Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

20
Mar 12

Já vai para quatro anos que o projeto de revisão do ECA está para ser votado no Congresso Nacional brasileiro. A quem interessa manter um Estatuto anacrônico, dos anos 1990, ainda em vigor ? Do jeito que está, uma equação tenebrosa continua valendo: 'Complexo de Super-homem' mais 'ECA' = 'impunidade criminal'.

publicado por animalsapiens às 14:05

18
Mar 12
publicado por animalsapiens às 15:26

17
Mar 12

Profundos

Pegar na superfície dos problemas e fazer de certos problemas sem problemas a superfície dos reais problemas são dois lados constantes do que se escreve em múltiplos locais. Este é o tempo da mediocridade e do culto das superfícies. Os gestores do poder amam publicitar os autores das superfícies analíticas, especialmente aqueles que gostam de se mostrar profundos e decisivos a esse nível. Volúveis são os tempos, perspicazes são os predadores de azimutes sem fim.


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publicado por animalsapiens às 11:41

Há muitas maneiras de se fazer controle social, além do uso de leis e de órgãos de repressão, como a Polícia e as Forças Armadas; isso em qualquer país. Em geral, esses são modos dispendiosos e ostensivos demais em tempos de crescimento da crítica social, do letramento, da resistência de grupos melhor organizados, e mesmo de resistências difusas, difíceis de localizar e de combater ou controlar.

 

Diante disso, a mídia é usada para veicular mentiras, promovendo a 'ação dispersiva' que, na prática, significa confundir as pessoas com informações intencionalmente incompletas ou distorcidas. O narcotráfico e as indústrias farmacêutica e de bebidas alcoólicas agem de forma complementar, mantendo as pessoas um tanto fora de si, em maior ou menor grau. A Bíblia, livro sagrado para vários povos, chega para completar o controle com anacronismos ou mudança de foco dos reais problemas a serem enfrentados, além de ser boa fonte de renda para determinados segmentos religiosos.

publicado por animalsapiens às 10:39

15
Mar 12

João Carlos Schwalbach (1)

Uma vez, faz já muitos anos, li algures algo como "Paganini começa onde deixamos de pensar". Acho que é uma bela imagem para vos falar do pianista, compositor e produtor musical moçambicano com o nome em epígrafe.
(continua)


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publicado por animalsapiens às 10:53

13
Mar 12

 

Propaganda anti-Brasil oficial da Comissão Europeia

Enviado por luisnassif, ter, 06/03/2012 - 19:35
Em um vídeo encomendado e assinado pela direção geral de "alargamento" da Comissâo Europeia e dirigido a jovens de 16 a 24 anos de idade, a bela Europa é rodeada e atacada por três inimigos obviamente não europeus, mas multiplica-se, une-se, rodeia os malvados e força-os a render-se - e depois a sumir.

O caráter do vídeo é claramente político e guerreiro - nós, os bons, estamos sendo atacados pelos estrangeiros maus, mas vamos vencê-los. É uma clara ação de caracterização de um inimigo externo, dirigida justamente à parcela da população que será a primeira a ser mobilizada em caso de guerra.

Não seria caso de preocupar-se - afinal, não seria a primeira vez que a Europa tenta sair do aperto atacando ou ameaçando atacar os outros. Acontece que um das facínoras do vídeo é evidentemente brasileiro - um capoeirista negro -, acompanhado de um mestre de kalaripayattu (arte marcial da Índia) e um lutador de kung-fu.
Um brasileiro, um indiano e um chinês ameaçando uma Europa que julgavam indefesa e rendendo-se quando descobre o verdadeiro poder do velho continente. Faltou a Rússia mas não era preciso: todo europeu nasce e morre sabendo que o maior - talvez único - sonho dos russos é invadir a Europa.

O vídeo está aqui. As explicações da Comissão Europeia (em inglês) estão aqui.


 
http://www.youtube.com/watch?v=GaCP7g9BWJY&feature=player_embedded
 

publicado por animalsapiens às 10:57

12
Mar 12

A incerteza é a maior certeza

"Vivemos tempos nos quais a incerteza se tornou a maior certeza. Mas também se poderia dizer que no século XXI temos a história como uma meia virada. A rota do capitalismo passou a ser ele mesmo e agora começa uma outra maneira, a parte de trás, mas de outra maneira diferente da forma. Digital, não a vapor." Aqui.


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publicado por animalsapiens às 10:31

11
Mar 12

Novo post em blog do ozaí

“Quando os intelectuais falam dos intelectuais estão falando, na realidade de si próprios, mesmo se por uma curiosa duplicação de personalidade acabam por falar da própria confraria, como se a ela não pertencessem” (Norberto BOBBIO) [1]

A postura sobre o intelectual é carregada de contrariedades. Depende de quem o analisa, e dele próprio. A origem intelectual tem como marco o dia 14 de janeiro de 1898. Nesta data, apareceu em Paris, no jornal L’aurore, o Manifeste des intellectuales, assinado por ilustres escritores como Zola, Anatole France, Proust, a favor de Dreyfus. Entao, o termo já estava incorporado e aceito na acepção vigente. Os intellectuales, segundo Bobbio, viam-se como não-políticos e enquanto homens de letras que combatiam “a razão de Estado em nome da razão sem outras especificações, defendendo a verdade da qual se consideram os depositários contra a “mentira útil”. [2]

Antes de ser assumido pelos dreyfusistas, o termo estava associado à palavra russa intelligentsia, que se tornou comum no idioma italiano:

“No particular contexto da história da Rússia pré-revolucionária, de fato, o termo, usado, ao que tudo indica, pela primeira vez, pelo romancista Boborykin, e difundido nos últimos decênios do século XIX, significava o conjunto (não necessariamente constituindo um grupo homogêneo) dos livres pensadores – que iniciaram, promoveram e ao fim fizeram explodir o processo de crítica da autocracia czarista e, em geral, das condições de atraso da sociedade russa.” [3]

No movimento operário socialista, o termo se tornou célebre a partir de Lenin e sua obra Que fazer? (1902), quando ele difundiu a tese de Karl Kautsky, segundo a qual a consciência socialista do proletariado é exterior a este. O que significa afirmar que não resulta espontaneamente da luta direta entre as classes sociais, mas sim como produto do acúmulo de profundos conhecimentos científicos, algo só possível aos intelectuais. Na base desta polêmica está a idéia, já presente em Platão (A República), de que os trabalhadores necessitam de uma vanguarda iluminada, de filósofos e líderes que indiquem o caminho. A estes caberia a tarefa pedagógica de educar, no sentido de levar a teoria revolucionária aos trabalhadores, liderá-los e governar. Eis o núcleo central da concepção de partido revolucionário, portador da razão e demiurgo da história.

De qualquer forma, os intelectuais correspondem a uma categoria mais antiga do que imaginamos. Os doutos, philosophes, literatos, gens de lettre, enfim, os intelectuais modernos, tem como predecessores os religiosos, clérigos e outros que, nos diversos contextos sociais, expressaram o poder ideológico. Como ressalta Bobbio:

“Embora com nomes diversos, os intelectuais sempre existiram, pois sempre existiu em todas as sociedades, ao lado do poder econômico e do poder político, o poder ideológico, que se exerce não sobre os corpos como o poder político, jamais separado do poder militar, não sobre a posse de bens intelectuais, dos quais se necessita para viver e sobreviver, como o poder econômico, mas sobre as mentes pela produção e transmissão de idéias, de símbolos, de visões, de ensinamentos práticos, mediante o uso da palavra (o poder ideológico é extremamente dependente da natureza do homem como animal falante)”. [4]

A palavra, escrita e falada, é o instrumento principal do poder ideológico. Os intelectuais são os que têm as condições propícias para o exercício deste poder. A quem favorecem? Contribuem para reprodução ou a crítica do status quo? Nenhum intelectual é política e ideologicamente neutro. Qual é, portanto, o seu papel social, a sua função?

 

Referência

BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. São Paulo, Editora UNESP, 1997.


[1] BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. São Paulo, Editora UNESP, 1997, p.8.

[2] Idem, p.123.

[3] Id., p.122.

[4] Id., p.11.

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publicado por animalsapiens às 12:07

09
Mar 12
publicado por animalsapiens às 12:54

09 Março 2012

2011 em Tete: 23 homens mortos pelas mulheres

No "Diário de Moçambique" digital: "Vinte e três homens morreram por agressão com recurso a piladores e paus, entre outros instrumentos contundentes, protagonizada pelas suas próprias esposas durante o ano passado, na província de Tete. Este tipo de violência doméstica, que se considera um fenómeno novo, já preocupa a Direcção da Mulher e da Acção Social, de acordo com a respectiva chefe, Páscoa Sumbana Ferrão. (...) ela considerou que se trata de uma revolta que as mulheres estão a fazer, quando saturadas de violência doméstica em que elas são as principais vítimas."Aqui.
Observação: talvez um dia arranje tempo para estudar - usando os termos de Páscoa Ferrão - esta revolta feminina.
Adenda às 7:01: Mulheres que matam - universo imaginário do crime no feminino - um livro que adquiri em 2009 na cidade brasileira de Fortaleza e cuja referência neste diário se encontra aqui.


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publicado por animalsapiens às 12:04

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