Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

27
Jul 11
26 Jul 11
Por Nuno Gouveia, às 17:06 | comentar

Barack Obama fez uma comunicação ao país ontem à noite (a quarta desde o inicio da crise) sobre o aumento do limite do endividamento. Sem acrescentar grande conteúdo ao que tinha dito anteriormente, esta intervenção não disfarçou algo que tem sido evidente nestes últimos dias: Obama foi colocado à margem das negociações. Antes de Obama ter falado ao país, com direito a réplica imediatamente a seguir de John Boehner*, ambos os líderes do Congresso, Harry Reid pelo Senado e John Boehner pela Câmara dos Representantes, tinham apresentado publicamente um plano para aumentar o limite. Ao que parece, Obama discorda dos dois planos, pois nenhum inclui um aumento de impostos, algo que o Presidente defendeu apaixonadamente na sua intervenção. Segundo o que se percebe, a situação irá resolver-se entre as ideias de Reid e Boehner. A grande discussão neste momento é se o limite do endividamento aumenta até depois das eleições presidenciais (a vontade dos democratas e Obama) ou se há novo voto no próximo ano (o desejo dos republicanos).

 

Esta discussão toda mostrou que Obama, até ao momento, nunca conseguiu liderar a discussão neste problema, falhando inclusivé a apresentar um plano detalhado com a sua assinatura. Com os seus indices de popularidade a descer abruptamente deste o inico desta crise, Obama tentou com a sua comunicação de ontem recuperar a opinião pública para o seu lado. Mas se, como se prevê, o acordo entre os dois partidos não tiver um aumento de impostos imediato, Obama sairá perdedor. Mas, como sempre defendi, acredito que até ao final da semana se chegue a um acordo e, depois, veremos quem mais ganhou nesta discussão.

 

*Para se ver a gravidade do momento, esta foi a primeira vez desde 2007, exceptuando os discursos do Estado da União, que o Presidente teve uma resposta imediata em prime-time de um líder republicano. A última vez tinha sido quando Bush anunciou a "surge" no Iraque.

 

www.sapo.pt 

publicado por animalsapiens às 12:53
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26
Jul 11

O que é o amor?

Posted: 23/07/2011 by Antonio Ozaí da Silva in reflexões do quotidiano 

O amor é incondicional, ele brota no ser, tem vida própria e ninguém é capaz de obrigar o outro a amar ou deixar de amar. Daí as dores e sofrimentos dos amores não correspondidos, como os do jovem Werther. E como dói a certeza do amar sem ser amado, ainda que a razão deseje extirpar o mínimo vestígio da presença do amor que se revela impossível! Felizes os que encontram o amor e se encontram no ser amado, ainda que sob as mais difíceis circunstâncias. Sofre quem ama sem ser amado. Mas, se o amor é incondicional, como evitar o sofrimento alheio quando não se compartilham os mesmos sentimentos? Imagino, porém, que os mais infelizes são os incapazes de amar.
 
publicado por animalsapiens às 17:30

Artigo baseado no livro "Broken Windows" by James Q. Wilson and George L. Kelling
 
 

1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de Psicologia Social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública; duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura de uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em Psicologia Social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
 
É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo.  Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
 
Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um  ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
 
Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves.  Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças,  o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujidade das estacões, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão 'Tolerância Zero' soa como uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

publicado por animalsapiens às 11:15
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25
Jul 11

Os dois assuntos que serão explorados até a exaustão durante a semana, sem dúvida, um é a morte de Amy Winehouse aos 27 anos, e o outro o caso do atirador norueguês, extremista de direita, que se achou no direito de tirar mais de noventa vidas por critérios pessoais ou que lhe foram incutidos por uma sociedade cada vez mais intolerante e discriminadora. Convenhamos que se não há lugar para os 'diferentes', não há lugar para nenhum de nós nesse planeta, já que sempre encontraremos diferenças a partir de algum pressuposto ou preconceito.

 

* Adendo: o governo norueguês reavaliou o número de vítimas para menos. (26 de julho)

publicado por animalsapiens às 13:32
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24
Jul 11

Podemos fazer as escolhas certas, tomar as decisões corretas e, ainda assim, algo sair errado !

publicado por animalsapiens às 12:37

23
Jul 11

Mais um caso, desta vez na Noruega, choca os que ainda permanecem humanos e sensíveis à dor alheia. Segundo o noticiário, mais de noventa mortes causadas por um atirador. As verdadeiras causas - como em outros casos semelhantes -, permanecerão obscuras ou apenas parcialmente conhecidas. Uma coisa é certa: uma sociedade doente como a nossa produz o adoecimento individual. Cada indivíduo é uma caixa de ressonância, um eco, da sociedade. Muitas vezes, atos extremos como o suicídio ou o homicídio são gritos individuais de um mal coletivo.

publicado por animalsapiens às 20:18
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Mais uma cantora pop segue os passos de outros astros da música e da arte em geral: a morte prematura por abuso de substâncias tóxicas. Lamenta-se a perda de vidas por causas evitáveis e, quem sabe, de uma jovem promissora, fossem outras as circunstâncias e exigências da sociedade do consumo (de coisas e de pessoas). A arte em si perde pouco, mas uma vida é sempre preciosa, sem preço, o único 'bem absoluto'.

publicado por animalsapiens às 20:13
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DO AMOROSO ESQUECIMENTO


Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Mário Quintana

publicado por animalsapiens às 13:05
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A simples observaçào do serviço de calçamento de uma rua revela a lenta mudança dos costumes. Novos atores, cenário diferente mas nem tanto, e alí estào os elementos básicos dessa herança: o serviço braçal pesado, o feitor na versào do mestre de obras e o engenheiro que substitui a figura do capataz, nessa estrutura social que insiste em permanecer arcaica principalmente nas relaçòes humanas verticais, hierárquicas, autoritárias e arbitrárias. Nem o capitào-do-mato escapou, pois tem seu sucedâneo na figura do policial.

publicado por animalsapiens às 12:48
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22
Jul 11

Marcas de destruição

Julho 22, 2011 por Fundação José Saramago

Um dos problemas é que ninguém pensa no amanhã, se pensássemos, a Amazónia e a Antártida não estariam destroçadas.

La Isla, Lanzarote, 26 de Julho a 2 de Agosto de 2002
In José Saramago nas Suas Palavras

publicado por animalsapiens às 12:28

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