Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

12
Jun 13

Dias atrás assisti a um episódio de seriado policial europeu (Wallander.uk), quando depois de elucidar um crime horrendo, o investigador entra no ateliê do pai, já envelhecido, e chorando diz: não aguento mais, pai! O pai continua pintando por alguns instantes, e depois se volta para o filho e pergunta: lembra-se quando me perguntava por que eu pinto sempre a mesma coisa? E eu procurava lhe explicar que por mais que tentasse não conseguia pintar outras coisas que não fossem paisagens?

 

- Você acha que conseguiria deixar de fazer o que faz?

 

Fiquei pensando nesses muitos anos em que tento não escrever sobre política ou sociedade e não consigo.

 

Voltando ao desfecho desse episódio. O pai, sorrindo, disse ao filho. Acho que minha única solução será aproveitar o que resta da minha mente e irmos a Roma ver pinturas diferentes. Acha que isso é possível? O filho acenou que sim, com a cabeça, sorrindo e compreendendo onde o pai queria chegar.

 

Acho que também quero ir a algum lugar ver coisas diferentes. Pinturas, esculturas, uma boa música, uma arquitetura diversa da habitual ... qualquer coisa que mostre que a vida é mais do que a rotina.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 19:07

18
Fev 13

Fato conhecido que o país começa a desacelerar na semana do Natal e só retoma sua rotina, qualquer que seja ela, após o Carnaval. Então, agora o país volta a funcionar? O Carnaval passou por cima da tragédia ocorrida em Santa Maria, jogando uma pá de cal no assunto. A mobilização para se angariar assinaturas para uma petição que retire Renan Calheiros da presidência do Senado, também está 'in off'.

 

Que país é esse? perguntou um falecido cantor. Agora a mídia faminta vai atrás do caso Gil Rugai, e certamente toda a semana será dedicada a ele que se torna, assim, uma subcelebridade como suspeito de um grave crime ocorrido há nove anos (?), e o julgamento sai agora ... Sem comentários!

 

Aí pelo mundo, guerras, conflitos, drones matando gente sem julgamento e tudo vai ficando muito natural, muito comum e corriqueiro. O mundo não acabou em 21 de dezembro passado, mas vai se acabando na barbárie. O meteorito que caiu na Rússia ferindo centenas de pessoas nos relembra - como a tragédia em Santa Maria/RS -, o quanto a vida é frágil!

 

A renúncia do Papa Ratzinger vem sem causar surpresas, já que rumores de pressões internas para seu afastamento já circulavam à boca pequena, como se diz. A Igreja vem se dissolvendo rapidamente desde a ascenção do Papa polonês, conservador mas mais carismático, e entrou em queda livre com este que renunciou ao ver-se já sem espaço de manobra ou credibilidade. Uma sucessão de escândalos e crises, conflitos por conta de uma fala mal articulada e uma visão puramente ocidental, europeia e medieval do mundo.

 

E o Brasil, é um país sério? Esse é um outro assunto, por conta da má política, do descaso com o essencial para a sociedade, da descrença nas instituições, da mídia que funciona como partido político, do 'desenvolvimentismo' que mascara a dura realidade e de tantas outras coisas mais.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 10:41

28
Jan 13

O que aconteceu na boate em Santa Maria é mais uma tragédia dentre muitas que estão acontecendo aí pelo mundo. Porém, quando o fogo queima mais perto chama mais a atenção. No Mali acontece a guerra, tem gente morrendo de fome no chamado 'chifre da África', a guerra civil na Síria parece não ter fim, a violência espalhada pelos angloamericanos parece que também não. Afinal, é importante (para quem?) que o capitalismo sobreviva aos seres humanos!

 

Os jovens que morreram em Santa Maria/RS, causaram comoção nacional e internacional, 'especialistas' se pronunciaram, políticos acorrem para ver até onde podem extrair dividendos que renderão, quem sabe, votos nas próximas eleições e, com certeza, ainda nas próximas semanas teremos agum deles entrando com um projeto de lei para, com uma 'penada', resolver o 'problema' dos megaeventos, dos shows que acontecem por esse país afora, sem conhecimento ou consentimento de país ou responsáveis, de governantes mais interessados no dinheiro para as próximas eleições... e por aí vamos, vendo esses jovens entrarem para a frieza das estatísticas. Alguém se lembra dos 199 mortos na explosão do avião da TAM ? Alguma solução até hoje?

 

A mídia, agradecida, vai explorar até a exaustão essa tragédia. 'N' convidados serão entrevistados, e programas especiais serão produzidos para a catarse coletiva, e para tudo continuar na mesma.

 

Num país com essa educação de má qualidade, poucas opções culturais e de entretenimento que valham a pena e que também sejam acessíveis, os bares e boates vão continuar se enchendo de gente para beber e dançar e esquecer os problemas da vida,... e que são muitos.

publicado por animalsapiens às 10:41

22
Out 12

É o que dizem: a natureza não se defende, mas como se vinga! Mesmo considerando os ciclos e ritmos da natureza como permanentemente dinâmicos, funcionando não como um relógio, mas com oscilações mais ou menos conhecidas, fazendo o planeta modificar-se a intervalos, não podemos desconsiderar a mão humana complicando as coisas em seu desfavor. Nâo parece ser possível prever o clima com os atuais modelos matemáticos usados pelos meteorologistas. São muitas as variáveis... basta o vento mudar de velocidade e tudo muda. Fica mais fácil olhar pela janela ao amanhecer e ver o que a natureza nos diz sobre como será o dia!

 

Os extremos de calor e frio; muitas chuvas de uma vez e estiagens prolongadas afetam os mares, as plantações e a vida dos seres de um modo geral. Migrações humanas e das outras espécies tornam-se cada vez mais constantes, e já existem os refugiados do clima. Apesar de sabermos que a natureza já não funciona com a regularidade conhecida de nossos pais e avós, os humanos de hoje ajem despreocupadamente, como se o que acontece não lhes dissesse respeito. Um dia, no passado remoto, a natureza escolheu os dinossauros para serem extintos; o que a impede de escolher a espécie humana para o mesmo fim?

publicado por animalsapiens às 10:58

28
Set 12

Esta semana, peguei por acaso uma entrevista com um professor de uma Universidade, creio que paulista, que levantava uma questão que tem preocupado muitos pensantes. O fim do diálogo. Dentre os sinais dessa mudança generalizada de comportamento, ele citou uma frase que vem se tornando muito comum: vamos direto ao assunto, que é justamente impedir o diálogo. Ir direto ao assunto é traçar uma linha entre um ponto A e um ponto B, sem as curvas e meandros que promovem a interação humana.

 

Isso está colado a um outro problema: a 'síndrome do não tenho tempo'. A pergunta que se apresenta é se a pessoa realmente não tem tempo (deveria rever sua rotina antes que infarte), ou se não está sabendo administrar o tempo de forma a ver resultados positivos, inclusive na vida de relação. Um bom tema para se refletir.

publicado por animalsapiens às 14:29

08
Abr 12

"Se queres penetrar intimamente na alma de uma cidade, evita-lhe os homens importantes, e pergunta a qualquer transeunte de suas ruas: 'Quais são os desconhecidos mais interessantes deste lugar? ' - Anibal Machado " (citado em Memorial do Desterro, L. Barreto, p. 133)

publicado por animalsapiens às 16:20

20
Mar 12

Já vai para quatro anos que o projeto de revisão do ECA está para ser votado no Congresso Nacional brasileiro. A quem interessa manter um Estatuto anacrônico, dos anos 1990, ainda em vigor ? Do jeito que está, uma equação tenebrosa continua valendo: 'Complexo de Super-homem' mais 'ECA' = 'impunidade criminal'.

publicado por animalsapiens às 14:05

29
Fev 12





http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/419329_338668729505170_303545139684196_996307_288193089_n.jpg
publicado por animalsapiens às 11:02

14
Jan 12

Por princípio, tudo que vem de organizações, corporações, Governos etc., deve ser visto com cautela. Tudo que é 'oficial' é suspeito, já que é a versão politicamente mais adequada à situação. Muitas informações importantes são omitidas em comunicados oficiais, ... intencionalmente. Só o cruzamento de dados com fatos, vindos de fontes diferentes pode confirmar ou corrigir, desmentir, as 'versões oficiais', ... sempre as mais convenientes.

publicado por animalsapiens às 10:30

24
Out 11

Los finales

alcantarilla

Imagen tomada de elpais.com

 

Ceausescu se iba en su helicóptero, Sadam Husein se ocultaba en un hueco, el tunecino Ben Alí huyó al exilio, Gadafi se fugaba en un convoy y terminó escondido en un desagüe. Los autócratas escapan, se van, no se inmolan en los palacios desde los que dictaban sus arbitrarias leyes; no mueren sentados en las sillas presidenciales con la banda de tela roja cruzándoles el pecho. Siempre tienen una puerta escondida, un pasadizo secreto por el que se escabullen cuando sienten el peligro. Por décadas construyen su búnker secreto, su “punto cero” blindado o su refugio bajo tierra, pues temen que ese mismo pueblo que los aplaude en las plazas puede ir a por ellos cuando les pierda el miedo. En las pesadillas de los dictadores, los demonios son sus súbditos, los abismos toman forma de turbas que quieren derribar sus estatuas, escupir sobre sus fotos. Estos señores despóticos sufren de un sueño ligero por estar atentos a los gritos, a los golpes contra su puerta… viven –de presagiarla– muchas veces su propia muerte.

Me hubiera gustado ver a Muamar el Gadafi frente a un tribunal, encausado por los crímenes que cometió contra su país. Creo que la muerte violenta de los sátrapas sólo les otorga un halo de martirio que no merecen. Deben quedar vivos para escuchar el testimonio público de sus víctimas, ver a sus países marchar sin el estorbo que ellos representaban y comprobar la veleidad de los oportunistas que un día los apoyaron. Deben sobrevivir para presenciar el desmontaje de la falsa historia que reescribieron, observar como las nuevas generaciones empiezan a olvidarlos y recibir sobre sí la diatriba, el escarnio, la crítica más feroz. Linchar a un déspota es salvarlo, otorgarle una puerta de salida casi gloriosa que le evita el castigo perdurable de ser juzgado ante la ley.

Continuar el ciclo de la crispación que estos tiranos han sembrado en nuestras naciones resulta extremadamente peligroso. Matarlos porque han matado, agredirlos porque nos han agredido, prolonga la violencia y nos convierte en seres como ellos. Ahora que las imágenes de un Gadafi ensangrentado y balbuceante recorren el mundo, no hay un solo totalitario que no se mire asustado en el espejo de ese final. Por estos días, las órdenes de reforzar los túneles secretos y de ampliar los planes de fuga deben rondar por más de un palacio presidencial. Pero cuidado, los dictadores tienen muchas formas de escapársenos y una de ellas es la muerte. Mejor que sobrevivan, que se queden y así comprobarán que ni la historia ni sus pueblos los absuelven jamás.

 

www.desdecuba.com/generaciony/

publicado por animalsapiens às 12:25

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