Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

10
Ago 13

"Que humanos e os outros animais convivam em paz,

que uns não tenham que servir de alimento para os outros,

Que as guerras, enfim, terminem,

E que as ruas e praças voltem a pertencer a pessoas,

Que a convivência não seja mais baseada no medo e na desconfiança,

Que o amor e a generosidade prevaleçam.

 

Que a beleza das flores e dos rios voltem a ser apreciados,

e o dinheiro não seja mais o metro para medir pessoas.

Que a religião e a política não sejam mais ferramentas de controle,

e que todos percam o medo de pensar e decidir por si.

Que a violência contra mulheres, idosos e crianças acabe,

e que haja mais cordialidade e menos competição entre os seres.

 

Que os mares, rios e lagos sejam despoluídos,

e a terra possa abrigar - igualmente - a todos,

sem donos, já que todos acabarão nos túmulos ao final da vida.

Que as cidades voltem a ser lugares de morar,

Que as escolas retornem como lugares de aprender,

Que a vida seja mais leve ..."

 

- por Paulo Santos

 

 

 

 

publicado por animalsapiens às 12:20

29
Jan 13

Nenhum ser humano que ainda se mantém realmente humano, deixa de se sensibilizar com o acontecido e de solidarizar com os envolvidos. Mas, é preciso ser realista. Este não é o primeiro e nem será o último evento trágico envolvendo jovens ou pessoas de outras faixas etárias. Não existe preocupação real por parte de prefeitos e demais agentes públicos na fiscalização e coerção legal, se necessário, para o cumprimento das normas de segurança e ambientais, sob pena de punições, o que é difícil no país das impunidades.

 

Não é segredo que eventos de pequeno, médio ou grande porte são, também, fontes de renda para campanhas políticas e, por isso, os Alvarás saem com certa facilidade, mesmo que o Corpo de Bombeiros alerte para os perigos potenciais. Quantos eventos trágicos serão necessários para que se revalorize a vida humana? Quantas mortes ainda serão necessárias para que a própria sociedade civil não se iluda com promessas momentâneas, feitas sob a pressão da mídia internacional, quando os olhos do mundo se voltam para nós?

 

Com o tempo e novos acontecimentos, esse também poderá facilmente cair no esquecimento intencional, como ocorreu com as vítimas do voo da TAM, ou dos mortos nos desabamentos na região serrana do Rio de Janeiro. Por fim, tudo termina em estatísticas e num jogo de empurra, quando - mais que nunca - o cidadão sente que o último baluarte das garantias constitucionais, o Poder Judiciário, se enrola em mil burocracias enquanto vivos e mortos aguardam soluções para suas causas reais.

publicado por animalsapiens às 20:33

28
Jan 13

O que aconteceu na boate em Santa Maria é mais uma tragédia dentre muitas que estão acontecendo aí pelo mundo. Porém, quando o fogo queima mais perto chama mais a atenção. No Mali acontece a guerra, tem gente morrendo de fome no chamado 'chifre da África', a guerra civil na Síria parece não ter fim, a violência espalhada pelos angloamericanos parece que também não. Afinal, é importante (para quem?) que o capitalismo sobreviva aos seres humanos!

 

Os jovens que morreram em Santa Maria/RS, causaram comoção nacional e internacional, 'especialistas' se pronunciaram, políticos acorrem para ver até onde podem extrair dividendos que renderão, quem sabe, votos nas próximas eleições e, com certeza, ainda nas próximas semanas teremos agum deles entrando com um projeto de lei para, com uma 'penada', resolver o 'problema' dos megaeventos, dos shows que acontecem por esse país afora, sem conhecimento ou consentimento de país ou responsáveis, de governantes mais interessados no dinheiro para as próximas eleições... e por aí vamos, vendo esses jovens entrarem para a frieza das estatísticas. Alguém se lembra dos 199 mortos na explosão do avião da TAM ? Alguma solução até hoje?

 

A mídia, agradecida, vai explorar até a exaustão essa tragédia. 'N' convidados serão entrevistados, e programas especiais serão produzidos para a catarse coletiva, e para tudo continuar na mesma.

 

Num país com essa educação de má qualidade, poucas opções culturais e de entretenimento que valham a pena e que também sejam acessíveis, os bares e boates vão continuar se enchendo de gente para beber e dançar e esquecer os problemas da vida,... e que são muitos.

publicado por animalsapiens às 10:41

04
Jan 13
publicado por animalsapiens às 15:15

29
Nov 12

O filósofo espanhol da primeria metade do século passado, Ortega y Gasset, escreveu uma frase que sintetiza sua maneira de compreender e interpretar o mundo. Disse ele: eu sou eu e minha circunstância, e se não a salvo, não me salvo eu. Com um pouco de reflexão entendemos que ele nos lembra que não somos seres isolados, independentes e autossuficientes. Se eu 'sou eu e minha circunstãncia', isso quer dizer que sou a soma de mim mesmo, de minhas singularidades, mais as condições - favoráveis ou adversas - do meio e das circunstâncias nas quais estou mergulhado.

 

A vida é um drama (não necessariamente uma tragédia), como ele também nos lembra. Sendo encarada assim, podemos ou não assuimir uma postura madura e realista diante da realidade que nos cerca, ou fugir da realidade, seja pelas drogas, pela ignorância voluntária, pelas rotas de fuga possíveis. Mas as circunstâncias nos perseguem, tanto quanto nossas singularidades, pois são constitutivas de nosso ser.

 

Aprender a conviver com esse estado de coisas, sem necessariamente aceitá-lo passivamente é, talvez, questão de sobrevivência; da manutenção da estabilidade emocional possível e da sanidade mental. O outro caminho é entrar em parafuso num mundo cada vez mais caótico.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 09:44

10
Nov 12

De: "blog do ozaí" <comment-reply@wordpress.com>
Data: 10 de novembro de 2012 00:51
Assunto: [Novo post] A experiência da dor!



Antonio Ozaí da Silva publicou: "A dor começou sem aviso prévio. Insidiosa, despontou quando ele se dirigia para mais uma atividade acadêmica considerada importante, especialmente, pelos organizadores. Ele não costuma faltar, independente do referencial teórico e dos interesses envo"
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Novo post em blog do ozaí

A experiência da dor!

by Antonio Ozaí da Silva

A dor começou sem aviso prévio. Insidiosa, despontou quando ele se dirigia para mais uma atividade acadêmica considerada importante, especialmente, pelos organizadores. Ele não costuma faltar, independente do referencial teórico e dos interesses envolvidos. Aliás, ele não compreende a prática de uns e outros de comparecer apenas nos eventos da confraria com a qual se identifica. Ele não queria faltar. Poderiam imaginar que ele ‘boicotou’. Por que será que ele se preocupa com as maledicências? Talvez tenha levado muito a sério o conselho do florentino sobre a necessidade de manter as aparências. Mas, pensando bem, ele não é do tipo maquiavélico!

A dor se intensificou e, com ela, a certeza de que não poderia ficar no evento. De volta a casa, na esperança de que a medicação já costumeira lhe daria alívio, a dor atormentava-o. Finalmente, chegou e, para seu desalento, viu que estava só. A dor lombar indicava que poderia ser a coluna, nervo ciático. Já catedrático em dores nesta região do corpo, imaginou que se tratava de mais uma crise conhecida. Automedicou-se e aquietou-se na esperança de que a dor cedesse. A dor persistia. Não encontrava posição que a tornasse suportável e o relaxante muscular não surtia efeito. Deitou de bruços, de barriga para cima, de lado, em posição fetal... Não adiantou! A dor insistia e tornava-se insuportável.

Cerca de quatro horas depois que ela dera os primeiros sinais de que aquela noite seria inesquecível em sua vida, levaram-no ao hospital. O corpo contorcido e a expressão de dor não comoveram a funcionária e ele precisou aguardar os procedimentos formais burocráticos. Ele esperava e, ainda que a dor o torturasse, recordou dos ensinamentos de Max Weber sobre a burocracia. A dor humana não se sobrepõe às exigências da organização burocrática. Ainda que sofra, é preciso esperar. Em sua dor, ele compreendia o apego profissional da atendente. Afinal, a dor é parte do seu cotidiano. Sua atitude é impessoal e funcional.

Finalmente, o chamaram. Mas ainda não era o alívio que ele esperava, ou seja, a consulta médica e, de acordo com o procedimento padrão, a aplicação de um coquetel de medicamentos por aplicação endovenosa. Enganou-se, não chegara o socorro almejado. Numa situação de dor intensa tudo que se quer é a sua atenuação e eliminação. Em vez disso, a enfermeira mediu a pressão e disse que estava normal. Ainda bem! Como um pedido, educadamente, ela mandou-o de volta à sala de espera e disse que aguardasse o médico chamar.

A espera parecia uma eternidade. A dor teimava em atormentar o corpo e a alma. Finalmente, o doutor pronunciou o seu nome. Ele adentrou ao consultório e até sentiu-se melhor diante da possibilidade iminente de aliviar a dor. Contou ao médico o que sentia e até lembrou-se de detalhes que antecederam à eclosão da dor, os quais poderiam contribuir para o diagnóstico. Gentil e atencioso, o medico examinou-o e solicitou os exames de praxe. Encaminhou-o, então, para ser medicado. Era tudo o que ele queria. A cada gota que descia pelo equipo e introduzia-se na corrente sanguínea, a dor cedia e era substituída por uma sensação aliviante.

Os exames solicitados pelo médico confirmaram o diagnóstico: cólica renal. Coincidentemente, uma senhora sofria de dores semelhantes e, veterana, já sabia o que era. Tagarelava, talvez como um antídoto à dor. Ele mantinha-se em silêncio, de olhos fechados e mal a ouvia. Ainda assim, não esqueceu quando ela disse: “Cólica renal é pior que dor de parto!” Ela falava com propriedade, era mãe. Só lhe restava concordar! Em seu íntimo, sentiu-se solidário com as mulheres e profundamente agradecido àquela que o gerou e a quem o acompanhava e permaneceu ao seu lado o tempo todo. A dor é menos dilacerante quando não se está só!

A dor cedeu e ele foi dispensado, com o conselho de procurar um urologista. Três dias depois, ela retornou. Dessa vez, porém, era suportável. Sua companheira conseguiu agendar uma consulta de urgência com o especialista. Este o encaminhou para fazer uma ultrassonografia. Confirmou-se o diagnóstico do médico plantonista que o atendera. A causa da dor era um cálculo renal, a popular pedra nos rins, de 0,7 cm.

Diante do diagnóstico, o doutor indicou a necessidade de cirurgia. Ele recusou-se a seguir a orientação médica! Dias depois, foi acometido por dores na região abdominal. A experiência recente dizia-o que não era cólica renal. Após novos exames e ultrassonografia foi constatado que ele estava com outra pedra no corpo, desta feita alojada na vesícula. Admirou-se pela capacidade de produzir ‘pedras’ e pelo fato de se manifestarem quase que simultaneamente. A notícia boa é que a pedra renal não apareceu nas imagens do exame e tudo indicava que fora expelida. A preocupante é que terá que fazer cirurgia e retirar a vesícula. São os ‘presentes’ do passar do tempo, do cinquentenário!

Antonio Ozaí da Silva | 09/11/2012 às 23:50 | Categorias: reflexões do quotidiano | URL: http://wp.me/pDZ7T-wL

 

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publicado por animalsapiens às 09:58

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