Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

06
Dez 13

Um dos raros herdeiros do pensamento e práticas de Gandhi, Mandela deixa um legado que não representa necessariamente uma vitória completa contra o apartheid. Comportamentos sociais não mudam tão rapidamente, mas a roda está girando e tanto muda na África do Sul quanto influencia no restante do mundo. O efeito inspirador percorre o planeta, criando condições de mudanças na conduta das pessoas.

 

Ainda assim, a cor da pele, a língua, a religião, costumes etc. continuam distanciando pessoas e gerando violências. Principalmente o fundamentalismo religioso é uma ameaça constante. A incapacidade de ver na diversidade religiosa uma forma de riqueza tem levado às práticas que vemos pelo mundo.

 

Pena que em duas ou três semanas o 'efeito Mandela' terá passado e alguma outra notícia de menor relevância estará no topo da mídia, pois o que interessa é o show, a sociedade como espetáculo, a superficialidade, para satisfazer o homem light que deixa de aprender com um Mandela e segue outras celebridades menores.

 

- Paulo S.

publicado por animalsapiens às 09:34

20
Nov 13

É fácil perceber que tanto a intensidade quanto a frequência das tragédias climáticas estão aumentando. Se a Terra já passou por cinco grandes extinções em massa, o que impede que estejamos vivendo o começo de outra? Ou que uma profunda mudança climática está em curso, com a contribuição humana para pior, sem que os mais de sete bilhões de humanos se dêm conta da gravidade da situação?

 

Quando se trata de excesso de chuvas, furacões, tufões, enchentes etc., o noticiário se farta. Mas, as grandes estiagens também estão por aí, silenciosas e mortais, forçando deslocamentos de milhares de pessoas, quando não sua morte por falta de água potável ou para plantio.

 

Impressiona a negligência das autoridades. As preocupações giram em torno do econômico e do financeiro. Em caso de uma crise global, para onde pensam que irão? Acham que estarão acima dos mortais comuns em suas necessidades de água e alimento? Seres comandados pela ganância, pela ambição, pelo egoísmo, pela falta de visão de futuro, pelo desejo de domínio e controle a qualquer preço. E o preço poderá ser bem alto.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 10:15

16
Out 13
publicado por animalsapiens às 12:17

26
Set 13

Mudanças climáticas cada vez mais intensas e inesperadas, escassez progressiva de água potável, migrações devido a alterações climáticas ... e nossa espécie mostra seu lado insano ao não agir de modo colaborativo para garantir a sobrevivência humana. Prevalece a competição, a ganância, o egoísmo e as disputas, como uma suposta forma de uma ou outra nação que se acha com mais direitos que outras, buscar a hegemonia e o controle do mundo.

 

Um caminho suicida já que numa crise generalizada não há para onde fugir, não há para onde correr. Só uma profunda mudança cultural poderia criar espectativas mais otimistas para a humanidade. No entanto, vemos os governantes se perdendo em busca de poder e riqueza, no aumento da repressão contra o povo e repetitivas desculpas baseadas num pensamento diabolicamente neoliberal.

 

Vamos aguardar para ver ... mas, como as coisas andam, filmes como Blade Runner, Gattaca, Matrix e semelhantes, cada vez mais se tornam menos ficção.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:32

24
Mar 13
publicado por animalsapiens às 13:49

19
Jan 13

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que veio substituir o antigo Código de Menores, e seu corolário: os Conselhos Tutelares, que seriam órgãos de apoio ao Judiciário, já atingiram sua maioridade e o que vemos é um resultado medíocre, para dizer o mínimo. No começo da era neoliberal no Brasil, a partir do governo Collor, entramos numa histeria coletiva em que muitos proclamavam o 'fim da história', a 'vitória final do capitalismo', as 'benesses da globalização' (que foi chamada de globalitarismo pelo saudoso professor Milton Santos), a 'inutilidade do Estado' que 'não dá lucro' (a função do Estado é prestar serviços que não interessam aos setores privados ou que são estratégicos e ligados à segurança da nação, e não 'dar lucros' !). Daí as muitas medidas para que as áreas remanescentes, geridas pelo Estado, fossem ocupadas pelo setor privado: de rodovias a hospitais, de escolas a telecomuncações, e mais recentemente os presídios também já são vistos como 'prestação de serviço', isto é, um bom negócio.

 

Hora de rever se essas medidas atendem às necessidades da população, visando o bem-estar coletivo, ou se atendem às corporações e megaempresas que pretendem dar sobrevida ao deus mercado, entrando por todos os pontos vulneráveis na sociedade civil, usando as fragilidades (ou complacência) das leis e dos governos.

 

No caso específico do ECA/Conselhos Tutelares, o Estado reduziu ou eliminou o poder patermaterno, transferiu-o a um órgão em geral insuficiente, desaparelhado e que, por vezes, age com se fosse órgão policial e não um 'órgão de apoio ao Judiciário'. A hierarquia do poder familiar viu-se invertida e hoje, tanto em escolas quanto dentro de casa, são os jovens que ditam as normas, ameaçam, coagem, chantageam, usando o que os próprios policiais ouvem: 'eu te denuncio !". A democracia não dispensa a autoridade.

 

Toda e qualquer medida possui um conteúdo manifesto (o que se deseja, objetivamente) e um conteúdo latente (imprevisto e, em geral, indesejável ou inesperado. Uma espécie de efeito colateral). São muitos os efeitos colaterais tanto do ECA quanto dos CTs; suficientes para uma completa revisão do modelo após a investidura de sua maioridade, e quem sabe, devolvendo a quem de direito (pais e responsáveis) o dever e o poder de conduzir e formar caracteres, não de forma impessoalizada, estatizada, mas com o afeto e a atenção que crianças e jovens necessitam. Vigiar e punir tem sido a lógica predominante no Brasil, e já passou da hora de se mudar isso.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 10:08

16
Jan 13

A resposta, aparentemente óbvia, para a pergunta do post seria: para representar a vontade popular nos parlamentos municipais, estaduais e federal. Mas será que é isso que acontece de fato? Com certeza, não! Os políticos representam interesses pessoais, de grupos, de igrejas, de corporações etc. O fato é que não há mais sobre o que legislar. Difícil é fazer acontecer o que já está legislado e o que eles produzem na forma de leis que tentam, inclusive, mudar comportamentos, costumes, tradições com uma ou outra 'penada'.

 

Parece que os tempos da democracia representativa acabaram, e chegou a hora da democracia direta, uma possibilidade real para que o cidadão se manifeste, online e em tempo real, sobre o que se discute sobre o presente e o futuro do país. Claro que isso não interessa a quem está lá. Afinal, não significa apenas perda de poder e controle sobre a população, sobre os rumos da história, mas principalmente dos privilégios e prerrogativas autoconcedidas.

 

Mas, é hora de mudanças profundas, para viabilizar uma sociedade melhor, menos sádica, hipócrita e cínica.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 09:10

14
Jan 13

As chuvas chegaram, aparentemente! Nossas cidades, cuja maioria vem dos tempos coloniais cresceram a esmo, sem planejamento, e mesmo Belo Horizonte, uma cidade planejada, tem tido sérios próblemas com as chuvas, mesmo que não sejam tão torrenciais assim. A era do concreto e do asfalto cobra o seu preço, e a falta de planejamento também. Completa o problema a falta de conhecimento ou o desinteresse pelas questões do meio ambiente: recolher e remover adequadamente o lixo urbano, manter as galerias pluviais livres para  a estação das chuvas e as pessoas se prepararem, e prepararem suas casas para a 'novela' anual da subida das águas.

 

Há os que reclamam da falta de chuvas, e que depois reclamam da chegada das chuvas. Sem elas não temos colheitas, e com elas temos problemas de escoamento principalmente nas grandes cidades. O ser humano normalmente é assim. Ao invés de encarar a realidade e ajustar-se à força da natureza, e pressionar os governantes para melhorarem as condições das cidades para essa época, contentam-se em fazer coro com os descontentes.

 

Mas, as chuvas aparentemente chegaram, e a crise climática também. Tudo torna-se imprevisível e a meteorologia se torna uma espécie de astrologia do clima. Vamos ver como tudo isso termina ...

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 09:29

30
Dez 12

Pela nossa forma de contar a passagem do tempo, vem aí mais um ano. Não será um ano melhor do que esse que finda, pois os sinais são inequívocos quanto a problemas econômicos, financeiros, desemprego, o aumento do 'precariado', os problemas climáticos, as convulsões sociais reprimidas pelas 'nobrezas' de cada país, sob o pretexto de manter a ordem e a segurança pública; mas na verdade é tentar impedir as indispensáveis mudanças (e não reformas) do atual sistema econômico que tem na sociedade e no ser humano, apenas subprodutos.

 

Mas, que venha 2013 ! E que cada um/a saiba torná-lo mais leve, feliz, próspero e bem sucedido !!

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 09:52

28
Dez 12

Pouco antes do 'feriadão' de Natal (uma invenção brasileira para emendar vários dias seguidos de não-trabalho), o Governo promulgou um nova lei, com o objetivo de coibir o abuso de bebida alcoólica e assim, supostamente, reduzir o imenso número de acidentes fatais ou não, aí pelas estradas da terra de Pindorama. O valor das multas dobrou e outros meios que não só o etilômetro ('bafômetro') passam a fazer parte do arsenal de combate aos excessos. Porém, fica a pergunta: isso funciona? Não! Tanto que os acidentes aconteceram, e mais que no mesmo período do ano anterior.

 

O Estado brasileiro, com seu longo histórico de vigiar e punir, arrecadar mais, querer mudar comportamentos através de 'penadas' (leis), de repressão muitas vezes arbitrária e violenta por parte de seus agentes públicos, mal pagos e mal preparados para lidar com o cidadão comum (no geral, todos esses são vistos virtualmente como criminosos até que se prove a inocência). O resultado permanece mais ou menos o mesmo: cerca de quarenta mil mortes por ano no matadouro a céu aberto chamado rodovias e ruas, nesse país onde existem mais carros do que vias de trânsito, sem contar os quase meio milhão de sequelados e famílias destruídas pela perda de entes queridos por conta dos paranoicos que não se contêm no consumo da bebida alcoólica ou das drogas, impulsionado pelo elevado calor, e pela mística do carro: um substituto da virilidade, da ostentação, do poder.

 

Enfim, o problema é grave e tende a se agravar mais a cada 'feriadão' ou mesmo no dia a dia. A coisa toda passa por mudanças outras, como - atrevo-me a opinar! -, inclusão da educação para o trânsito na grade curricular do ensino fundamental e médio, punição severa, sim, para os alcoolizados que causarem mortes ou danos permanentes às vítimas (perda da CNH por prazo limitado ou em definitivo, a critério do juiz que se verá diante do julgamento de um crime doloso, despesas por conta do causador dos danos ao patrimônio público ou privado, e por aí, sem a sanha arrecadatória habitual travestida de punição. 'Filhos de papai', principalmente, não se importam com isso e têm dinheiro para pagar qualquer multa e um bom advogado. Sobretudo, o vício é algo que está além do autocontrole, como todos sabemos!

 

Da educação para o trânsito à punição dos criminosos vai um percurso gradativo e demorado. Mas não pode haver impunidade nem arbitrariedades. Leis adequadas e procedimentos rápidos e humanos, como um dever do Estado para com parentes e amigos das vítimas. Parar de criar remendos e paliativos, tornar o veículo um simples meio de locomoção e não de ostentação, 'discoteca' ambulante, recurso de intimidação, sedução, poder ou exibição. Mudar a cultura do trânsito no Brasil. Tarefas longas, custosas e difíceis, que os burocratas de Brasília não estão dando conta de resolver por interesses desconhecidos ou incompetência mesmo.

 

Tornar as cidades locais habitáveis e seguros, pertencentes aos cidadãos e não aos veículos; investir em transporte coletivo de boa qualidade, parar com promessas e discursos vagos, pensar o Brasil do presente e nos interesses nacionais, enfrentar as corporações e os parlamentares a serviço delas ... Se nada for feito, o descrédito crescente na política e nos políticos, no Judiciário e no próprio Estado, certamente levará a uma 'primavera brasileira', à moda brasileira, como de hábito, com a polícia (militar: existe isso em algum outro país?) armada e sem preparo para lidar com o cidadão comum, repito, reprimindo e defendendo, sem o saber, os interesses da tecnocracia remanescente dos tempos da ditadura. E a lógica punitiva - não nos iludamos -, ainda prevalece nas mentes dos que governam!

 

- por Paulo Santos

 

 

 

publicado por animalsapiens às 08:57

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