Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

08
Mar 12

Todos os dias são dias masculinos e femininos, mas é justo que haja um dia dedicado a relembrar o episódio que levou à morte 129 mulheres, fechadas num barracão em uma fábrica de Nova York, em 1857, pelo simples fato de reclamarem melhores condições de trabalho. Foram trancadas lá dentro e atearam fogo, matando-as.

 

Mas a violência contra a mulher perdura, com escassos avanços e muitas mentiras, inclusive a da emancipação. Estão emancipadas para trabalhar mais ganhando menos, e gastando mais (consumindo) nesse sistema que vive do lucro e do engodo, além de terem seus corpos mercantilizados pelos novos mercadores de escravas e, muitas vezes, usadas como isca para vender produtos.

publicado por animalsapiens às 10:56

07
Mar 12

O ministro Mercadante (MEC) disse, em entrevista há poucos dias, que mais de 30 mil escolas rurais foram fechadas nos últimos  7 anos. Por que? Porque é mais barato para as prefeituras mandarem transporte do que pagar docentes e servidores. No entanto, com os alunos vindo estudar nas cidades, fora de seu ambiente cultural, com o tempo não retornarão às origens, esvaziando a zona rural e abrindo espaços para o rolo compressor do agronegócio.

publicado por animalsapiens às 11:39

06
Mar 12

Rússia: 64% dos eleitores serão idiotas?

Com o título em epígrafe, um trabalho na Carta Maior: "A população russa pode ser tudo, menos uma manada compacta de idiotas que, bovinamente, entregaria 64% dos votos a Putim, dando-lhe uma esmagadora 3ª eleição presidencial sem a necessidade de ir a 2º turno, em troca de nada. Como interpretar a colisão entre o vento de nacionalismo e Estado forte soprado das urnas e o prognóstico exatamente oposto, liberal privatista, martelado em manchetes categóricas?" Aqui.


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publicado por animalsapiens às 10:22

04
Mar 12

Novo post em blog do ozaí

Durkheim: análise sociológica do suicídio

by Antonio Ozaí da Silva

 

Émile Durkheim (1858-1917)

Seja o amor não correspondido, o apego ao trabalho ou outra causa qualquer, os exemplos literários apresentam-nos a morte voluntária como resultante de motivações individuais. E assim também se dá na vida real. A primeira dificuldade consiste em definir o suicídio. “Como saber que móbil determinou o agente, como saber se, ao tomar a sua resolução, desejava efetivamente a morte, ou tinha outro fim em vista? A intenção é algo demasiado íntimo para poder ser atingida do exterior, a não ser por aproximações grosseiras”, escreve Durkheim. (1983, p.166)

O jovem que se mata por amor; a jovem que deixa dúvidas se realmente tinha intenção de dar cabo à vida; o velho funcionário que pensa em suicidar-se; o indivíduo que se mata por vergonha diante da falência; o soldado que se sacrifica pelos demais; o samurai que se mata em nome da honra; a renúncia desesperada à vida, etc. São inúmeras as situações em que comumente se adota a designação de suicídio. Portanto, é preciso caracterizá-lo. Segundo Durkheim:

Chama-se suicídio todo caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela própria vítima, ato que a vítima sabia produzir este resultado. A tentativa de suicídio é o ato assim definido, mas interrompido antes que a morte daí tenha resultado” (Id., p167).

Na literatura predomina o viés individual e psicologizante do suicídio; na vida real, também. É sandice negar os fatores individuais e psicológicos. Não obstante, não é sensato restringir-se ao indivíduo e ao psiquismo. Como observa Durkheim:

“Visto que o suicídio é um ato do indivíduo que apenas afeta o indivíduo, dir-se-ia que depende exclusivamente de fatores pessoais e que o estudo de tal fenômeno se situa no campo da psicologia. E, aliás, não é pelo temperamento do suicida, pelo seu caráter, pelos seus antecedentes, pelos acontecimentos da sua vida privada que normalmente este ato se explica? (Id., p.168)

Se os suicídios podem ser explicados apenas pelos fatores psicológicos, então, desresponsabilizamos a sociedade. No entanto, nem todos os que sofrem por amor, ou outro motivo qualquer, se matam. Por que outros resistem e não sucumbem ao ato suicida? A resposta está na própria sociedade. É isto que Durkheim demonstra em seu clássico estudo sobre o suicídio enquanto um fenômeno eminentemente social. Não que ele desconsidere a psicologia; ele apenas enfatiza os fatores sociais. “Cada sociedade tem portanto, em cada momento da sua história, uma aptidão definida para o suicídio”, afirma (Id., p.169). Ou seja, em cada sociedade há um número constante de suicidas, uma taxa de suicídio relacionada a cada grupo social, a qual “não se pode explicar nem através da constituição orgânico-psíquica dos indivíduos nem através da natureza do meio físico” (Id., p.177).

As causas do suicídio não estão, portanto, nos indivíduos – e no que eles declaram no momento desesperado em que abraçam a morte. Os indivíduos sucumbem à tendência suicidogênea disseminada na sociedade enquanto um estado geral, isto é, como um fator exterior aos indivíduos e independentes deles.[1]

“As razões com que se justificam o suicídio ou que o suicida arranja para si próprio para explicar o ato, não são, na maior parte das vezes, senão as causas aparentes. Não só não são senão as repercussões individuais de um estado geral, mas exprimem-no muito infielmente, dado que permanecem as mesmas e que ele difere. Estas razões marcam, por assim dizer, os pontos fracos do indivíduo, através dos quais a corrente que vem do exterior para incitá-lo a destruir-se se introduz mais facilmente” (Id., p.182).

Em cada sociedade há a tendência coletiva para o suicídio, uma força exterior aos indivíduos, mas que se manifesta através destes. Esta tendência está vinculada aos diferentes hábitos, costumes, idéias, etc. Sua intensidade é também determinada socialmente, isto é, a partir do contexto de cada sociedade específica. Observe-se que as sociedades não são compostas apenas por indivíduos, mas também por fatores físicos materiais independentes destes e que também influenciam a vida social. A intensidade com que se manifesta a tendência suicidogênea depende dos seguintes fatores:

“...primeiro, a natureza dos indivíduos que compõem a sociedade; segundo, a maneira como estão associados, ou seja, a natureza da organização social; terceiro, os acontecimentos passageiros que perturbam o funcionamento da vida coletiva, sem alterar no entanto a constituição anatômica desta, tais como as crises nacionais, econômicas etc.” (Id., p.199).

Em suma, são as condições sociais que explicam, por exemplo, que o fenômeno suicida se manifeste diferentemente nas diversas sociedades. Isto explica também porque o número de mortos voluntários e a sua distribuição entre as diversas faixas etárias e grupos sociais se mantém constante em cada sociedade específica e que só se modifique este quadro quando mudam as condições sobre as quais se sustenta a sociedade.

A relação entre o indivíduo e a sociedade determina as correntes suicidogêneas. Assim, quanto menos o individuo se encontra integrado à sociedade, maior a possibilidade do suicídio egoísta se manifestar:

"Quanto mais se enfraqueçam os grupos sociais a que ele (indivíduo) pertence, menos ele dependerá deles, e cada vez mais, por conseguinte, dependerá apenas de si mesmo para reconhecer como regras de conduta tão-somente as que se calquem nos seus interesses particulares. Se, pois, concordarmos em chamar de egoísmo essa situação em que o eu individual se afirma com excesso diante do eu social e em detrimento deste último, podemos designar de egoísta o tipo particular de suicídio que resulta de uma individuação descomedida” (Durkheim, O Suicídio, apud NUNES, 1998).

Por outro lado, quanto maior a integração do indivíduo à sociedade, maior a manifestação de outro tipo de suicídio: o altruísta. Se o individualismo excessivo pode induzir ao suicídio, a absorção do indivíduo pela coletividade pode ter o mesmo efeito. “Quando desligado da sociedade, o homem se mata facilmente, e se mata também quando está por demais integrado nela”, afirma Durkheim. (Id.)

Há outro tipo de suicídio analisado por Durkheim: o anômico. Este resulta de desequilíbrios sociais ocasionados por crises econômicas e políticas que modificam as condições sociais sob as quais se amparavam os indivíduos. Nestas circunstâncias, rompe-se a autoridade sustentada nas normas tradicionais e os indivíduos ficam sem referências. A crise produz deslocamentos financeiros, gera falências e processos de enriquecimento que fazem surgir os novos ricos. De um lado, a dificuldade em aceitar a situação material inferior; de outro, a cobiça diante da nova riqueza. E, em meio à crise, a moral não mais se sustenta e os indivíduos são obrigados a se educarem numa nova moral adaptada à nova situação. Este processo é doloroso e coloca em movimento a tendência suicidogênea anômica.

Durkheim esclarece que, em condições normais, as correntes suicidogêneas (egoísta, altruísta e anômica) “se compensam mutuamente”. Assim, o indivíduo se encontra num “estado de equilíbrio que o preserva de qualquer idéia de suicídio. Mas, se uma delas ultrapassar um certo grau de intensidade em prejuízo das outras, tornar-se-á, ao individualizar-se e pelas razões expostas, suicidogênea” (DURKHEIM, 1983, p.199).[2]

A sociedade é real, a morte também não é uma abstração. Se aceitarmos e compreendemos esta realidade, podemos viver melhor e nos resignarmos à certeza da finitude. Dessa forma, é possível superar os tabus e o moralismo que envolvem temas como o suicídio.

O mérito de Durkheim está em demonstrar que o suicídio é um fenômeno social e que é possível estudá-lo e compreendê-lo a partir da compreensão da sociedade. O suicídio é um fenômeno presente em todas as sociedades humanas, mas sob as condições da modernidade ele assume uma intensidade nunca vista. A responsabilidade é social e não apenas individual. As diversas áreas do conhecimento podem contribuir, mas é necessário que se respeite as suas especificidades e limites, sem que, por isso, neguem-se mutuamente.

Referências

DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social; As regras do método sociológico; O suicídio; As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

NUNES, Everardo Duarte. Durkheim's Suicide: reassessment of a classic from 19th-century sociological literature. Cad. Saúde Pública. [online]. Jan./Mar. 1998, vol.14, no.1 [cited 24 December 2004], p.7-34. Available from World Wide Web: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X1998000100002&lng=en&nrm=iso>

UENO, Kayoko. O suicídio é o maior produto de exportação do Japão? Notas sobre a cultura de suicídio no Japão. In: REA, nº 44, janeiro de 2005 [Tradução: Eva Paulino Bueno]. Disponível em http://www.espacoacademico.com.br/044/44eueno.htm

ZWAHR-CASTRO, Jennifer. O suicídio entre adolescentes americanos. In: REA, nº 44, janeiro de 2005 [Tradução: Eva Paulino Bueno]. Disponível em http://www.espacoacademico.com.br/044/44ecastro.htm.


[1] Isto está relacionado á concepção que Durkheim tem do fato social. Para ele, o fato social, isto é, aquilo do que deve se ocupar a sociologia, se caracteriza por: 1) a coerção social exercida sobre os indivíduos; 2) sua exterioridade em relação aos indivíduos; e, 3) a generalidade. Durkheim mostra que os fatos sociais têm existência própria e independem do que pensam ou da ação dos indivíduos considerados isoladamente. Embora tenhamos personalidade individual, o modo como nos comportamos e agimos obedece a um padrão de condutas e de idéias, valores morais e hábitos, determinados pela sociedade. Esta desenvolve um conjunto de crenças e de sentimentos comuns: a consciência coletiva. Esta consciência não é a simples soma das consciências individuais ou de grupos específicos. Ela é partilhada, em maior ou menor grau, por todos os indivíduos e expressa o tipo psíquico da sociedade, o qual é imperativo e sobrevive às gerações.

[2] O Suicídio foi publicado em 1897. A tipologia durkheimiana permanece atual. Jennifer Zwahr-Castro, ao analisar este fenômeno na sociedade norte-americana, utiliza a sociologia de Durkheim e conclui que, entre os jovens norte-americanos, o mais comum é o suicídio egoístico. (Ver: O suicídio entre adolescentes americanos). Também a socióloga Kayoko Ueno nota que as hipóteses durkeimianas “podem ser ainda relevantes no Japão contemporâneo”. (Ver: O suicídio é o maior produto de exportação do Japão? Notas sobre a cultura de suicídio no Japão).

Antonio Ozaí da Silva | 03/03/2012 at 20:33 | Categorias: sociologia | URL: http://wp.me/pDZ7T-qR

 

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publicado por animalsapiens às 12:31

03
Mar 12
publicado por animalsapiens às 13:30
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Occupy Wall Street revela poder da "nova classe trabalhadora"

Sobre David Harvey: "De passagem pelo Brasil para três conferências e lançamento de um novo livro, o renomado geógrafo marxista inglês aponta as relações históricas entre o capital e o processo de urbanização, relaciona o processo de acumulação das corporações ao mercado imobiliário e vê os movimentos urbanos, da Comuna de Paris ao Occupy Wall Street, como um vetor poderoso para luta pelo socialismo e a justiça social." Aqui.


http://www.oficinadesociologia.blogspot.com

publicado por animalsapiens às 13:26

01
Mar 12

Oriente Médio e as Revoluções por Minuto

 

por Paulo R. Santos

 

“Nos chegam gritos da Ilha do Norte
Ensaios pra Dança da Morte
Tem disco pirata,
Tem vídeo cassete até
Agora a China bebe Coca-Cola
Aqui na esquina cheiram cola
Biodegradante
Aromatizante tem”.

 

A música da banda RPM mantém seu sabor atual, apesar de já não usarmos videocassete. Do lançamento da música Revoluções por minuto (1985) até hoje muita coisa mudou e continua mudando, em ritmo cada vez mais acelerado. As microrrevoluções e os grandes movimentos sociais no Ocidente ou no Oriente encontram ainda maior resistência por parte dos que estão no poder.

 

A globalização trouxe em si desejos novos e conhecimentos diferentes dos que sustentaram o mundo até a queda do império soviético. Um novo ator entrou em cena para desgosto dos mandantes: as multidões. A violência cresceu, a repressão aumentou, a criminalização dos movimentos sociais se espalha pelo mundo, mas tudo indica que é o fim das mentiras, dos segredos e dos silêncios.

 

Dois eventos marcaram o ano de 2011: a chamada Revolução do Jasmim, na Tunísia, em 14 de janeiro, e a consequente Primavera Árabe. O mundo árabe-islâmico despertou da letargia imposta por ditadores mantidos pelo Ocidente após quase setenta anos, e de lá para cá as mobilizações sociais nas praças, ruas, infovias e em toda parte aumentaram em volume e intensidade, sinalizando profundas mudanças no comportamento social que já não crê que o mundo vai melhorar nas mãos de políticos ou de religiosos. A multidão quer mudanças e não reformas !

 

Julian Assange e o Wikileaks levou Governos e corporações a persegui-lo, impor sanções, censura e controle na internet. De um momento para o outro todo mundo sabia de tudo. Das maquinações e interesses entre governantes, banqueiros, empresários, militares … Por outro lado, a autoimolação do vendedor ambulante tunisiano de 26 anos, Mohamed Bouazizi, em 17 de dezembro de 2010, funcionou como um pavio que queimou rapidamente, levando as multidões, até então ignoradas, a se perguntar porque tanto desemprego, dificuldades, fome, opressão ...

 

A mídia ligada a interesses escusos divulgou tudo como quis no início, mas as informações reais chegaram ao Ocidente pelos vídeos, mensagens eletrônicas, imagens. A internet derrubou rapidamente as tentativas de minimizar os levantes no Oriente Médio e promoveu a adesão e difusão dos mesmos elementos por países diversos.

 

A Revolução do Jasmim espalhou-se pelo mundo árabe-islâmico, saltou o Mar Mediterrâneo, depois o Oceano Atlântico e chegou até a América do Sul. Hoje, o desejo de renovação é igualmente globalizado. Em 2012 o mundo já não é o mesmo e o processo de renovação social, política, econômica, estética etc., prossegue sem sinais de parar, apesar das oposições. A repressão aos movimentos sociais aumentaram proporcionalmente. Os donos do poder não estão dispostos sequer a ceder os anéis para manterem os dedos, por isso mortes e violências.

 

Importante ressaltar que a visão que nós ocidentais temos sobre o Oriente, e principalmente sobre o mundo árabe-islâmico, é uma visão criada por nós mesmos, e certamente não corresponde à realidade. Vemos o mundo pelas lentes da cultura que nos foi dada, imposta ou construída pelos meios de comunicação de massa. Mas convém questionar, duvidar, procurar informações em fontes mais confiáveis. A chamada “grande mídia” é a primeira a ser posta sob suspeição pelos interesses envolvidos e pela parcialidade na cobertura dos eventos que envolvem esse novo ator coletivo chamado 'multidão'.

 

O Oriente Médio está mudando, mas não só o Oriente Médio. Todo o planeta está em processo de mudanças sociais, políticas, culturais, estéticas, artísticas, científicas, tecnológicas, religiosas, … Esse novo ímpeto revolucionário vindo espontaneamente do povo, sem lideranças, com intensa participação de jovens, de mulheres, de povo enfim, talvez nos leve a um novo Renascimento. Em todo esse processo a internet tem sido ferramenta muito útil, por isso o interesse de Governos e corporações em colocá-la sob seu controle. Será possível ?

 

Para o leitor ou leitora mais curioso, fica a sugestão do site www.outraspalavras.net e o filme “O leão do deserto” (Líbia/EUA, New-Line, 1981, 152min, dirigido por Moustapha Akkad).

 

publicado por animalsapiens às 20:20

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