Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

17
Out 13

Não me parece de todo impróprio estabelecer um paralelo histórico entre as Cruzadas medievais, promovidas então pela França, Inglaterra e outros países e condados, tendo a Igreja por trás, e o que hoje ocorre. O objetivo é o mesmo: uma ofensiva destruidora sobre o mundo islâmico, mesmo que as razões tenham se ampliado.

 

As espirais da história ...

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 10:41

12
Abr 13

Desde o fim da União Soviética, em 1989/90, e o avanço neoliberal sobre os escombros dos países ligados a antiga URSS, tanto quanto sobre os demais países onde houvesse possibilidade de implementar o neoimperialismo anglo-germânico-saxão, que o mundo não tem paz. Depois da primeira guerra do Golfo, em 1991, todos os tipos de pretextos e mentiras têm sido usados para manter a máquina de guerra das potências ocidentais em funcionamento.

 

Agora, a bola da vez é a crise gerada(?) pelas Coreias. Enquanto o mundo aguarda, toda uma encenação de urros e ameaças entre as partes envolvidas ou interessadas, amedronta um mundo já desgastado por sucessivas guerras por conta de geopolítica, hegemonia, dominação, controle etc.

 

Vamos ver como fica mais esse caso.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 12:11

11
Nov 12

Sou do tempo em que crianças brincavam de guerra. Apenas brincavam, imitando o que viam naquela enxurrada de filmes vindos principalmente dos Estados Unidos, então em guerra contra o Vietnam. A guerra, vista assim de longe, na telinha, cercada de uma falsa aura de glória e coragem, passava a impressão de que era o ponto máximo a que um homem poderia chegar na vida.

 

Na adolescência pude ter contato com um senhor de certa idade, fugitivo de Angola, e que vivia num desses abrigos para idosos na capital mineira. Eram tempos de lutas pela libertação de Portugal. Eu morava quase ao lado da residência de um ex-combatente da segunda guerra mundial que, um dia, vendo-me passar pela frente de sua casa, como habitualmente fazia para ir trabalhar, insistiu para que eu lesse um certo fascículo do então popular Reader's Digest (Seleções), que trazia um longo trecho em português de Portugal, do diário de um sargento da Batalha de Waterloo, aquela que havia posto fim à carreira de Napoleão Bonaparte em 1815.

 

Assim que tive tempo, comecei a ler ainda meio sem vontade, mas sabia que ele gostaria de comentar o assunto depois. Foi assim o meu primeiro contato com a guerra verdadeira. A leitura do diário me pôs em contato com o momento vivido por aquele homem que descreveu o medo e a ansiedade que antecedia a batalha. Falava dos batalhões formados por milhares de soldados mais jovens e inexperientes, e da tremedeira ou diarreia que se espalhava por causa do medo do que estava por acontecer. Descreveu a batalha que teve um número imenso de mortos e feridos, e da necessidade de misturar veteranos com os novatos para estabilizar os pelotões. Falou de um oficial de cavalaria atingido em pleno peito por uma bala de canhão, e de outro que segurava as rédeas do cavalo com a boca por causa dos ferimentos nos dois braços. Citou a dificuldade das arremetidas da cavalaria por conta do número de mortos e das baionetas caídas no solo e que feriam as patas dos animais.

 

Com os anos aprendi que naqueles tempos as guerras aconteciam entre exércitos e não envolviam diretamente a população civil. Os campos de batalha eram escolhidos e lá se decidia entre soldados. Depois da segunda guerra mundial, as guerras já não escolhem claramente os alvos. Qualquer um, civil ou militar, é alvo potencial da artilharia, dos bombardeios e das rajadas de metralhadoras,, ... apesar de dizerem o contrário.

 

Hoje, estamos todos envolvidos nas guerras urbanas, alimentadas pelo narcotráfico, pelo tráfico de armas, pela fome, pelas neuroses, pela miséria moral e material, pela ineficiência do Estado em cumprir sua missão constitucional e pelo egoísmo de classe e de casta. Como dizem, saímos de casa candidatos a vítimas e voltamos como sobreviventes. A guerra não acontece mais lá, mas em toda parte.

 

- por Paulo Santos

 

 

 

publicado por animalsapiens às 09:50

11
Set 12

O atentado às torres gêmeas, em NY, em 11 de Setembro de 2001, continua a ser alimentado e mitificado pelo governo dos EUA como forma de manter e justificar a sanha de retaliação sobre um episódio nebuloso e mal explicado, mas que tem sido pretexto para atentados estadunidenses contra umas tantas outras nações, e favorece a 'caça aos terroristas', com se 'caçava' comunistas em outros tempos.

 

A decadência, lenta mas contínua, do império é seguida por inúmeras guerras e conflitos que só servem mesmo para o complexo industrial-militar dos EUA, que tem aí uma quase inesgotável fonte de lucros. A guerra é um bom negócio para os poderosos do momento. Para o povo norteamericano resta a paranoia e o perigo do crescimento do terrorismo interno, com bandas produzindo músicas racistas, o ressurgimento de grupos que defendem a supremacia branca, e o ressentimento planetário contra uma nação que se coloca como xerife do planeta, portadora da única democracia possível, numa atitude claramente antidemocrática.

 

publicado por animalsapiens às 11:50

20
Ago 12

 

O "11 de Setembro" é todo dia nos países invadidos pelos EUA.
 
publicado por animalsapiens às 11:44

21
Fev 12

Já é possível ouvir os tambores da nova guerra. Os interessados procuram criar o 'clima' ideal diante da opinião pública, fabricando um novo inimigo, o Irã. O neoliberalismo está cobrando caro a própria morte. Desde a primeira guerra do Golfo que a máquina de guerra anglo-saxônica não para de funcionar, buscando aliados aqui e ali, passando por cima das resoluções da ONU que, afinal, é mero figurante diante dos pré-decididos bombardeios humanitários para implantar a democracia ocidental, burguesa, branca, ango-saxônica, calvinista ...

publicado por animalsapiens às 10:11

07
Fev 12

http://www.outraspalavras.net/2012/02/06/ignacio-ramonet-ve-o-xadrez-das-amecas-ao-ira/

 

Matéria completa em www.outraspalavras.net , além de textos correlacionados.

publicado por animalsapiens às 10:17

04
Fev 12

Aos angloamericanos em primeiro lugar, e a alguns países europeus em segundo, sem deixar de considerar que Israel se sente ameaçado em suas pretensões hegemônicas na área. Mas, uma guerra desse tipo - convencional - tem tudo para ser desfavorável para os agressores, além de muito cara para quem já está à beira da bancarrota. Os angloamericanos na realidade perderam nas duas últimas aventuras militares. Tanto contra o Afeganistão quanto contra o Iraque, além de enfurecer a opinião pública mundial por causa dessa diplomacia belicista contumaz. O Irã tem aliados potenciais de peso e medida, como a China e a própria Rússia.

 

Onde entra a ONU em tudo isso? A ONU é mero figurante no grande cenário mundial. A ONU morreu na guerra da Bósnia, quando seu suposto poder de solucionar diplomaticamente os conflitos internacionais foi simplesmente ignorado pelas partes envolvidas, a começar pelos EUA. A ONU teve o mesmo fim que a Liga das Nações, sua antecessora.

 

Tudo indica que há mais uma guerra em preparo. Se essa guerra acontecer poderia envolver vários países, configurando uma conflagração bélica de largo alcance e enorme poder destrutivo para as economias de todo o mundo, além do desastre social e ambiental que causaria.

 

publicado por animalsapiens às 10:52

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