Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

05
Out 11

Atenção aos predadores

"Porque só existem duas espécies de pessoas neste mundo: os predadores e os que pastam. Os primeiros chegam sempre ao cume, porque estão dispostos a lutar para lá chegar e não hesitam em destruir as pessoas e as coisas que se atravessam no seu caminho. Os outros não têm a genica, ou a coragem, ou a fome, ou a crueldade necessárias. Por isso o mundo é governado pelos predadores, que se transformam em potentados. E os potentados nunca estão satisfeitos. Têm de procurar sempre mais e mais a moeda do seu culto." - Mercenário Shannon in Forsith, Frederick, Os Cães da guerra. Lisboa: Edição Livros do Brasil, s/d, p. 223.
Comentário: talvez mais perturbadora do que a fauna dos predadores sociais (dos mais variados tipos) seja a fauna dos seus ideólogos, quantas vezes disfarçados de bons e neutrais samaritanos.


Read more: http://www.oficinadesociologia.blogspot.com/#ixzz1ZtvhJh2m

publicado por animalsapiens às 11:20

04
Out 11

Jovens: sérios problemas de desemprego em 16 países

Dados para 2010, confira aqui e aqui. Para traduzir, aqui.

46 milhões de pobres nos Estados Unidos

Dados oficiais para 2010, confira aqui. Referência encontrada aqui. Para traduzir, aqui.


http://www.oficinadesociologia.blogspot.com

publicado por animalsapiens às 12:32

03
Out 11

CRISE NO JUDICIÁRIO

A primavera brasileira

Por Alberto Dines em 02/10/2011 na edição 661

Reproduzido do Diário de S.Paulo, 2/10/2011

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No Velho Testamento eles aparecem como líderes, sábios, depois foram substituídos pelos reis e três mil anos depois, neste esplêndido pedaço do mundo chamado Brasil, juízes estão na berlinda, candidatos ao banco dos réus. E, se a pendência entre a AMB e o CNJ acirrar-se, a toga corre o risco de perder a aura de solenidade que a envolve.

A administração da justiça contém ritos fascinantes, a submissão ao poder das leis produz um dos mais belos espetáculos que a sociedade humana já inventou. Um júri diferente, porém, começa a empolgar o país e ele não favorece a Associação dos Magistrados Brasileiros no seu pleito contra a independência do Conselho Nacional de Justiça.

O confronto doutrinário que a entidade dos juízes pretendia provocar já não consegue esconder uma inequívoca motivação corporativista. O Estado de Direito que visa aperfeiçoar está negando um dos princípios básicos da mecânica democrática: cada poder deve ser equilibrado por um contra-poder. O Estado moderno é necessariamente descentralizado. A bandeira do “controle externo” embutida na criação do Conselho Nacional de Justiça é herdeira de outra, veneranda, a do equilíbrio entre os poderes para acabar com o absolutismo.

Contra o corporativismo

A ação de inconstitucionalidade impetrada pela AMB contra as prerrogativas constitucionais do CNJ desvenda um dos nossos paradoxos nucleares: aqueles que deveriam zelar pela aplicação das leis estão em pé de guerra contra os que pretendem cumprir as leis investigando e punindo juízes acusados de desvios de conduta.

A prepotência insurge-se contra a coerência. A investida da corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, contra aqueles que deslustram a toga é quixotesca, mas não é fantasiosa, seria inacreditável se não representasse a pura verdade: tramitam na corregedoria 115 processos contra juízes de primeira instância e 35 contra desembargadores. A presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins está sendo acusada de pertencer a um esquema de venda de sentenças que ficará impune caso a AMB consiga cercear o CNJ.

Em seis anos de existência, o CNJ e sua corregedoria puniram 49 juízes por desvios de conduta, enfrentaram o nepotismo, extinguiram benefícios abusivos e, sobretudo, estabeleceram metas de desempenho para acabar com a lentidão judicial, a grande cúmplice da impunidade. Segundo denúncia do Estado de S. Paulo de sexta-feira (28/9), 18 dos 29 corregedores de tribunais respondem ou já responderam a processos do próprio órgão. Em 2011, no Tribunal de Justiça de São Paulo foram punidos apenas seis magistrados, 460 denúncias foram arquivadas.

A OAB insurgiu-se contra o corporativismo da AMB, também a Procuradoria Geral da República, também senadores da situação e da oposição esqueceram suas diferenças e apresentaram uma Proposta de Emenda Constitucional mantendo os poderes do CNJ garantidos desde 2004 pelo artigo 103-B.

Letra da lei

Não é de hoje que a ABI – Associação Brasileira de Imprensa acusa o judiciário de ser a grande fábrica de mordaças e atos censórios da República. O mesmo Estadão está obrigado há mais de dois anos pelo Tribunal de Justiça de Brasília a silenciar sobre a Operação Boi Barrica da Polícia Federal que investiga os negócios do clã Sarney. As provas coletadas nesta operação pela PF foram consideradas nulas por outro tribunal.

A querela transcende ao Judiciário. O Estado brasileiro parece aturdido, perplexo, incapaz de enxergar as luzes que começam a ser acionadas. O espírito das leis começa a impor-se à letra da lei. Este é o espírito da primavera brasileira empurrada por duas destemidas juízas: Patrícia Acioly, fuzilada em Niterói pelos policiais corruptos que investigava e a brava Corregedora Nacional de Justiça, que nos lembrou algo comezinho: bandidos também usam togas.

 

Observatório da Imprensa

publicado por animalsapiens às 11:37

02
Out 11

Prezad@s,


Poliamor: intrigante, polêmico, subversivo, provocador, ... mas ... será uma tendência diante da revolução cultural que se anuncia ?

Paulo S.
......................................................................>>

Poliamor: é possível amar a mais de um amor?!

ANTONIO OZAÍ DA SILVA
Amavam-se tanto, mas não suportaram saber a verdade. Por que? Talvez porque o amor, tal qual o concebemos, indique uma relação de posse mútua do corpo. Em geral, não temos estrutura psicológica para aceitarmos que o corpo amado, que possuímos como nossa propriedade, pertenceu a outro/a. O amor é possessivo! O amor exige a submissão do/a outro/a em todos os sentidos; pressupõe fidelidade plena, monogamia... LEIA NA ÍNTEGRAhttp://antoniozai.wordpress.com/2011/10/01/poliamor-e-possivel-amar-a-mais-de-um-amor/
Permaneço aberto às críticas, sugestões e contribuições.
Abraços e ótimo final de semana,
____________________
Antonio Ozaí da Silva
blog: http://antoniozai.wordpress.com
blog da REA
: http://espacoacademico.wordpress.com/
Facebook autores e colaboradores da REA: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002927004685
Twitter: http://twitter.com/antoniozai
--

 

publicado por animalsapiens às 11:51

01
Out 11

POR ONDE ANDA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA?

 

Paulo R. Santos*

 

Primeiro é necessário distinguir a educação formal da educação geral. A primeira é essa que nos chega pela escola, do pré à pós. Do ensino fundamental ao superior, com o acompanhamento do Estado via Ministério da Educação e Cultura (MEC). É uma educação que tem função política e, de um modo ou outro, atende a interesses privados. Não é uma educação que atenda a singularidades, mas – pelo contrário – é massificadora, adaptativa e tende a criar uma espécie de conformismo.

 

A educação geral é aquela do dia a dia. Aprendemos pela TV, pelas conversas com amigos e colegas de trabalho, pelos livros, pelos filmes, pelas músicas, pela observação dos acontecimentos, pelas tradições familiares, pela religião e costumes, regionalismos, pela vivência e experiência, pela sucessão de tentativas e erros etc.

 

As duas deveriam se completar e não se opor, mas não é essa a realidade. A educação formal é, via de regra, anacrônica, descontextualizada, fora dos interesses dos alunos, muitas vezes dissociada da realidade vivida lá fora, na sociedade e na família, com conteúdos estratificados, separados em gavetas de conhecimentos, sem um contexto sistêmico, como se o mundo real fosse todo organizado em armários e não uma mistura simultânea de tudo.

 

Essa realidade faz da escola um lugar pouco atrativo para os jovens. A escola é apresentada como um pré-requisito para o sucesso profissional e a visibilidade social, mas não como uma necessidade para realização pessoal, interior, de formação do caráter e da inteligência, mostrando que o uso do intelecto, na pior das hipóteses, ajuda a administrar melhor a vida, qualquer que ela seja. A educação brasileira ainda é, queiramos ou não, uma educação voltada para o mercado, sendo ela mesma, parte do mercado.

 

Numa sociedade em crise sistêmica, a educação de boa qualidade entra para a lista dos itens de sobrevivência. Saber lidar com os altos e baixos, com as frustrações da vida, o despertamento e desenvolvimento do senso (auto)crítico, conhecer os próprios limites e potencialidades, reconhecer-se no 'outro' e respeitá-lo, viver a diferença, aprender a lidar com os reveses, com os próprios impulsos de agressividade e medo. Tudo isso e muito mais deveria constar dos conteúdos curriculares em disciplinas adequadas, com prioridade para aquelas do chamado campo das ciências humanas.

 

Como isso raramente acontece, as escolas tornam-se ambientes de confinamento. As Universidades formam-se no modelo castrense, semelhantes a acampamentos militares, com hierarquia e tudo, compondo um ambiente que - como escreveu Max Weber - burocratiza o saber. O legado das gerações passadas e das civilizações que se foram perdem importância e significado, deixando a melancólica impressão de que estamos andando em círculos e reinventando a roda, permanentemente.

 

* sociólogo e professor.

 

(Sugestão para leitura complementar): http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/-a-tv-anda-ensinando-o-que

publicado por animalsapiens às 13:28

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