Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

26
Set 13

Mudanças climáticas cada vez mais intensas e inesperadas, escassez progressiva de água potável, migrações devido a alterações climáticas ... e nossa espécie mostra seu lado insano ao não agir de modo colaborativo para garantir a sobrevivência humana. Prevalece a competição, a ganância, o egoísmo e as disputas, como uma suposta forma de uma ou outra nação que se acha com mais direitos que outras, buscar a hegemonia e o controle do mundo.

 

Um caminho suicida já que numa crise generalizada não há para onde fugir, não há para onde correr. Só uma profunda mudança cultural poderia criar espectativas mais otimistas para a humanidade. No entanto, vemos os governantes se perdendo em busca de poder e riqueza, no aumento da repressão contra o povo e repetitivas desculpas baseadas num pensamento diabolicamente neoliberal.

 

Vamos aguardar para ver ... mas, como as coisas andam, filmes como Blade Runner, Gattaca, Matrix e semelhantes, cada vez mais se tornam menos ficção.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:32

12
Mai 13

Todos os dias do ano todo, são dias das mães, mas o comercialismo deu um jeito de criar um dia 'especial' para estimular o consumo, assim como criou outros dias 'especiais', como o dia dos pais, dos namorados, do Natal e por aí afora. O que importa nem é o sentimento em si, mas a monetarização dele. Quanto vale o amor - verdadeiro e sincero - de uma mãe ?

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 12:14

12
Abr 13

Desde o fim da União Soviética, em 1989/90, e o avanço neoliberal sobre os escombros dos países ligados a antiga URSS, tanto quanto sobre os demais países onde houvesse possibilidade de implementar o neoimperialismo anglo-germânico-saxão, que o mundo não tem paz. Depois da primeira guerra do Golfo, em 1991, todos os tipos de pretextos e mentiras têm sido usados para manter a máquina de guerra das potências ocidentais em funcionamento.

 

Agora, a bola da vez é a crise gerada(?) pelas Coreias. Enquanto o mundo aguarda, toda uma encenação de urros e ameaças entre as partes envolvidas ou interessadas, amedronta um mundo já desgastado por sucessivas guerras por conta de geopolítica, hegemonia, dominação, controle etc.

 

Vamos ver como fica mais esse caso.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 12:11

05
Abr 13

Caro leitor ou leitora! Conhece aquela literatura utilitarista tipicamente estadunidense que tenta 'ensinar' coisas do tipo 'fique rico em 8 lições', 'emagreça em 6 lições', 'como influenciar pessoas', 'seja um líder em 10 lições' ... e por aí afora? Acho a maior graça! A vida real é mais complicada,  mas isso aí vende bem e as editoras agradecem pela existência dos ingênuos.

 

Claro que existem exceções! Poucas, mas existem. Alguns livros para 'sucesso instantâneo', para coisas que supostamente podem ser conseguidas sem esforço, para resultados imediatos em aspectos da existência para os quais se leva uma ou duas vidas ... Mas eles, os livros, estão por aí e são lidos e levados a sério. Tempos estranhos esses ... No passado se levava anos para se formar alguém em algo que valesse a pena, e agora se tenta criar soluções mágicas ou entendidos em tudo, em ritmo fabril e febril! Estilo miojo de ser! Já vem pré-cozido!

 

Mas um bom observador da vida sabe que a realidade não funciona bem assim. O que fácil vem, fácil vai. Conquistas duradouras exigem determinação e disciplina, método e meta, conhecimento ... tanto no amor quanto na guerra! E mesmo assim é possível errar, mesmo tendo tomado todas as decisões certas!

 

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:45

05
Jan 13

Apesar da quantidade de más notícias, de desastres de todos os tipos, dos problemas de natureza pessoal ou coletiva etc., o ser humano segue preso a duas coisas: às esperanças, mesmo que frustradas sistematicamente, e aos desafios, mesmo aqueles que põem sua própria vida em risco. Talvez esteja aí a mágica da sobrevivência da espécie. Nossa insistência em sobreviver !

 

Contudo, a conjuntura mundial demanda profunda reflexão, pois pode estar além dos sentimentos individuais e a esperar por acões conjuntas, coletivas, de modo a mudar a rota antes que algum desastre de grandes proporções ponha a vida no planeta em risco real. Seria um trabalho da minoria consciente de sempre, já que a cegueira dos seguidores do deus dinheiro/mercado permanece, e eles continuarão delirando e acreditando que o caminho é esse, e que 'austeridade' e cortes com gastos sociais solucionarão o impasse civilizatório em que nos metemos, ou nos meteram.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 08:20

17
Dez 12

Fim de ano, fim do mundo segundo alguns, mas o mais provável é que vamos ter que encarar um novo ano. Planos, sonhos, projetos, promessas, mudanças ... Cada um a seu modo aproveita o momento psicológico que alia consumismo com desejos de mudanças, e faz seu novo ano, ... pelo menos na mente. Se as coisas vão acontecer como desejado ou esperado, isso é outra coisa. Mas, a mística da mudança no calendário está aí !

 

O ano que se aproxima não promente grandes momentos positivos para a humanidade, sofrida com seus próprios erros e escolhas. Mas algumas descobertas desde os Fóruns sociais e a 'Primavera árabe' são marcantes e definitivas. A sociedade civil está em rota de colisão com a sociedade política. Praticamente já não existe quem acredite nos políticos ou na política partidária, dissociadas da sociedade e parasitando-a.

 

Por outro lado, vale o mesmo raciocínio para as religiões. Não serão os religiosos ou os políticos que vão conduzir as comunidades para uma qualidade de vida melhor. Há outras vias em construção, baseadas no cooperativismo, na solidariedade, no compartilhamento, na noção cada vez mais clara que somos mais interdependentes do que pensamos. Mas o pensamento conservador, ligado a privilégios de classe e casta, ainda está muito presente e forte, o que sinaliza que as mudanças - pois essas virão - não devem ocorrer sem resistências e lutas. É aguardar pra ver...

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 09:29

04
Dez 12

Admirável Gado Novo

 

Zé Ramalho

 

Vocês que fazem parte dessa massa, Que passa nos projetos, do futuro É duro tanto ter que caminhar E dar muito mais, do que receber. E ter que demonstrar, sua coragem A margem do que possa aparecer. E ver que toda essa, engrenagem Já sente a ferrugem, lhe comer. Eh, ôô, vida de gado Povo marcado, ê Povo feliz Eh, ôô, vida de gado Povo marcado, ê Povo feliz Lá fora faz um tempo confortável A vigilância cuida do normal Os automóveis ouvem a notícia Os homens a publicam no jornal E correm através da madrugada A única velhice que chegou Demoram-se na beira da estrada E passam a contar o que sobrou. Eh, ôô, vida de gado Povo marcado, ê Povo feliz Eh, ôô, vida de gado Povo marcado, ê Povo feliz O povo, foge da ignorância Apesar de viver tão perto dela E sonham com melhores, tempos idos Contemplam essa vida, numa cela Esperam nova possibilidade De verem esse mundo, se acabar A arca de Noé, o dirigível Não voam, nem se pode flutuar, Não voam nem se pode flutuar, Não voam nem se pode flutuar.

 

Eh, ôô, vida de gado Povo marcado e, Povo feliz Eh, ôô, vida de gado Povo marcado e, Povo feliz

 

 

 

http://letras.mus.br/ze-ramalho/1127221/

publicado por animalsapiens às 09:52

11
Out 12

Houve época em que se levava as coisas a sério. Saudosismo? Nostalgia? Nada disso! Uma constação de que nesse mundo que se liquefaz dia após dia, há cada vez menos espaço para o humano. A ditadura das marcas, da moda, do espetáculo, do consumo ... O que vai restar de nossa civilização tão técnica e tão pobre? Vivemos num mundo onde máquinas e informática tornam as coisas mais rápidas, mas não melhores. Os relacionamentos se enfraquecem, o diálogo desaparece ... No futuro seremos conhecidos como os seres da Idade do Plástico.

 

Seres carregados e dependentes de quinquilharias eletrônicas, e ocos, vazios, cadáveres que respiram; seres sem metas, propósitos, ... a certeza de nossa finitude já nos fez usar melhor nosso tempo e recursos. Hoje as pessoas fogem da consciência dessa finitude, preenchendo seu lugar com coisas e comportamentos bizarros. Uma boa parte perdeu-se de si mesma e não parece interessada em se reencontrar.

 

Tudo indica que uma nova civilização vem por aí, passando por cima dessa modernosa vida vazia que nos é imposta por um modelo econômico diabólico, que fez da sociedade um subprodudo da economia.

publicado por animalsapiens às 12:50

21
Set 12

Samora Machel

"As ideias, os valores, os hábitos, os usos e costumes, o conjunto das normas inconscientes que regulam o comportamento quotidiano do indivíduo, são expressões da ideologia e cultura da sociedade existente. Acontece que todos nós nascemos e crescemos na sociedade exploradora, fomos profundamente impregnados da sua ideologia e cultura, por isso é-nos difícil e por vezes parece-nos impossível o combate interno, contra o que cremos constituir o nosso esqueleto moral. Arrancar de nós a ideologia e cultura exploradora para assumirmos e vivermos, no detalhe do quotidiano, a ideologia e cultura requeridas pela revolução, constitui a essência do combate pela criação do homem novo." - Excerto de um discurso de Samora Machel num simpósio de homenagem a Amílcar Cabral em 1973 - Bragança, Aquino de e Wallerstein, Immanuel, Quem é o inimigo (II). Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1978, p. 176.


Read more: http://www.oficinadesociologia.blogspot.com.br/#ixzz276GPpptP

publicado por animalsapiens às 11:46

13
Set 12

O modo pós-capitalista de estar no mundo

Alternativa contemporânea ao sistema constrói valores e relações sociais opostas às dominantes. Por isso, é tão poderosa, diz Ricardo Abramovay

Entrevista a Inês Castilho


MAIS:
Caminhos para a Política Cidadã no século 21
Em meio a críticas e esperanças, pensadores e ativistas debatem como superar crise da representação e reinventar democracia.

Leia também, nesta série, a entrevista com Fernando Meirelles

O enredo de “Vida de Galileu”, uma das grandes peças teatrais de Bertolt Brecht, desenvolve-se no início dos anos 1600. Em meio ao poder medieval das cidades-estados italianas e da Igreja, o precursor da Revolução Científica e seus discípulos estão inconformados com um velho mundo de servidões; de ideias e relações sociais seguras, porém estáticas e ultra-hierárquicas. Apaixonam-se pela pesquisa, pela democracia (“seremos ainda cientistas, se nos desligamos da multidão?”, perguntam-se) e pelas máquinas. Imersos numa ordem obsoleta, são obrigados a concessões (Galileu lamentará para sempre a mais dramática delas). Mas antecipam, em suas próprias vidas, valores que só se tornarão hegemônicos um século e meio depois.

É impossível não recordar Brecht, ao ler a entrevista que o economista Ricardo Abramovay concedeu a Inês Castilho, no âmbito da pesquisa “Políticas Cidadãs – Reflexões e Caminhos”, produzida pelo instituto Ideafix por solicitação do IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade). Num momento em que a humanidade debate-se diante de novos impasses – agora provocados pela crença absoluta na razão, pela exploração da natureza sem limites e por um sistema econômico que subordina todas as relações sociais ao dinheiro e ao lucro –, Abramovay sustenta que a saída já existe. Ela está presente em valores e lógicas que, embora contra-hegemônicos, são adotados por um número expressivo de pessoas e se alastram de forma crescente pelas próprias relações de produção.

Não se trata, esclarece o entrevistado, de um retorno ao “socialismo real”. Ninguém mais defende o controle direto, pelos Estados, dos meios de produção e das decisões sobre o que produzir e como trocar. A crítica e a alternativa são de outra natureza. Provavelmente, muito mais profundas, porque questionam as relações sociais e simbólicas associadas ao sistema – não apenas o grupo ou classe social que está em seu comando.


http://www.outraspalavras.net/2012/09/12/o-modo-pos-capitalista-de-estar-no-mundo/

publicado por animalsapiens às 12:22

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