Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

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Dez 11
publicado por animalsapiens às 23:08
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15
Dez 11

Ocupa Wall Street

O movimento perdura e espalha-se com novas fisionomias, confira aqui, aqui e aqui. Foto reproduzida daqui. Se quiser traduzir, vá aqui. Postagens neste diário aqui.


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publicado por animalsapiens às 13:17

14
Dez 11

Europa em crise (VI): gráficos de uma hipocrisia

Dados oficiais demonstram: Estados estão endividados porque emprestaram aos bancos; “austeridade” e ataque a direitos jamais atingirão raiz do problema

O argumento central dos governos e da mídia conservadora para defender o corte dos serviços públicos e dos direitos sociais é a promoção da “austeridade”. A palavra foi incorporada ao discurso oficial. Apoia-se num preconceito cultivado durante décadas: o de que despesas públicas são sinônimo de ineficiência e corrupção. Esconde dois fatos essenciais:

a) na União Europeia (UE), uma parcela cada vez maior dos gastos dos Estados é empregada para pagar juros;

b) enquanto cobram “austeridade” dos aposentados e usuários de serviços públicos há anos em declínio, estes Estados estão sustentando salários milionários, jatinhos, iates e porsches da oligarquia financeira.

Os gráficos deste post ajudam a compreender o fenômeno. Foram produzidos pela revista Economist, que, embora defenda os mercados financeiros, produz excelente jornalismo — e parece perceber, aos poucos, o caráter anti-civilizatório das políticas praticadas na Europa. O primeiro mostra a evolução do déficit público europeu em onze países-chaves, e na média da UE, antes e depois da crise de 2008.

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Publicado em Sem categoria | Marcado com crise do capitalismo, crise financeira, euro, pós-capitalismo, União Europeia | 3 Respostas

 

 

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publicado por animalsapiens às 10:52

12
Dez 11

Cuidado com os espíritos rodoviários

Acidentes de trânsito podem ter causas extra-humanas que não constam do código de estradas. Assim, com base nessa crença e segundo o "Notícias",  realizam-se esta semana cerimónias destinadas "a reduzir os sinistros rodoviários misteriosos que ocorrem frequentemente na Estrada Nacional Número 1, particularmente no troço ligando Pateque - posto administrativo da Maluana, e Incoluane." Quem está à cabeça da iniciativa? O governo do distrito da Manhiça, acompanhado de parceiros religiosos e "tradicionais". Aqui.
Observação: as cerimónias têm certamente a ver com algum suposto espírito encolerizado ou com alguns espíritos encolerizados devido a um curto-circuito nas regras comunitárias - sugiro siga a minha série intitulada Espíritos, doenças e médicos do invisível.


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publicado por animalsapiens às 09:52

11
Dez 11

O direito humano à guerra

Por José Luís Fiori

Eu via no universo cristão uma leviandade com relação à guerra
que teria deixado envergonhadas as próprias nações bárbaras.
Por causas fúteis ou mesmo sem motivo
se corria às armas e, quando já com elas às mãos,
não se observava mais respeito algum
para com o direito divino nem para com o direito humano,
como se, pela força de um édito,
o furor tivesse sido desencadeado sobre todos os crimes”

Hugo Grotius, “O Direito da Guerra e da Paz”, 1625

[...]

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publicado por animalsapiens às 11:27

10
Dez 11

Venha ser cínico você também

Estaríamos vivendo uma época de cinismo? Pesquisador afirma que sim e que a fronteira entre a tolerância e a intolerância é mais tênue do que imaginamos

Você pode reconhecer alguém ou mesmo se ver nessas aspas.

“Plena igualdade de direito, tanto pros homens quanto pra nós, mulheres, não tem que ter distinção. É, mas acho que o papel de chefe de casa ainda é do homem, é uma coisa de tradição…”.

“Gays? Não tenho nada contra, aliás, tenho até amigos gays. Nada contra mesmo, sei respeitar as diferenças, desde que não mexam comigo, não mexo com ninguém. Mas agora querer colocar beijo gay em novela e cartilha contra a homofobia nas escolas, aí já demais. Não precisa incentivar…”.

“A mulher deve se libertar sexualmente: nada de medo, garotas, vocês são donas dos seus desejos. Que? É… não, quer dizer, sim, sim, claro que eu quero me casar é com uma mulher direita, que seja correta”.

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publicado por animalsapiens às 10:16

07
Dez 11

Cultura da obediência

De um texto da psicóloga brasileira Tânia Ferreira: "Durante nossa estadia em Angola um fato nos chamava atenção. A maioria das pessoas o tempo todo fala "sim" e "yá" (corruptela do sim), para qualquer coisa que se diga. Poucas pessoas tem o hábito de refutar ou debater alguma afirmação, para melhor compreensão sobre algum fato da realidade. (...) A cultura da obediência é reforçada pelo autoritarismo existente. Há ainda uma forte cultura militar. Militares são vistos andando fardados como um símbolo de seu poder. Há além disso, em toda parte, "pequenos poderes" exercidos por funcionários públicos que são acionados, tentando controlar a vida dos cidadãos angolanos, ou amedrontamento dos cidadãos sobre qualquer fato que julgam "violar" regras." Aqui.
Comentário: seria interessante testar o quadro analítico de Tânia na nossa realidade, onde, por exemplo, a nível de certos círculos produtores de opinião, se preza evangelicamente a cultura do unanimismo, a cultura analítica do mesmismo político, onde a opinião contrária é encarada com suspeição, como herética, como sendo antigovernamental, etc.


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publicado por animalsapiens às 10:47

05
Dez 11

Janelas fechadas na Rua do Carmo

Os personagens da ocupação e da desocupação de prédios abandonados no Centro de São Paulo contam da vida em cortiços e da luta por moradia

Por Suzanna Ferreira

“Quando não tem esperança, tem luta”. É o que me diz Melissa Santana, auxiliar de limpeza, enquanto dobra uma blusa, observa um bebê que dorme e se prepara para sair do casarão do Carmo, região central de São Paulo, desocupado há uma semana por uma ordem judicial.

Cansada de repetir o seu nome mais uma vez, após uma assistente social anotar seus dados para cadastro na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Melissa conta que o procedimento é comum, mas não tem nenhuma garantia de retorno. “Sempre quando ocorre a desocupação de um prédio, eles fazem cadastro para a Prefeitura providenciar moradia. Eu morava aqui quando tinha 17 anos, agora tenho 34, e ainda não tenho onde morar”, conta.

O cortiço localizado na Rua do Carmo foi desapropriado em 1991, justamente para construção de unidades habitacionais, projeto aprovado pelos Conselhos de Defesa do Patrimônio. A obra teve início em 2004, mas não foi concluída—a construtora que conduzia os trabalhos foi à falência. Para completar, o processo do juiz Antônio Carlos de Figueiredo Negreiros, que assinou a desocupação, diz: “É lastimável que uma cidade com tamanho déficit habitacional, notadamente para a população carente, tenha que conviver com um programa social, que, após vinte anos do decreto de expropriação do imóvel, ainda não saiu do papel”.

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Publicado em Sem categoria | Marcado com Centro, direito à cidade, FLM, MMC, moradia, movimentos sociais, políticas públicas, São Paulo, sem-teto, urbanização | Comentar

 

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publicado por animalsapiens às 19:46

04
Dez 11

Ocupa Wall Street

Últimas do movimento que parece ganhar adeptos entre a polícia, leia aqui. Sessões de trabalho do conselho coordenador, aqui. Portal do movimento aqui. Para traduzir, aqui. Neste diário, aqui.


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publicado por animalsapiens às 11:21

02
Dez 11

QUAL CRISTIANISMO ?

 

por Paulo R. Santos

 

O cristianismo que nos é apresentado pelas diversas religiões, crenças, seitas e crendices possui tantas disparidades de interpretações que, com certeza, não estão falando do mesmo cristianismo, aquele originário dos ensinamentos e exemplos de Jesus de Nazaré.

 

Para alguns, Jesus é filho de Deus, o que leva presumir que tem também mãe, sendo ele mesmo, um deus. Isso mais confunde que esclarece. Para outros, o Jesus histórico se resume àquele profeta, ou messias, contemporâneo de outros profetas e de revolucionários como Barrabás (Joshua bar Aba). Há politeísmo nessa visão, ou no mínimo monolatria, isto é, a supremacia de um deus sobre outros deuses e semideuses.

 

Outros se limitam a Joshua ben Joseph (Jesus, filho de José), carpinteiro filho de outro carpinteiro, cuja mãe se chamava Maria (ou Míriam), que tinha irmãos e irmãs consanguíneos (Marcos; 6-3). Para as ortodoxias ainda em vigor, isso consiste uma visão herética, já que para certos segmentos, Jesus é unigênito (o único gerado) e filho de uma virgem.

 

Eis que a confusão fica estabelecida quando se tenta, lá pelo século IV, quando da criação da Igreja Romana (Concílio de Nicéia, em 325), trazê-lo (Jesus de Nazaré) como sucedâneo dos deuses tidos como pagãos. Fato que tentava atrair para a nova crença os seguidores de outras religiões mais antigas. Jesus seria a versão latina do deus egípcio Horus ?

 

Com o passar dos séculos, pesquisadores procuravam apontar a data correta do nascimento de Jesus. Tarefa difícil já que os calendários usados naqueles tempos variavam conforme os povos. Convencionou-se o 25 de dezembro, segundo o calendário juliano.

 

Hoje, Jesus de Nazaré não se reconheceria nos cristãos da atualidade. Seus ensinos e exemplos foram esquecidos ou deturpados. Seu nome mais parece uma logomarca, e ele é – na prática – um ilustre esquecido no dia convencionado para a celebração de seu aniversário natalício e consequente reunião da família e troca de presentes, em memória dos poucos presentes que ganhou ao nascer , segundo reza a tradição.

 

Fato é que o ensinamento original de Jesus se perdeu em meio aos interesses humanos e mundanos. Quem pregou a paz, a simplicidade, a compaixão e a humildade estranharia a ostentação dos templos erguidos em seu nome. E ainda as muitas guerras originárias de interpretações parciais, tendenciosas ou claramente deturpadas para atender a interesses mesquinhos de pseudo-religiosos e falsos profetas, aos quais ele próprio se refere, conforme foi recolhido por Mateus, e descrito no capítulo 24 de seu Evangelho.

 

O Sermão do Monte e sua síntese doutrinária (Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo) talvez sejam pálidos reflexos de seu pensamento original. O resto corre por conta dos seus interpretadores.

 

Com a aproximação de mais um Natal comercial, que usa e abusa do nome de Jesus de Nazaré para vender produtos sem preocupações de fé, talvez seja hora de uma pausa para refletir por onde estamos indo ou onde nos perdemos da rota verdadeira.

 

publicado por animalsapiens às 22:34
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