Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

11
Set 12

O atentado às torres gêmeas, em NY, em 11 de Setembro de 2001, continua a ser alimentado e mitificado pelo governo dos EUA como forma de manter e justificar a sanha de retaliação sobre um episódio nebuloso e mal explicado, mas que tem sido pretexto para atentados estadunidenses contra umas tantas outras nações, e favorece a 'caça aos terroristas', com se 'caçava' comunistas em outros tempos.

 

A decadência, lenta mas contínua, do império é seguida por inúmeras guerras e conflitos que só servem mesmo para o complexo industrial-militar dos EUA, que tem aí uma quase inesgotável fonte de lucros. A guerra é um bom negócio para os poderosos do momento. Para o povo norteamericano resta a paranoia e o perigo do crescimento do terrorismo interno, com bandas produzindo músicas racistas, o ressurgimento de grupos que defendem a supremacia branca, e o ressentimento planetário contra uma nação que se coloca como xerife do planeta, portadora da única democracia possível, numa atitude claramente antidemocrática.

 

publicado por animalsapiens às 11:50

09
Set 12

Novo post em blog do ozaí

Por que os alunos desistem?!

by Antonio Ozaí da Silva

Nos últimos anos tenho o prazer de trabalhar com as turmas iniciais, os calouros dos cursos de Ciências Sociais e Filosofia. Embora as aulas sejam sempre às sextas-feiras e haja percalços, é uma alegria vê-los participativos, dedicados e interessados em aprender. Lembro-me de quando era graduando, com um mundo a descobrir. Concentrava-me na fala dos professores, anotava tudo que podia e lia com a curiosidade de uma criança a descortinar o mundo.

Cada aula e leitura alimentavam a expectativa do aprendizado, sentia-me um ser em transformação. O melhor, porém, foi aprender a aprender, ou seja, a certeza de que sempre há algo a aprender e que é finita a capacidade de apreender. Aprendi a manter uma atitude intelectual fundada na humildade dos que sabem que não sabem e, consequentemente, a curiosidade inerente ao neófito. O processo de aprendizado tornou-se contínuo e prazeroso. Surpreendo-me diante das descobertas e redescobertas nas obras e textos que leio, nos filmes que assisto e em minha práxis docente. Se cada vez mais me convenço dos limites e insuficiências do que sei, também me acalenta saber que continuo aprendendo e que este aprendizado é como um vôo que me leva a outros territórios e mares.

Vejo-me em meus alunos, percebo em muitos deles a ânsia pelo conhecimento, o prazer da descoberta, a alegria de sentir a metamorfose da formação intelectual. Alegra-me ainda mais vê-los confrontar os vícios que trazem do ensino médio, a tendência a privilegiarem o conteudismo e a decoreba; contenta-me observá-los ensaiando vôos autônomos e a superar a insegurança e a dependência diante da figura do professor.

Talvez este seja o aluno ideal e a minha percepção seja apenas um vislumbre. Ainda que observe aspectos que a confirma, a realidade da vida me ensinou que o aluno real nem sempre corresponde às expectativas. O erro não é dele, mas da idealização. O aluno real vive numa sociedade que o pressiona a preparar-se para a competição. Assim, é equivocado esperar que desenvolva o amor desinteressado pelo conhecimento. Talvez este seja um dos fatores que explique a desistência.

Que outros aspectos explicariam a renúncia dos estudantes? Esta começa a efetivar-se já no decorrer do primeiro semestre e tende a acentuar-se na passagem para o segundo ano do curso. Por que? Qual a nossa responsabilidade enquanto docentes? Qual a nossa “contribuição” para que desistam? Há várias causas, porém, é de se pensar sobre o que fazemos com os nossos alunos, em especial no primeiro ano da vida acadêmica.*

De qualquer forma, observo que, especialmente no segundo ano, quando trabalho com as mesmas turmas que conheci no ano anterior, o grau de desistência é alto. A experiência mostra também que, entre os formalmente matriculados, a assiduidade é instável, há os “turistas” e aqueles que aparecem mas não acompanham a aula – estão na sala, mas apenas fisicamente.

Em suma, é preocupante a evasão, mas também a apatia e desinteresse dos que ficam. Fico a pensar sobre as motivações que levam a este quadro, pois todos são adultos e indivíduos que optaram por este caminho. Diferentemente do ensino fundamental e médio, tiveram a possibilidade de escolher. Apatia, desinteresse e descompromisso com o curso é também uma forma de desistência.

Na universidade pública é a sociedade que arca com os custos, e cada vaga ocupada significa a impossibilidade de outro estudar. Além disso, o dinheiro gasto na universidade pública poderia ser utilizado em outros serviços públicos. Os alunos tem consciência disto? Nós, professores, estamos dispostos a reconhecer o problema? Quando vamos superar o hábito das reuniões burocráticas, restritas às formalidades, e assumiremos a necessidade de refletir e discutir pedagogicamente? Quando vamos realmente ouvir nossos alunos e tentar compreender os motivos que os levam a desistir. Este é o primeiro passo para encontrarmos as respostas. Por que, enfim, os alunos desistem de estudar?


* Ver “O que fazemos com os nossos alunos?”, publicado em 21 de março de 2009, disponível em http://antoniozai.wordpress.com/2009/03/21/o-que-fazemos-com-os-nossos-alunos/

Antonio Ozaí da Silva | 09/09/2012 em 0:59 | Categorias: práxis docente | URL: http://wp.me/pDZ7T-vG

 

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publicado por animalsapiens às 12:06

15
Ago 12

Uma política desenvolvimentista tem sido a opção para surfar na crise econômico-financeira que assola o planeta. Manter empregos, mesmo que ao preço de aumentar o 'precariado'. Uma nova classe de gente que tem emprego de salários baixos, mas não tem como sonhar, projetar um futuro, já que o que ganha é suficiente apenas para o cotidiano. Esse pragmatismo aplicado em um momento de crise global se justifica até certo ponto, mas só até certo ponto.

 

A falta de investimentos maciços em educação, saúde, cultura e lazer, compromete o futuro e pode continuar alimentando o adoecimento coletivo, com os reflexos visíveis através do aumento da violência sob várias formas. A crise é, essencialmente humana, e de prioridades. De todo modo, o modelo capitalista ainda define decisões, haja vista que habitualmente o MEC - Ministério da Educação e Cultura - está sempre sob a batuta de um economista. A saúde não foge muito a essa lógica de números, cifras, tabelas e estimativas, ... nada muito humano.

 

O preço desse descaso virá em breve na forma de legiões de subempregados doentes, pragmáticos e incompetentes, com aumento do absenteísmo. Uma população de jovens analfabetos funcionais que já estão assumindo postos de decisão.

publicado por animalsapiens às 18:02

31
Jul 12

Muito além do ativismo de teclado

Curta ressalta o poder do cidadão comum. Mas argumenta que ele só é efetivo quando propõe, além de atitudes individuais, mudanças nas regras do jogo social

Por: Taís Capelini

Há anos, uma falsa contradição estorva a cultura política de autonomia que se desenvolve, por exemplo, nos Fóruns Sociais Mundiais. Ela superou o centralismo, segundo o qual liderar a luta por trasnformações sociais era tarefa para organizações estruturadas e hierárquicas (em especial, os partidos políticos). Mas, exatamente por ter enfrentado este obstáculo, ela valoriza exageradamente as opções e atitudes individuais. É como se só houvesse dois extremos: ou o dirigismo, no qual os desejos de mudança são controlados por uma elite que tende a se tornar autoritária; ou a fragmentação, que leva ao limite o “poder da base” e por isso rejeita todo tipo de ação coordenada.

Acaba de ser lançado um vídeo singelo e didático que busca uma alternativa para este dilema. Chama-se “A História da Mudança” (“Story of Change”). Tem legendas em português. Foi produzido pelos mesmos autores de “A História das Coisas” (“The Story of Stuff”), que se tornou viral e foi visto por mais de 15 milhões de pessoas. Sustenta que a mudança individual de atitude é sempre “um ótimo ponto de partida”. Mas provoca: este passo precisa ser seguido de outros, para que não se converta pode em “um péssimo ponto de chegada”. Isso significaria assumir o discurso do sistema capitalista, que insiste em transferir para os individuos, na forma de culpa, a responsabilidade por suas contradições e limites.


“A História da Mudança” tem estrutura formal muito simples. O argumento central é desenvolvido por uma apresentadora, que recorre, como apoio, a animação. A atriz, que se dirige primariamente ao público norte-americano, destaca a dualidade entre cidadãos e consumidores. Sustenta que nossa identidade de consumidores tornou-se tão arraigada que muitas vezes esquecemos do nosso papel de cidadãos e acreditamos no “marketing verde”. Não nega a importância de consumirmos conscientemente (optar por produtos sem químicos tóxicos e embalagens desnecessárias, feitas por empresas de base local e que não desrespeitam os direitos dos trabalhadores, por exemplo). Mas chama atenção para o poder que está para da escolha de produtos: na definição de que tipo de políticas — ou seja, de regras do jogo social — queremos.

O curta faz um rápido retrospecto de movimentos sociais de transformação bem-sucedidos: a luta pelos direitos civis nos EUA, liderado por Martin Luther King; o anti-apartheid na África, simbolizado por Nelson Mandela; e a independência da Índia, por Mahatma Gandhi. Em todos esses movimentos, vê três etapas comuns. Primeiro, o desenvolvimento de uma idéia de como as coisas podem mudar (tornando-se “não um pouco melhores para alguns, mas muito melhores para todos”). Em seguida, vem o pensar no coletivo (ao invés de “eu vou melhorar minhas escolhas individuais”, “nós vamos trabalhar juntos para resolver o problema”) e o comprometimento em agir juntos. Por fim, lembra da necessidade de compartilhar e comunicar essas ideias, para fortalecer o movimento de mudança.

O vídeo é otimista. Lembra que milhões de pessoas, no mundo inteiro, compartilham o ideal de uma produção baseada nas necessidades sociais e do planeta —  não uma economia refém dos lucros das empresas. Chama atenção também para o fato de atualmente a comunicação ser muito mais veloz e abrangente (diferentemente da época em que os movimentos citados se desenvolveram). Sugere que se compartilharmos ideias e trabalharmos juntos, exercendo nosso papel de cidadãos, podemos alcançar uma mudança maior e mais ousada do que a que poderia ser levada a cabo como simples consumidores.

A “História das Coisas” (The Story of Stuff), projeto de que “A História da Mudança” faz parte, foi idealizado por Annie Leonard e alguns amigos que trabalhavam juntos e decidiram desenvolver um primeiro curta sobre a produção focada no lucro. Destacando como tal lógica afeta diferentes sociedades, culturas, meio ambiente e se mostra limitada.

Hoje, “Story of Stuff” é uma organização não-governamental que visa desenvolver materais de comunicação que tornem popular a compreensão das lógicas capitalistas e de como ultraupassá-las. Para ajudar a escrever mais um capítulo da “História das Coisas”, e saber como poder contribuir para a “História da Mudança”, faça o teste e saiba como e ir além.

Para saber mais:

Site Oficial: http://www.storyofstuff.org/ (em inglês)

Página no Facebook: https://www.facebook.com/storyofstuff (em inglês)

Outras histórias do projeto  “Story of Stuff”:
-A História das Coisas: http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k
-A História da Água Engarrafada: http://www.youtube.com/watch?v=AM9G7RtXlFQ
-A História dos Cosméticos: http://www.youtube.com/watch?v=rLm86zoXALM&feature=related
-A História dos Eletrônicos: http://www.youtube.com/watch?v=EcPz7QFYjWY&feature=related
-A História da Crise Financeira: http://www.youtube.com/watch?v=gO90Be0FH5E
-A História dos Cidadãos Unidos vs FEC: http://www.youtube.com/watch?v=jY5-zio3mj0
-A História do Cap & Trade: http://www.youtube.com/watch?v=IPS5jTwo1Tk

publicado por animalsapiens às 11:57

13
Mai 12

É de se presumir que todos sabem que o dia das mães e equivalentes, são artimanhas do 'capital' para se manter. Com datas pré-estabelecidas ao longo do ano, o comércio fica sem períodos longos ocioso, por isso temos 'datas especiais' para promover o consumo apelando para as emoções. Em junho, será a vez dos corações apaixonados ... Assim caminha o capitalismo.

publicado por animalsapiens às 18:34

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