Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

16
Out 13
publicado por animalsapiens às 12:17

08
Nov 12

Isadora Faber, do "Diário de Classe", tem casa apedrejada e sofre ameaças

Apesar das intimidações, a adolescente conta com o apoio da família para seguir denunciando as más condições do ensino e da escola onde estuda em sua página no Facebook

André Carvalho - iG São Paulo | 07/11/2012 14:37:15

Isadora Faber, criadora da página do Facebook "Diário de Classe" , ganhou notoriedade ao divulgar, na rede social, as más condições da escola pública onde estuda, em Florianópolis. A grande exposição que a garota de 13 anos passou a ter – atualmente a página conta com mais de 367 mil “curtições” – fez com que ganhasse admiradores e inimigos.

AE
A estudante Isadora Faber, de 13 anos, que criou a comunidade Diário de Classe no Facebook para relatar problemas da escola em que estuda em Florianópolis (29/08)

Ao denunciar, nas últimas semanas, por meio do “Diário de Classe”, a falta de conservação da quadra da escola e o fato do pintor contratado para fazer o serviço ter recebido o dinheiro adiantado pelo trabalho sem que tivesse cumprido a obra, a menina passou a viver um inferno particular.

Leia mais:  Família autora do “Diário de Classe” processa PSD de SC

Primeiro, conforme relatou no Diário de Classe, começou a receber ameaças da filha do pintor, Francisco da Costa Silva, de 47 anos. Depois, nesta segunda-feira, 5, teve a casa apedrejada, e sua avó, de 65 anos, que sofre de doença degenerativa, foi atingida, segundo Isadora.

Nesta terça, 6, quando estava junto com o pai no carro em frente ao colégio, o pintor e sua filha, a ameaçaram. Os incidentes levaram a família da adolescente a registrar, neste mesmo dia, dois boletins de ocorrência - um relativo às ameaças sofridas e outro por conta das pedradas –, e procurar o Ministério Público.

“Ela não vai parar”

Segundo a mãe da garota, Mel Faber, “a situação ficou séria e foi além da conta”. Ela afirmou que irá procurar a Promotoria da Infância e Juventude e preparar um dossiê para “buscar punição” tanto para o pintor Francisco da Costa Silva, quanto para a escola. Para ela “não dá pra argumentar com quem vem e atira pedra na gente”.

Sobre a instituição de ensino, ela afirma que a aluna segue estudando lá, apesar de dizer que “a escola tem responsabilidade” na atual situação de ameaças vivida por sua filha. Para a mãe, Isadora é vítima de bullying. “Os alunos ficam chamando-a de idiota, falando que ela está prejudicando a escola”, relata.

Mobilização: Críticas a escolas unem blogueiras mirins de Brasil e Escócia

Isadora não foi à aula nesta quarta-feira, 7. O motivo foi a presença em um seminário, onde recebeu apoio de estudantes e professores para seguir em frente com o “Diário de Classe”.

“Ela vai seguir atualizando a página, não quer parar”, diz Mel Faber. “Eu fico preocupada, mas incentivo, pois ela está certa e tem que seguir em frente. Se pararmos, será uma vitória para quem quer impedi-la de fazer justiça, então o ‘Diário de Classe’ vai continuar”, garante.

Leia tudo sobre: Diário de ClasseIsadora FaberFlorianópolisFacebookRedes SociaisEscolas Públicas

Transcopiado do Portal IG
publicado por animalsapiens às 09:48

03
Out 12

 

'A linguagem das pedras nos corações dos homens' - Com a qualidade jornalística  Via Fanzine

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Quilombo do Rei Ambrósio

 

Resistência negra:

Um reino africano no Centro de Minas? - Parte 2

No início do século XVIII, surgiu mais ou menos na região centro-oeste da então

Capitania de Minas Gerais, uma confederação de quilombos que, no conjunto,

passou a ser conhecida como Quilombo do Rei Ambrósio, ou do Campo Grande.

 

Por Paulo Roberto Santos*

De Divinópolis-MG

Para Via Fanzine

06/09/2012

 

 

No interior de Minas, o povoado de Catumba, na região de Itaúna-MG ainda guarda vestígios da antiga presença de escravos.

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Por volta de 1760, com o fim da confederação dos quilombos espalhados do rio das Mortes ao Abaeté, e de Ibiá a Itaguara, presumíveis indicadores dos limites do quilombo do Rei Ambrósio (ou do Campo Grande), houve avanços de bandeirantes (grupos paramilitares ou milícias, acompanhadas por pessoas de todo o tipo, de aventureiros a saqueadores), em direção ao oeste de Minas.

 

Já havia pequenos povoados pela região, formados anteriormente pelos fugitivos da guerra dos emboabas, ocorrida algumas décadas antes, em 1708-09, com a derrota, fuga ou morte dos paulistas. Esse episódio deu causa à criação da Capitania de Minas Gerais, fazendo os paulistas se voltarem mais para regiões interioranas e em direção ao atual Paraguai e Mato Grosso.

 

Enquanto isso, nas Gerais, o ouro escasseava rapidamente. A Coroa portuguesa precisava dos recursos das colônias para quitar suas dívidas para com a Inglaterra, e para os manufaturados que até então - já com a nascente revolução industrial -, ainda não produzia.

 

É nesse contexto de empobrecimento rápido e generalizado que negros forros, fugitivos, remanescentes de etnias nativas, brancos pobres ou ricos naturais, vão se defrontar com um episódio de truculência e arbítrio que ficou conhecido como a Conjuração Mineira. A conspiração que envolveu membros de todas as classes, clérigos inclusive e gente da região principalmente, mas também alguns portugueses, que tinha como propósito principal a libertação da Capitania de Minas do governo português.

 

Havia o apoio de paulistas e fluminenses, mas, principalmente, de baianos e pernambucanos. Os governos dos Estados Unidos, França e Inglaterra prometeram apoio e reconhecimento à nova nação. Se não houvesse a delação e prisão dos principais condutores do movimento, havendo sucesso, certamente, seria o estopim para as lutas de emancipação das demais Capitanias.

 

É preciso citar que, ao longo do século XVIII, dezenas de milhares de negros africanos foram trazidos para a Capitania de Minas Gerais, para o trabalho nas minas e em serviços diversos. Não se deve pensar nos negros africanos, principalmente nos sudaneses, como povos atrasados. Existiam reinos prósperos, que faziam comércio com a Índia e entre si. Os sudaneses, em sua maioria, falavam e escreviam em árabe, e trazidos ao Brasil eram, muitas vezes, mais alfabetizados que os seus senhores.

 

Conhecedores da metalurgia, da pecuária, de plantas medicinais, de práticas de cura ancestrais, das artes da guerra e da paz, quando era o caso, os africanos eram superiores aos indígenas, que ainda viviam na idade da pedra polida, da cerâmica, da caça, pesca e coleta. Por essa razão foram substituídos na mão de obra ao longo dos séculos.

 

 

Entre os vestígios deixados pelos escravos estão valas cavadas e também muros feitos de pedras da região.

 

Redutos remanescentes

 

Da confederação de quilombos que constituiu o reino do Rei Ambrósio, restou uma quantidade imensa de redutos remanescentes que lutam, até hoje, pelo reconhecimento de suas terras, cobiçadas por fazendeiros que ainda os veem como mão de obra barata, quando não ainda como escravos. Aos poucos, o atual Governo Federal vem resolvendo essas demandas em favor dos quilombolas, não sem a resistência dos latifundiários.

 

O quilombo se foi, mas sua influência ficou até hoje. A culinária mineira cheira a improviso. Além disso, o uso do fubá de milho, da farinha de mandioca e do polvilho, deu novos pratos à cultura nacional. Quem nunca ouviu falar, ou já experimentou, o pão de queijo, resultado da escassez de trigo naqueles tempos idos, e a invenção do queijo mineiro, feito com leite cru?

 

No linguajar, em Minas como em todo o Brasil, ficamos com os adjetivos carinhosos aprendidos com as negras que cuidavam e davam seu próprio leite aos filhos dos senhores: benzinho, amorzinho… E tantas outras expressões de carinho hoje tão comuns.

 

Com a chegada ao Brasil da família real portuguesa, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte, o país passa a ter o português como língua obrigatória, fazendo com que o nhengatu (fala boa, em tupi) fosse aos poucos abandonado. Essa língua, criada pela inventividade dos padres jesuítas do século XVI, numa mistura de tupi com português, foi a língua comum por mais de dois séculos. Foi também usada pelos bandeirantes - em sua maioria, mameluca, e não branca, como divulgado por décadas na historiografia oficial.

 

Um pouco desse linguajar arcaico reaparece nas obras do escritor mineiro Guimarães Rosa, em todas as suas obras, mas particularmente no “Grande Sertão: Veredas” e em “Sagarana”. Um português - ou talvez seja melhor dizer, mineirês -, que dificilmente será entendido pelas gerações futuras, perdendo-se, assim, uma das maiores belezas literárias do país.

 

Controvérsias, lacunas, dúvidas e incertezas à parte, eis uma página de grande interesse da história de Minas Gerais, e que vem sendo, lentamente, reconstituída por profissionais e amadores.

 

- Clique aqui para voltar a parte 1

 

* Paulo Roberto Santos é professor e sociólogo, seu blog é http://animalsapiens.blogs.sapo.pt/.

 

-Fotos: Charles AquinoIshimoto / Itaúna em Décadas.

 

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- Extras: 

   Algumas sugestões de leitura:  

- BARRETO, Lázaro. Memorial do Desterro. Divinópolis, Diocese de Divinópolis, 1995.

- FIÚZA, Rubens. Do São Francisco ao Indaiá. Juiz de Fora, Liberdade Livraria, 2003.

- Disponíveis em MG Quilombo.

- Viste o portal MG Quilombo

    Vídeo - entrevista com o professor Félix Rodrigues (RTP/Portugal).

   Açores: encontradas sepulturas de 2 mil anos (TVI/Portugal).

 

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   Questões não respondidas do Brasil Antigo - Parte 1

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  As inexplicáveis 'construções' de Paraúna (GO)

   Pedra do Ingá: a tese de Baraldi e a conclusão desse autor

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publicado por animalsapiens às 15:05

09
Set 12

Novo post em blog do ozaí

Por que os alunos desistem?!

by Antonio Ozaí da Silva

Nos últimos anos tenho o prazer de trabalhar com as turmas iniciais, os calouros dos cursos de Ciências Sociais e Filosofia. Embora as aulas sejam sempre às sextas-feiras e haja percalços, é uma alegria vê-los participativos, dedicados e interessados em aprender. Lembro-me de quando era graduando, com um mundo a descobrir. Concentrava-me na fala dos professores, anotava tudo que podia e lia com a curiosidade de uma criança a descortinar o mundo.

Cada aula e leitura alimentavam a expectativa do aprendizado, sentia-me um ser em transformação. O melhor, porém, foi aprender a aprender, ou seja, a certeza de que sempre há algo a aprender e que é finita a capacidade de apreender. Aprendi a manter uma atitude intelectual fundada na humildade dos que sabem que não sabem e, consequentemente, a curiosidade inerente ao neófito. O processo de aprendizado tornou-se contínuo e prazeroso. Surpreendo-me diante das descobertas e redescobertas nas obras e textos que leio, nos filmes que assisto e em minha práxis docente. Se cada vez mais me convenço dos limites e insuficiências do que sei, também me acalenta saber que continuo aprendendo e que este aprendizado é como um vôo que me leva a outros territórios e mares.

Vejo-me em meus alunos, percebo em muitos deles a ânsia pelo conhecimento, o prazer da descoberta, a alegria de sentir a metamorfose da formação intelectual. Alegra-me ainda mais vê-los confrontar os vícios que trazem do ensino médio, a tendência a privilegiarem o conteudismo e a decoreba; contenta-me observá-los ensaiando vôos autônomos e a superar a insegurança e a dependência diante da figura do professor.

Talvez este seja o aluno ideal e a minha percepção seja apenas um vislumbre. Ainda que observe aspectos que a confirma, a realidade da vida me ensinou que o aluno real nem sempre corresponde às expectativas. O erro não é dele, mas da idealização. O aluno real vive numa sociedade que o pressiona a preparar-se para a competição. Assim, é equivocado esperar que desenvolva o amor desinteressado pelo conhecimento. Talvez este seja um dos fatores que explique a desistência.

Que outros aspectos explicariam a renúncia dos estudantes? Esta começa a efetivar-se já no decorrer do primeiro semestre e tende a acentuar-se na passagem para o segundo ano do curso. Por que? Qual a nossa responsabilidade enquanto docentes? Qual a nossa “contribuição” para que desistam? Há várias causas, porém, é de se pensar sobre o que fazemos com os nossos alunos, em especial no primeiro ano da vida acadêmica.*

De qualquer forma, observo que, especialmente no segundo ano, quando trabalho com as mesmas turmas que conheci no ano anterior, o grau de desistência é alto. A experiência mostra também que, entre os formalmente matriculados, a assiduidade é instável, há os “turistas” e aqueles que aparecem mas não acompanham a aula – estão na sala, mas apenas fisicamente.

Em suma, é preocupante a evasão, mas também a apatia e desinteresse dos que ficam. Fico a pensar sobre as motivações que levam a este quadro, pois todos são adultos e indivíduos que optaram por este caminho. Diferentemente do ensino fundamental e médio, tiveram a possibilidade de escolher. Apatia, desinteresse e descompromisso com o curso é também uma forma de desistência.

Na universidade pública é a sociedade que arca com os custos, e cada vaga ocupada significa a impossibilidade de outro estudar. Além disso, o dinheiro gasto na universidade pública poderia ser utilizado em outros serviços públicos. Os alunos tem consciência disto? Nós, professores, estamos dispostos a reconhecer o problema? Quando vamos superar o hábito das reuniões burocráticas, restritas às formalidades, e assumiremos a necessidade de refletir e discutir pedagogicamente? Quando vamos realmente ouvir nossos alunos e tentar compreender os motivos que os levam a desistir. Este é o primeiro passo para encontrarmos as respostas. Por que, enfim, os alunos desistem de estudar?


* Ver “O que fazemos com os nossos alunos?”, publicado em 21 de março de 2009, disponível em http://antoniozai.wordpress.com/2009/03/21/o-que-fazemos-com-os-nossos-alunos/

Antonio Ozaí da Silva | 09/09/2012 em 0:59 | Categorias: práxis docente | URL: http://wp.me/pDZ7T-vG

 

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publicado por animalsapiens às 12:06

05
Jul 12

*Projeto de Lei 267/11*
**
*A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.*
**
*Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.*
**
*A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.*
Indisciplina*
*

De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineira nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente.

Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
*
*O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.*
*
*
*Fonte:*
*
http://primasfalando.blogspot.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html
*<http://primasfalando.blogspot.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html>

publicado por animalsapiens às 12:34

30
Mai 12

http://www.genealogiabrasileira.com/

 

Genealogia Brasileira é um interessante sítio onde se pode pesquisar sobre a história brasileira com ramificações e informações curiosas, vindas de várias fontes.

publicado por animalsapiens às 11:44

12
Abr 12
publicado por animalsapiens às 13:16

21
Mar 12

19 Março 2012

Microscópio

Esta tarde, numa cafeteria da cidade de Maputo, 17:15: a criança que empunhava um microscópio (brinquedo certamente raro) em meio a várias e alegres outras crianças com balões, iniciou a brincadeira da festa transformando o microscópio em espingarda com os sons veementes "pumpumpumpum". 


Read more: http://www.oficinadesociologia.blogspot.com

publicado por animalsapiens às 11:22

15
Mar 12

João Carlos Schwalbach (1)

Uma vez, faz já muitos anos, li algures algo como "Paganini começa onde deixamos de pensar". Acho que é uma bela imagem para vos falar do pianista, compositor e produtor musical moçambicano com o nome em epígrafe.
(continua)


Read more: http://www.oficinadesociologia.blogspot.com/

publicado por animalsapiens às 10:53

11
Mar 12

Novo post em blog do ozaí

“Quando os intelectuais falam dos intelectuais estão falando, na realidade de si próprios, mesmo se por uma curiosa duplicação de personalidade acabam por falar da própria confraria, como se a ela não pertencessem” (Norberto BOBBIO) [1]

A postura sobre o intelectual é carregada de contrariedades. Depende de quem o analisa, e dele próprio. A origem intelectual tem como marco o dia 14 de janeiro de 1898. Nesta data, apareceu em Paris, no jornal L’aurore, o Manifeste des intellectuales, assinado por ilustres escritores como Zola, Anatole France, Proust, a favor de Dreyfus. Entao, o termo já estava incorporado e aceito na acepção vigente. Os intellectuales, segundo Bobbio, viam-se como não-políticos e enquanto homens de letras que combatiam “a razão de Estado em nome da razão sem outras especificações, defendendo a verdade da qual se consideram os depositários contra a “mentira útil”. [2]

Antes de ser assumido pelos dreyfusistas, o termo estava associado à palavra russa intelligentsia, que se tornou comum no idioma italiano:

“No particular contexto da história da Rússia pré-revolucionária, de fato, o termo, usado, ao que tudo indica, pela primeira vez, pelo romancista Boborykin, e difundido nos últimos decênios do século XIX, significava o conjunto (não necessariamente constituindo um grupo homogêneo) dos livres pensadores – que iniciaram, promoveram e ao fim fizeram explodir o processo de crítica da autocracia czarista e, em geral, das condições de atraso da sociedade russa.” [3]

No movimento operário socialista, o termo se tornou célebre a partir de Lenin e sua obra Que fazer? (1902), quando ele difundiu a tese de Karl Kautsky, segundo a qual a consciência socialista do proletariado é exterior a este. O que significa afirmar que não resulta espontaneamente da luta direta entre as classes sociais, mas sim como produto do acúmulo de profundos conhecimentos científicos, algo só possível aos intelectuais. Na base desta polêmica está a idéia, já presente em Platão (A República), de que os trabalhadores necessitam de uma vanguarda iluminada, de filósofos e líderes que indiquem o caminho. A estes caberia a tarefa pedagógica de educar, no sentido de levar a teoria revolucionária aos trabalhadores, liderá-los e governar. Eis o núcleo central da concepção de partido revolucionário, portador da razão e demiurgo da história.

De qualquer forma, os intelectuais correspondem a uma categoria mais antiga do que imaginamos. Os doutos, philosophes, literatos, gens de lettre, enfim, os intelectuais modernos, tem como predecessores os religiosos, clérigos e outros que, nos diversos contextos sociais, expressaram o poder ideológico. Como ressalta Bobbio:

“Embora com nomes diversos, os intelectuais sempre existiram, pois sempre existiu em todas as sociedades, ao lado do poder econômico e do poder político, o poder ideológico, que se exerce não sobre os corpos como o poder político, jamais separado do poder militar, não sobre a posse de bens intelectuais, dos quais se necessita para viver e sobreviver, como o poder econômico, mas sobre as mentes pela produção e transmissão de idéias, de símbolos, de visões, de ensinamentos práticos, mediante o uso da palavra (o poder ideológico é extremamente dependente da natureza do homem como animal falante)”. [4]

A palavra, escrita e falada, é o instrumento principal do poder ideológico. Os intelectuais são os que têm as condições propícias para o exercício deste poder. A quem favorecem? Contribuem para reprodução ou a crítica do status quo? Nenhum intelectual é política e ideologicamente neutro. Qual é, portanto, o seu papel social, a sua função?

 

Referência

BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. São Paulo, Editora UNESP, 1997.


[1] BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. São Paulo, Editora UNESP, 1997, p.8.

[2] Idem, p.123.

[3] Id., p.122.

[4] Id., p.11.

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publicado por animalsapiens às 12:07

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