Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

19
Jan 12

As Conexões Globais de Porto Alegre

Gilberto Gil fará, no encontro, conexão com ativistas no Egito

No Fórum Social Temático de Porto Alegre, um encontro debate Reinvenção da Democracia, Cultura e Liberdade na Internet. Transmitido via web, conectará movimentos pelo mundo e será oficina compartilhada de ativismo

Entre as mais de 900 atividades que comporão o Fórum Social Temático (FST), em Porto Alegre, na próxima semana (24 a 29/1), uma parece especialmente atual e provocadora. Chama-se Conexões Globais 2.0 e ocupará, de terça-feira a sábado, das 14 às 22h, um espaços culturais emblemáticos de Porto Alegre: a Casa Mário Quintana. Está focada em alguns dos processos que mais causarão impacto entre as sociedades, em 2012 e nos próximos anos. Debaterá crise do capitalismo, novas revoltas sociais, possível invenção de uma democracia 2.0,  busca de novas relações entre ser humano e natureza.

Mas não o fará por meio de palestras aborrecidas, nem reproduzindo a hierarquia tradicional entre palco e plateia. Em certos momentos (Diálogos Globais, todos os dias às 16 e 18h15), estabelecerá conexões diretas entre os presentes na Casa Mário Quintana (o compositor Gilberto Gil, por exemplo) e participantes de movimentos como a Primavera Árabe, os Indignados, o Occupy em Nova York e Londres. Por meio de uma série de Painéis (às 14h), colocará em contato (e, talvez, confronto), ativistas que lutam por uma nova democracia e integrantes de governos que, ao menos em palavras, dizem estar sintonizados com tal aspiração.

Na maior parte do tempo, vai se desdobrar em Oficinas e Desconferências. As primeiras visam compartilhar saberes sobre ativismo (inclusive digital). Estão na pauta, entre outros aspectos, a montagem de redes livres para acesso à internet, que dispensam um servidor central e (principalmente) as operadoras de telecomunciações; o uso de ferramentas gratuitas (webmapas, textos interativos, etc) o jornalismo 2.0; o uso de lixo eletrônico para criar objetos de arte; a construção de web-rádios; a plataforma WordPress (empregada inclusive por Outras Palavras) como ferramenta para criação rápida de poderosos sites e blogs em rede.

Já as Desconferências são para troca de ideias sobre Participação 2.0, Cultura Digital e Sustentabilidade, cuja programação será construída pelos próprios participantes (para inscrever um tema, clique aqui). Completam a receita, no final da tarde e início da noite,  Conexões Culturais que valorizam a diversidade brasileira. Pretendem promover encontros entre a Cultura Popular e Cultura Digital. Incluem shows, literatura, cinema livre, grafitagem, bicicletada, DJs/VJs, artes plásticas, fotografia e outras formas de expressão.

Tudo isso poderá ser acompanhado presencialmente, pelos que participarem do FST, em Porto Alegre; ou de qualquer parte do mundo, via web-streaming. Mas as narrativas de Conexões Globais serão feitas horizontalmente, pelos próprios participantes. Uma Agência de Comunicação Colaborativa permitirá a eles colocar no ar, instantaneamente, os textos, fotos, vídeos e áudios que produzirem sobre o encontro.

Conexões Globais é obra coletiva, mas vale destacar dois de seus animadores. O ativista digital Marcelo Branco (blog, facebook) e a produtora cultural Carla Joner (facebook) tiveram a ideia. O escritor Jeferson Assumção (blog, facebook), secretário de Cultura do Rio Grande do Suo, fez contribuições muito relevantes. Marcelo vai na estrada da colaboração transformadora e das redes há muitos anos. Sindicalista na década de 1990, atuou na luta em defesa da Telebrás, privatizada no governo FHC. Na virada do século, ajudou a criar o Fórum Internacional do Software Livre (o FISL). coordenou por anos o Campus Party brasileiro. Vê Conexões Globais 2.0 como “uma ponte entra a história do Fórum Social Mundial e os novos protagonistas das mobilizações sociais massivas de 2011.” Pretende armar o circo mais vezes — a começar no Rio de Janeiro em junho, durante a Rio+20 e a Cúpula dos Povos.

Leia mais:

  1. Os preparativos para o Fórum Social Temático em Porto Alegre
  2. No ar, a programação do Fórum Social Temático de Porto Alegre

Esse post foi publicado em Sem categoria e marcado ativismo digitall, Fóruns Sociais, internet, pós-capitalismo por Antonio Martins. Guardar link permanente.

 

www.outraspalavras.net

publicado por animalsapiens às 09:56

18
Jan 12

Essa parece ser a senha de sobrevivência da atualidade. Uma sociedade profundamente doente, que adoece seus membros, produz um isolamento crescente, com cada membro da coletividade em busca de uma (falsa ?) segurança, no distanciamento das questões econômicas, políticas e sociais. Pode ser um tiro no próprio pé, ... ou não. Me parece mais provável a primeira possibilidade, já que a ignorância - principalmente quando é voluntária - torna a pessoa frágil e vulnerável diante das rápidas mudanças que ocorrem no dia a dia. Coisa para se pensar !!

publicado por animalsapiens às 10:02

17
Jan 12
publicado por animalsapiens às 18:55

16
Jan 12
 


16/01/2012

África, um continente sem história?

Não há região do mundo mais vítima da naturalização da miséria do que a África. Na concepção eurocêntrica, bastaria cruzar o Mediterraneo para se ir da “civilização” à “barbárie”. Como se a África não tivesse história, como se seus problemas fossem naturais e não tivessem sido resultado do colonialismo, da escravidão e do neocolonialismo.

Continente mais pobre, mais marcado por conflitos que aparecem como conflitos étnicos, região que mais exporta mão de obra – a África tem todas as características para sofrer a pecha de continente marcado pelo destino para a miséria, o sofrimento, o abandono.

Depois de séculos de despojo colonial e de escravidão, os países africanos acederam à independência política na metade do século passado, no bojo da decadência definitiva das potências coloniais europeias. Alguns países conseguiram gerar lideranças políticas nacionais, construir Estados com projetos próprios, estabelecer certos níveis de desenvolvimento econômico, no marco do mundo bipolar do segundo pós-guerra.

Mas essas circunstâncias terminaram e o neocolonialismo voltou a se abater sobre o continente africano, vítima de novo da pilhagem das potências capitalistas. A globalização neoliberal voltou a reduzir o continente ao que tinha sido secularmente: fornecedor de matérias primas para as potências centrais, com a única novidade que agora a China também participa desse processo.

Mas o continente, que nunca foi ressarcido pelo colonialismo e pela escravidão, paga o preço desses fenômenos e essa é a raiz essencial dos seus problemas. Mesmo enfrentamentos sangrentos, atribuídos a conflitos étnicos, como entre os tutsis e os hutus, se revelaram na verdade expressão dos conflitos de multinacionais francesas e belgas, com envolvimento dos próprios governos desses países.

Hoje a África está reduzida a isso no marco do capitalismo global. Salvo alguns países como a Africa do Sul, por seu desenvolvimento industrial diferenciado e alguns países que possuem matérias primas ou recursos energéticos estratégicos, tem um papel secundário e complementar, sem nenhuma capacidade de assumir estratégias próprias de desenvolvimento e de superação dos seus problemas sociais.

A globalização neoliberal acentuou a concentração de poder e de renda no centro em detrimento da periferia. Os países emergentes – em particulares latino-americano e alguns asiáticos – conseguiram romper essa tendência, mas não os africanos, porque não conseguiram eleger governos que rompessem com a lógica neoliberal predominante.

O novo ciclo da crise capitalista e a primavera no mundo árabe podem trazer novidades que permitam a países africanos somar-se aos governos progressistas da América Latina.

Sugestões de leitura

- Globalização, dependência e neoliberalismo na América Latina
Carlos Eduardo Martins - Boitempo Editorial

- Teoria critica dos direitos humanos - Carol Proner e Oscar Correas (organizadores) - Editora Fórum

- Governança global - André Rego Viana, Pedro Silva Barros e André Bojikian Calixtre (organizadores) - IPEA

Postado por Emir Sader às 08:27

 

www.cartamaior.com.br

publicado por animalsapiens às 19:53

14
Jan 12

Por princípio, tudo que vem de organizações, corporações, Governos etc., deve ser visto com cautela. Tudo que é 'oficial' é suspeito, já que é a versão politicamente mais adequada à situação. Muitas informações importantes são omitidas em comunicados oficiais, ... intencionalmente. Só o cruzamento de dados com fatos, vindos de fontes diferentes pode confirmar ou corrigir, desmentir, as 'versões oficiais', ... sempre as mais convenientes.

publicado por animalsapiens às 10:30

publicado por animalsapiens às 00:15
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12
Jan 12
publicado por animalsapiens às 20:45
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Sobre a programação cultural do Fórum Social Temático 2012

Alguns desencontros na divulgação da programação cultural do Fórum Social Temático 2012, que será realizado em Porto Alegre, de 24 a 29 de janeiro. Tatiana Oliveira, que participa do Grupo de Trabalho que organiza a programação cultural do evento esclarece que Manu Chao e Gogol Bordello não estão na programação, ao contrário do que chegou a ser divulgado. Ela informa que nesta quinta-feira deverá ocorrer uma nova reunião do GT Cultura quando deverá ser fechada a programação definitiva. Aguardemos.

Posted in: Fórum Social Mundial, Fórum Social Temático 2012.

publicado por animalsapiens às 10:08
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10
Jan 12
publicado por animalsapiens às 16:24

08
Jan 12

POR QUE TEMEMOS A REALIDADE E A VERDADE ?

 

por Paulo R. Santos

 

Porque a realidade é sempre maior do que nossa capacidade de aceitá-la e entendê-la; essa me parece ser uma resposta. A realidade - assim como a verdade -, incomoda. Mexe e remexe com o que está posto e estabelecido, principalmente com os dogmas. Os sempre confortáveis dogmas sobre os quais muitos se sentam e por ali ficam, a acreditar que nada mudará por que eles assim decidiram.

 

A prudência recomenda que olhemos para trás e vejamos o que nos ensina a história, já que – como dito e sabido -, quem não aprende com a história repete a lição. Crenças pessoais, religiões e dogmas, leis, padrões de beleza, costumes ou de consumo, visões de vida ou visões de mundo são, acima de qualquer outra coisa, criações humanas, dentro de um certo contexto cultural e num determinado momento histórico, quase sempre discutíveis.

 

A realidade assusta por que é maior que nós. A realidade por vezes nos afasta da análise e da reflexão por passar por cima de nossos interesses pessoais, de nossas pequenas e grandes vaidades, de nossos medos e temores sobre o futuro. Por isso é cada vez mais comum se evitar os pequenos e grandes problemas. Tendemos a renegar um dos maiores avanços da evolução humana: a linguagem articulada, a escrita e, portanto, o diálogo !!

 

A verdade nos assusta porque nem sempre está de acordo com o que gostamos e queremos que seja. A verdade é; ponto !! Nem o processo judicial mais bem ou mal conduzido poderá mudá-la ! Nem o melhor ator ou mentiroso contumaz poderá mudar-lhe sequer uma vírgula, quanto mais um ponto ! Nem o melhor sacerdote ou pastor, por mais verborrágico e convincente que seja, poderá alterá-la para sempre. Nem o melhor demagogo ou orador, político ou acadêmico, poderá fazer da verdade a sua verdade.

 

Quando verdade ou realidade incomodam, fugimos para as drogas, para as bebedeiras, para o barulho, para os locais ruidosos, para o não-pensar-sentir, para o mundo do faz-de-conta, para um mundo interior, ou para muitas outras possibilidades e rotas de fuga.

 

O medo de ter nosso mundo interior ou exterior devastado nos faz evitar, de um modo ou de outro, tanto a realidade que nos cerca, quanto a verdade que conhecemos ou intuímos. Talvez por isso 2012 seja um ano que atemorize tanta gente. Talvez não sejamos tão fortes quanto gostaríamos de ser para enfrentar e mudar certas coisas, ou pelo menos para reconhecer a existência desses fantasmas que nos atormentam. Talvez fingir que isso não está acontecendo … Talvez fazer de conta que tudo vai passar sem nos atingir … Talvez a ignorância voluntária … Talvez o silêncio, talvez …

publicado por animalsapiens às 12:52

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