebrando a hierarquia culturalmente herdada;


3 - Terceirizou papéis familiares para instituições precárias e que, não raro, agem como se tivessem poder de polícia, aumentando a lógica da repressão e o ressentimento contra a sociedade;


4 - O aparecimento de uma geração que se sente protegida, privilegiada, com a 'Síndrome do Super-homem' (eu posso tudo), incapaz de conviver com um 'não', com limites, com frustrações, consumista e prepotente;


5 - O ECA foi sacralizado e criticá-lo atrai críticas sobre quem o faz;


6 - Contribuiu para o aumento da criminalidade infanto-juvenil e a formação de gangues de 'menores' que agem sob a sensação da impunidade;


7 - Sem obrigações ou compromissos até os 16 anos, chegam a essa idade sem interesse pelo trabalho ou pelo conhecimento;


8 - Aumento exponencial do bullying contra pais, professores e responsáveis em geral;


9 - Desrespeito pelo princípio da autoridade;


10 - Criou jovens com pouco ou nenhum compromisso político ou social, que improvisam a vida, sem planejamento, percepção de risco ou de consequências.


- por Paulo Santos

 


publicado por animalsapiens às 13:11

26
Ago 13

http://antijornalismo.blogspot.com.br/

publicado por animalsapiens às 19:09

10
Ago 13

"Que humanos e os outros animais convivam em paz,

que uns não tenham que servir de alimento para os outros,

Que as guerras, enfim, terminem,

E que as ruas e praças voltem a pertencer a pessoas,

Que a convivência não seja mais baseada no medo e na desconfiança,

Que o amor e a generosidade prevaleçam.

 

Que a beleza das flores e dos rios voltem a ser apreciados,

e o dinheiro não seja mais o metro para medir pessoas.

Que a religião e a política não sejam mais ferramentas de controle,

e que todos percam o medo de pensar e decidir por si.

Que a violência contra mulheres, idosos e crianças acabe,

e que haja mais cordialidade e menos competição entre os seres.

 

Que os mares, rios e lagos sejam despoluídos,

e a terra possa abrigar - igualmente - a todos,

sem donos, já que todos acabarão nos túmulos ao final da vida.

Que as cidades voltem a ser lugares de morar,

Que as escolas retornem como lugares de aprender,

Que a vida seja mais leve ..."

 

- por Paulo Santos

 

 

 

 

publicado por animalsapiens às 12:20

09
Ago 13

Nenhuma sociedade em estado de direito sobrevive sem o princípio fundamental da Justiça, que é a aplicação das regras e normas de forma isonômica, independentemente da cor da pele, da classe social, do gênero, da religião, da etnia ... Para os gregos da Antiguidade, as três virtudes básicas eram a coragem, a prudência e a justiça, sendo esta última a principal.

 

O que temos visto no Brasil é de estarrecer. A Justiça deve estar acima do Direito. Uma lei errada ou que induz ao erro deve ser ignorada ou mudada, ou no caso de um julgamento, os princípios da justiça devem prevalecer sobre a burocracia. Mas, na prática, o que temos e vemos são decisões políticas e não técnicas, a burocracia prevalecendo sobre o princípios dos direitos fundamentais da pessoa humana, muita oratória e pouca prática de justiça real. Se for uma pessoa pobre, poderá amargar meses na prisão até que um juiz ou promotor se anime a analisar o caso.

 

Nesse estado de coisas, num país onde os julgamentos de criminosos de farda são feitos vinte e tantos anos depois dos crimes, não se pode criticar quem já não acredita nas instituições. E deixar de acreditar nas instituições representa um perigo para uma sociedade, principalmente a descrença nas instituições jurídicas.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 12:48

04
Ago 13

http://outraspalavras.net/capa/o-mundo-orwelliano-da-nsa/

 

A espionagem global

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 19:14

23
Jul 13

A presença do Papa Francisco no Brasil, pode contribuir para abrandar a onda de protestos, embora temporariamente. Sua presença mais carismática e despojada do que seu antecessor, Ratzinger, pode ser bastante oportuna para frear o avanço das igrejas-empresas, fortalecendo a fé no catolicismo popular brasileiro. Ele, como latinoamericano, sabe como isso funciona deste lado do Atlântico.

 

Protestos contra sua presença devem ocorrer, em caráter minoritário, pois os manifestantes já deram o recado que as coisas continuam, contra a corrupção, pela melhoria dos serviços públicos, da segurança pública, da saúde e da educação, além da reforma política que se depender do Congresso que está aí, não sai mesmo!

 

Enfim, vamos ver o que acontece ao longo da semana e observar os bons e maus resultados da passagem do Papa pelo Brasil. Um país de forte tradição católica poderá ter nesse aporte político-religioso, um momento de fortalecimento da fé dos católicos e simpatizantes, amenizando a onda de criminalidade e violência que o país vem vivendo.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 13:12

13
Jul 13

Não existe nada de novo nesse campo da espionagem e contra-espionagem entre países. Isso existe desde que o mundo é mundo! O novo é a amplitude e magnitude, a sofisticação e grau de invasão até nas questões pessoais, promovida pelo país que se autopromoveu a xerife do planeta: EUA. A reação foi imediata! Repúdio de todos os países e um certo medo de usar a internet por parte das pessoas.

 

Um medo inútil, diga-se de passagem, pois a privacidade é algo que se foi com a chegada da globalização e da informatização de muitos serviços. Um simples cartão bancário dá pista de por onde andamos, o que consumimos e quanto gastamos. Portanto, Bancos sabem muito mais sobre cada um de seus clientes do que deixam transparecer.

 

Vivemos um misto de 1984, de G. Orwell, com o Admirável mundo novo, de Huxley. Tudo isso regado a Blade Runner ... num mundo de gangsterismo estatal muito sofisticado. Diante dessas circunstâncias, nem o medo se justifica, já que órgãos de segurança nacionais ou internacionais monitoram as pessoas de todos os países, veladamente ou não, e justificam tudo com um falso discurso de necessidade de proteção ao cidadão. Não é verdade; é o Estado que se protege do cidadão.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:40

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