Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

08
Out 13
publicado por animalsapiens às 11:56

02
Fev 13

- Esse é um assunto de filmes e livros, de conversas e de brigas, de acadêmicos e de povão ... você sabe me dizer, afinal de contas, o que é o amor?

- Não! Mas sei de algumas 'definições' e 'conceitos', como chamam, mas o que é o amor, ... huuummm... não sei não !

- Então, vá lá, ... diga!

- Amor renúncia, amor paixão, amor sufocante, amor romântico, amor a Deus, amor amizade, amor próprio ... por aí.

- Então não existe um único tipo de amor? Um único sentimento que o defina?

- Acho que não, e mesmo esses que citei mudam constantemente, se misturam, se perdem, vão e voltam ...

- Será possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

- Claro! Se ama a cada uma e a cada um, de um modo diferente! Dizem que Khalil Gibran amava duas mulheres: uma pela sua inteligência e outra pela sua beleza! Paulo Freire, o educador, escreveu sobre amar o amor!

- ?

- ... pois é !

- Mas e o amor puramente humano, o amor homem-mulher?

- Olhe em volta e veja o que está acontecendo. Tem gente batendo, maltratando e matando, e diz ou acha que é por amor. Tem gente que sufoca, reprime, controla, limita, inibe ... e diz que é por amor. Prefiro mandar esses casos para os psi ou para os religiosos que prometem curar de unha encravada a queda de cabelo!

- Então o amor entre dois seres é impossível? É isso?

- Eu não disse isso. Talvez o moralismo tenha contaminado o amor a tal ponto que funciona como um vírus e sai travando tudo. O que começa bem (ou mal começa) acaba mal; começa com 'meu gatinho' e termina com 'sai cachorro' !

- O que você quer dizer com moralismo?

- Moralismo é toda forma de controle sobre a vida afetiva e sexual de homens e mulheres. As religiões são mestras nisso. Controla-se também e, principalmente, a mente das pessoas incutindo sentimentos de culpa por serem humanos. Separam o corpo do espírito, esse sim o maior pecado. Bipartido jamais se pode ser feliz e para se fazer a reconciliação entre as partes ... sei lá, algo deve mudar, algo deve ser feito! Melhor seria dar educação emocional às pessoas!

- Então, o moralismo é um mal?

- Sim. A moral são normas que regulam a vida da sociedade, mas o moralismo é uma distorção tosca das normas que regulam a vida pública das pessoas, mas não deveria regular a vida privada, e menos ainda a vida íntima. Mas há uma tendência mórbida na nossa sociedade de olhar pelo buraco da fechadura ...

- O que fazer então? Como alguém pode se realizar, afetivamente, nessas condições?

- Não faço a menor ideia!

- ?

- Verdade! Talvez seja o caso de cada um encontrar um jeito próprio, inventar, criar, quebrar regras caducas, e deixar de procurar 'receitas de felicidade'. Isso não existe.

- Então é assim? Cada um dá seu jeito? Se vira? E pode dar com os burros n'água?

- Sim!

- E o romantismo amoroso, aquele do século 19?

- Fala sério ... você quer uma mulher no altar para adorá-la de longe? O jeito é andar no fio da navalha, nem tanto ao mar nem tanto à terra,... nem tanto à várzea nem tanto à serra, como escreveu o Guimarães Rosa.

- E a amizade?

- É o único amor que dura, segundo Aristóteles.

- E agora?

- Se vira! Lembra da música do 'maluco beleza', chamada 'A maçã'? "O amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade, sofro mas eu vou te libertar".

 

- por Paulo Santos

 

 

 

publicado por animalsapiens às 17:48

31
Mai 12
publicado por animalsapiens às 13:14

30
Jul 11

Nas duas últimas décadas foram produzidos alguns estatutos, com a finalidade de dar segurança e proteção a segmentos da sociedade tidos ou vistos como mais vulneráveis.

O Estatuto do idoso, da criança e do adolescente, da igualdade racial ainda controverso, lei Maria da Penha que não é um estatuto, mas tem conotação semelhante, como se fosse um estatuto de gênero, são exemplos.

Como tudo o mais, tais textos legais podem ser bem ou mal utilizados. Vejamos alguns exemplos do que se ouve ou vê por aí, pelas ruas, pelas esquinas e noticiários.

- Mulheres recorrem à histeria coletiva causada pela cruzada do senador Magno Malta contra a pedofilia e alegam que seus maridos estão molestando seus filhos pequenos, com a intenção de livrar-se deles, dos maridos e não dos filhos. Juízes afoitos determinam o afastamento dos pais para apurarem o caso ... depois. Enquanto isso, a família se desfaz.

- Jovens mulheres adolescentes chantageam homens, casados ou não, para fazerem 'programas' com elas sob ameça de denunciá-los por pedofilia ou assédio sexual.

- Idosos são vistos em agências lotéricas, caixas de Bancos ou outros lugares onde há atendimento preferencial, com maços de documentos nas mãos. Tornaram-se serviçais daqueles que, ainda não aposentados e sem tempo, têm contas a pagar ou compras a fazer.

- Pessoas são detidas sob presunção de culpa, cabendo a elas provarem a inocência, contrariando o princípio jurídico elementar da inocência até que a culpa seja comprovada. Compreensível; é mais fácil capturar um inocente, já que o culpado em geral está foragido.

Sinais de que leis não mudam costumes ou comportamentos, apesar de nossos legisladores e juristas acreditarem que sim. A vida social deteriora-se rapidamente e, em breve, a prosseguir nesse ritmo, nada mais poderá ser feito, a não ser uma necrópsia do que foi uma sociedade, isto é, uma comunidade organizada.

publicado por animalsapiens às 12:26

08
Jul 11

Cartas, afetos, amigos     {#emotions_dlg.meeting}

 

 

                    A rápida evolução tecnológica dessas últimas décadas deixou muita gente para trás, por assim dizer. É inquestionável o efeito dessa revolução no campo dos costumes e da vida humana. O uso crescente de meios eletrônicos na comunicação e inter-relação, paradoxalmente aproxima e distancia as pessoas.

                   Através dos microcomputadores os filhos da classe média têm acesso a todo um universo novo de informações, embora não necessariamente de conhecimentos. Facilidades até bem pouco tempo inimagináveis são hoje possíveis e acessíveis a certa parcela importante da população. Diante de um teclado ou de um terminal de consulta se pode fazer coisas que antes demandavam bem mais tempo e esforço. É a síndrome da velocidade com seus prós e contras.

                   Mas, é preciso reconhecer que os efeitos colaterais negativos coexistem com os benefícios inegáveis dos avanços técnicos e científicos. Num país como o Brasil, onde a maioria da população é precariamente alfabetizada, e boa parte dela faz parte daquela comunidade de analfabetos tecnológicos, há um evidente efeito sobre a vida afetiva e no relacionamento entre as pessoas.

                   O hábito de ler não é comum em nosso país, e o de escrever cartas menos ainda. Se o uso do correio eletrônico, via Internet, facilita a vida de empresas, de um sem-número de instituições e profissionais de todos os tipos, a pessoa comum possui poucas possibilidades de comunicação à distância sem o telefone ou a carta manuscrita.

                  O problema é que a telefonia torna-se um serviço cada vez mais oneroso, apesar do crescente aumento de telefones, e mesmo os serviços do Correio convencional já não são tão acessíveis como antes. Telefones são usados quando necessário, e as cartas atendem ao indispensável, quando se trata da pessoa comum.

                  Durante séculos foi possível “ver” o outro, - o remetente, amigo, parente, esposa, amada etc., pelas linhas bem ou mal traçadas das cartas manuscritas, muitas vezes com os rabiscos e garranchos, cacoetes de linguagem e erros ortográficos e gramaticais que faziam parte do “outro”. A carta manuscrita é – ou era – um documento, uma parte de alguém que se lembrava de outro alguém distante.

                   Nunca foi incomum cartas manchadas com lágrimas, com alterações de caligrafia em virtude do estado emocional de quem as escrevia. Uma carta trazia mais que palavras alinhavadas e informações. Emoções nas linhas e entrelinhas, um algo disfarçado aqui e ali, uma declaração de afeto ou ressentimento de forma objetiva ou subjetiva, e tantas coisas mais.

Agora, na era digital e em plena Idade Mídia, as coisas tornam-se superficiais, artificiais e pasteurizadas. Cartas e mensagens padronizadas, corretor ortográfico etc. Os vínculos sociais, familiais e afetivos, enfim, se afrouxam, os contatos eletrônicos não suprem o calor e a “vibração” do outro ausente, embora seja um sucedâneo, talvez um placebo emociona

Nem tecnofobia, nem tecnomania. Será preciso aprender a conviver com o lado bom dos avanços e benefícios do conhecimento técnico-científico, mas sem perder a humanidade, aceitando passivamente a automatização da vida humana.   {#emotions_dlg.unheart}

publicado por animalsapiens às 23:22

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