Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

18
Mai 13
publicado por animalsapiens às 11:31

08
Nov 12

Isadora Faber, do "Diário de Classe", tem casa apedrejada e sofre ameaças

Apesar das intimidações, a adolescente conta com o apoio da família para seguir denunciando as más condições do ensino e da escola onde estuda em sua página no Facebook

André Carvalho - iG São Paulo | 07/11/2012 14:37:15

Isadora Faber, criadora da página do Facebook "Diário de Classe" , ganhou notoriedade ao divulgar, na rede social, as más condições da escola pública onde estuda, em Florianópolis. A grande exposição que a garota de 13 anos passou a ter – atualmente a página conta com mais de 367 mil “curtições” – fez com que ganhasse admiradores e inimigos.

AE
A estudante Isadora Faber, de 13 anos, que criou a comunidade Diário de Classe no Facebook para relatar problemas da escola em que estuda em Florianópolis (29/08)

Ao denunciar, nas últimas semanas, por meio do “Diário de Classe”, a falta de conservação da quadra da escola e o fato do pintor contratado para fazer o serviço ter recebido o dinheiro adiantado pelo trabalho sem que tivesse cumprido a obra, a menina passou a viver um inferno particular.

Leia mais:  Família autora do “Diário de Classe” processa PSD de SC

Primeiro, conforme relatou no Diário de Classe, começou a receber ameaças da filha do pintor, Francisco da Costa Silva, de 47 anos. Depois, nesta segunda-feira, 5, teve a casa apedrejada, e sua avó, de 65 anos, que sofre de doença degenerativa, foi atingida, segundo Isadora.

Nesta terça, 6, quando estava junto com o pai no carro em frente ao colégio, o pintor e sua filha, a ameaçaram. Os incidentes levaram a família da adolescente a registrar, neste mesmo dia, dois boletins de ocorrência - um relativo às ameaças sofridas e outro por conta das pedradas –, e procurar o Ministério Público.

“Ela não vai parar”

Segundo a mãe da garota, Mel Faber, “a situação ficou séria e foi além da conta”. Ela afirmou que irá procurar a Promotoria da Infância e Juventude e preparar um dossiê para “buscar punição” tanto para o pintor Francisco da Costa Silva, quanto para a escola. Para ela “não dá pra argumentar com quem vem e atira pedra na gente”.

Sobre a instituição de ensino, ela afirma que a aluna segue estudando lá, apesar de dizer que “a escola tem responsabilidade” na atual situação de ameaças vivida por sua filha. Para a mãe, Isadora é vítima de bullying. “Os alunos ficam chamando-a de idiota, falando que ela está prejudicando a escola”, relata.

Mobilização: Críticas a escolas unem blogueiras mirins de Brasil e Escócia

Isadora não foi à aula nesta quarta-feira, 7. O motivo foi a presença em um seminário, onde recebeu apoio de estudantes e professores para seguir em frente com o “Diário de Classe”.

“Ela vai seguir atualizando a página, não quer parar”, diz Mel Faber. “Eu fico preocupada, mas incentivo, pois ela está certa e tem que seguir em frente. Se pararmos, será uma vitória para quem quer impedi-la de fazer justiça, então o ‘Diário de Classe’ vai continuar”, garante.

Leia tudo sobre: Diário de ClasseIsadora FaberFlorianópolisFacebookRedes SociaisEscolas Públicas

Transcopiado do Portal IG
publicado por animalsapiens às 09:48

28
Ago 12

1 - Não se iluda com a aparência ou performance do candidato. Política não é espetáculo !

2 - Seu voto pode criar as possibilidades para um oportunista ou corrupto assumir o poder em seu nome; não venda seu voto e não se venda !

3 - Desconfie de candidatos que prometem coisas sem dizer de onde, como e quando os recursos virão. Dinheiro não aparece do nada !

4 - Lembre-se que a Política faz parte da vida humana e omitir-se é um ato politico !

5 - A política partidária é uma forma de escolher pessoas que podem - ou não ! - representá-lo na hora das decisões sobre para onde vai o dinheiro dos impostos.

6 - Cuidado com os oportunistas e espertalhões. Nunca estão lá por competência ou mérito !

7 - Não se iluda ! Política de bastidores (acordos, conchavos, maracutaias, tretas, manipulações) existe sim !

8 - Não decida emocionalmente. Pense bem em quem vai depositar confiança por quatro anos ! Será que o candidato é bom só por ser parente ou amigo?

9 - Não pense que dizer: Detesto política ! vai mudar alguma coisa para melhor. Lembre-se que você também pode precisar dos serviços de saúde ou de uma vaga em escola pública para seu filho !

10 - Se você não quiser participar das decisões políticas - a começar pelo voto consciente -, saiba que outros o farão, e que o poder de decidir pode cair nas mãos dos piores. Então, não reclame depois dizendo que 'político é tudo igual'; não são !

 

- por Paulo S.

publicado por animalsapiens às 20:16

26
Ago 12
publicado por animalsapiens às 14:17

11
Ago 12

Novo post em blog do ozaí

As cartas de Rosa Luxemburgo

by Antonio Ozaí da Silva

A obra da revolucionária Rosa Luxemburgo, traduzida diretamente do alemão (por Isabel Loureiro, Mário Luiz Frungillo e Stefan Fornos Klein) e do polonês (por Bogna Thereza Pierzynski, Grazyna Maria Asenko da Costa e Pedro Leão da Costa Neto), organizada e com notas e revisão técnica de Isabel Loureiro, foi lançada pela Editora UNESP em 2011. Os Textos Escolhidos, volumes I e II, abrangem os escritos de Rosa Luxemburgo no período 1899-1914 e 1914-1919. O volume III apresenta uma coletânea de cartas de Luxemburgo, escritas antes e depois da I Guerra Mundial.

Embalado pela leitura da biografia de Rosa Luxemburgo, escrita por Elzbieta Ettinger (1989), inverti a ordem e comecei a ler pelo Volume III. O intuito foi conhecer mais profundamente a ‘outra’ Rosa Luxemburgo, o ser humano, uma mulher, nas palavras de Isabel Loureiro, “fascinante, sensível, sonhadora, profundamente ligada à vida – mas sem medo de morrer –, pronta a consolar os amigos, apaixonada pela natureza e as artes, uma intelectual sintonizada com a vida cultural do seu tempo. E também uma mulher divertida, irônica, cuja língua afiada não poupava ninguém, nem sequer a si mesma” (p. VIII-IX).

De fato, a cada carta lida confirma-se o perfil delineado pela organizadora deste volume e realiza-se o objetivo da publicação. A seleção das cartas publicadas enfatizam o caráter pessoal e revelam aspectos poucos conhecidos dessa mulher revolucionária e teórica marxista judia-polonesa-alemã:

“Estas cartas questionam o estereótipo da militante revolucionária sem direito à vida privada, unicamente dedicada a forjar um futuro melhor para a humanidade. Rosa é materialista o bastante para se jogar sem concessões na embriagues da vida, aceitando apaixonadamente alegrias e dores como parte de um mesmo conjunto. Mas, acima de tudo, somos tocados por sua vitalidade, algo que sempre chamou a atenção dos comentadores: reprimir o desejo de ser feliz não era com ela. Como Korolenko, romancista russo que traduziu na prisão, Rosa pensava que “o homem é criado para ser feliz como o pássaro para voar” (p. XI).

Na correspondência com Leo Jogiches, com Constantin (Costia) Zetkin, Paul Levi, Hans Diefenbach, Sonia (Sophie) Liebknecht, Luise Kautsky, Clara Zetkin e Mathilde Jacob, revelam a condição humana, limites e potencialidades, de uma mulher geralmente mais conhecida por seus textos clássicos e sua história de militância na social-democracia alemã-polonesa e na Internacional Socialista (II Internacional). A leitura das suas cartas nos remete ao contexto social e político da época, aos dilemas dos que persistiram nos caminhos da revolução. Mas, sobretudo, nos permite refletir sobre o humano demasiado humano dos que almejam transformar o mundo.

Com efeito, tendemos a racionalizar e considerar os textos políticos e teóricos em sua forma – a mensagem em si – e desconsideramos a vida que respira e pulsa, o ser humano concreto que pensa e sente. De certa forma, tendemos a fazer uma espécie de assepsia que anula a necessidade de compreender o ser humano que abriga as idéias e pensamentos materializados em textos, livros, etc.

A leitura das cartas de Rosa Luxemburgo é um exercício humanizador. Ainda que dirigida a outros, em muitos momentos parece que ela os fala diretamente. Os contextos históricos são diferentes, mas os sentimentos humanos permanecem inalteráveis. Ler Rosa Luxemburgo é também uma maneira de tentar compreender a existência humana, a complexidade e o significado mais profundo de ser-no-mundo!

 

Referência

ETTINGER, Elzbieta. Rosa Luxemburgo – Uma vida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1989.


*  Resenha:  LOUREIRO, Isabel. (Org.) Rosa Luxemburgo: Cartas – Volumes III. São Paulo: Editora UNESP, 2011 (398 p.). Publicada originalmente na REA, nº 135, agosto de 2012, disponível em http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/18163/9580

 

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publicado por animalsapiens às 22:32

31
Jul 12

Muito além do ativismo de teclado

Curta ressalta o poder do cidadão comum. Mas argumenta que ele só é efetivo quando propõe, além de atitudes individuais, mudanças nas regras do jogo social

Por: Taís Capelini

Há anos, uma falsa contradição estorva a cultura política de autonomia que se desenvolve, por exemplo, nos Fóruns Sociais Mundiais. Ela superou o centralismo, segundo o qual liderar a luta por trasnformações sociais era tarefa para organizações estruturadas e hierárquicas (em especial, os partidos políticos). Mas, exatamente por ter enfrentado este obstáculo, ela valoriza exageradamente as opções e atitudes individuais. É como se só houvesse dois extremos: ou o dirigismo, no qual os desejos de mudança são controlados por uma elite que tende a se tornar autoritária; ou a fragmentação, que leva ao limite o “poder da base” e por isso rejeita todo tipo de ação coordenada.

Acaba de ser lançado um vídeo singelo e didático que busca uma alternativa para este dilema. Chama-se “A História da Mudança” (“Story of Change”). Tem legendas em português. Foi produzido pelos mesmos autores de “A História das Coisas” (“The Story of Stuff”), que se tornou viral e foi visto por mais de 15 milhões de pessoas. Sustenta que a mudança individual de atitude é sempre “um ótimo ponto de partida”. Mas provoca: este passo precisa ser seguido de outros, para que não se converta pode em “um péssimo ponto de chegada”. Isso significaria assumir o discurso do sistema capitalista, que insiste em transferir para os individuos, na forma de culpa, a responsabilidade por suas contradições e limites.


“A História da Mudança” tem estrutura formal muito simples. O argumento central é desenvolvido por uma apresentadora, que recorre, como apoio, a animação. A atriz, que se dirige primariamente ao público norte-americano, destaca a dualidade entre cidadãos e consumidores. Sustenta que nossa identidade de consumidores tornou-se tão arraigada que muitas vezes esquecemos do nosso papel de cidadãos e acreditamos no “marketing verde”. Não nega a importância de consumirmos conscientemente (optar por produtos sem químicos tóxicos e embalagens desnecessárias, feitas por empresas de base local e que não desrespeitam os direitos dos trabalhadores, por exemplo). Mas chama atenção para o poder que está para da escolha de produtos: na definição de que tipo de políticas — ou seja, de regras do jogo social — queremos.

O curta faz um rápido retrospecto de movimentos sociais de transformação bem-sucedidos: a luta pelos direitos civis nos EUA, liderado por Martin Luther King; o anti-apartheid na África, simbolizado por Nelson Mandela; e a independência da Índia, por Mahatma Gandhi. Em todos esses movimentos, vê três etapas comuns. Primeiro, o desenvolvimento de uma idéia de como as coisas podem mudar (tornando-se “não um pouco melhores para alguns, mas muito melhores para todos”). Em seguida, vem o pensar no coletivo (ao invés de “eu vou melhorar minhas escolhas individuais”, “nós vamos trabalhar juntos para resolver o problema”) e o comprometimento em agir juntos. Por fim, lembra da necessidade de compartilhar e comunicar essas ideias, para fortalecer o movimento de mudança.

O vídeo é otimista. Lembra que milhões de pessoas, no mundo inteiro, compartilham o ideal de uma produção baseada nas necessidades sociais e do planeta —  não uma economia refém dos lucros das empresas. Chama atenção também para o fato de atualmente a comunicação ser muito mais veloz e abrangente (diferentemente da época em que os movimentos citados se desenvolveram). Sugere que se compartilharmos ideias e trabalharmos juntos, exercendo nosso papel de cidadãos, podemos alcançar uma mudança maior e mais ousada do que a que poderia ser levada a cabo como simples consumidores.

A “História das Coisas” (The Story of Stuff), projeto de que “A História da Mudança” faz parte, foi idealizado por Annie Leonard e alguns amigos que trabalhavam juntos e decidiram desenvolver um primeiro curta sobre a produção focada no lucro. Destacando como tal lógica afeta diferentes sociedades, culturas, meio ambiente e se mostra limitada.

Hoje, “Story of Stuff” é uma organização não-governamental que visa desenvolver materais de comunicação que tornem popular a compreensão das lógicas capitalistas e de como ultraupassá-las. Para ajudar a escrever mais um capítulo da “História das Coisas”, e saber como poder contribuir para a “História da Mudança”, faça o teste e saiba como e ir além.

Para saber mais:

Site Oficial: http://www.storyofstuff.org/ (em inglês)

Página no Facebook: https://www.facebook.com/storyofstuff (em inglês)

Outras histórias do projeto  “Story of Stuff”:
-A História das Coisas: http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k
-A História da Água Engarrafada: http://www.youtube.com/watch?v=AM9G7RtXlFQ
-A História dos Cosméticos: http://www.youtube.com/watch?v=rLm86zoXALM&feature=related
-A História dos Eletrônicos: http://www.youtube.com/watch?v=EcPz7QFYjWY&feature=related
-A História da Crise Financeira: http://www.youtube.com/watch?v=gO90Be0FH5E
-A História dos Cidadãos Unidos vs FEC: http://www.youtube.com/watch?v=jY5-zio3mj0
-A História do Cap & Trade: http://www.youtube.com/watch?v=IPS5jTwo1Tk

publicado por animalsapiens às 11:57

04
Jul 12

 Minas Gerais

 

Uma lenta descoberta:

Minas - e suas histórias – são muitas

O Homem de Lagoa Santa, estudado pelo pesquisador dinamarquês Peter W. Lund,

no século 19, só mais recentemente passou a receber a atenção que merece.

 

Por Paulo Roberto Santos*

De Divinópolis-MG

Para Via Fanzine

03/07/2012

 

 

O Homem de Lagoa Santa: exemplo de que Minas ainda está sendo descoberta.

 

Itaúna, Itaguara, Itatiaiuçu, Piracema, Itapecerica… E tantos outros nomes de origem indígena a indicar a ainda desconhecida Minas dos goitacases, como de tantos africanos para cá trazidos como parte da maior migração forçada da história humana: algo em torno de quatro milhões de africanos trazidos para o trabalho escravo. Muitos de origem árabe-islâmica e mais alfabetizados que seus senhores.

 

O quilombo do rei Ambrósio e/ou do Campo Grande, com fortes indícios de ter sido maior que o de Palmares, no nordeste brasileiro, também a aguardar estudos mais sérios e aprofundados. Ainda são muitos os vestígios e remanescentes de quilombos nas Gerais, tanto quanto de suas picadas, muros de pedras e valas, machados de pedra polida, cachimbos bem adornados, pinturas rupestres e fósseis de animais que não mais existem.

 

O Homem de Lagoa Santa, estudado pelo pesquisador dinamarquês Peter W. Lund, no século 19, só mais recentemente passou a receber a atenção que merece. E convém que não se atrasem demais as pesquisas, pois as riquezas naturais de Minas a tornam objeto da cobiça de empresários pouco preocupados com a preservação da história e dos sítios arqueológicos, como de outros tantos megarricos interessados no chamado ecoturismo, e no prestígio e dinheiro que trazem.

 

Minas são muitas, de fato, como bem a definiu o poeta Drummond. Mas os interesses mercantis e politicagens têm passado por cima de uma das regiões mais importantes do país, do ponto de vista histórico e pré-histórico. Uma história que vai sendo convenientemente esquecida, deixando seus habitantes desenraizados e sem passado, prontos a absorver hábitos e culturas estranhas à região, além de serem predatórias já que se estabelecem pelo viés de mercado.

 

O pão de queijo, o queijo artesanal (feito com leite cru), a broa de fubá, o biscoito assado ou frito, bolos, os derivados da mandioca, herança e aprendizado vindo dos indígenas somados à criatividade das cozinheiras africanas pela escassez de trigo nos séculos anteriores, hoje se tornam “produto para exportação” ou “produtos culturais”. Vão deixando de ser alimento de um povo. Alimento para o corpo e para o espírito, pelo lastro histórico que carregam em si.

 

Minas sobrevive com suas tradições e costumes talvez por esse relativo esquecimento do deus mercado, que por aqui passa de vez em quando e leva apenas imagens pelas lentes das câmeras das tevês do eixo Rio-SP, mas não nos levam e nem o que realmente somos ou fazemos, como bem descrito pelo poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Ser Mineiro. Talvez por isso continuemos um tanto sertanejos como descritos pelo Guimarães Rosa no Grande Sertão: Veredas. Talvez!

 

* Paulo Roberto Santos é professor e sociólogo, seu blog é http://animalsapiens.blogs.sapo.pt/.

 

- Foto: lagoasanta.com.br.

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publicado por animalsapiens às 12:46

20
Jun 12

 

Ter
19 Jun
2012

Aves mortas por ingerirem lixo

 

Um documento com novos princípios para dar impulso ao desenvolvimento sustentável foi aprovado nesta terça-feira, na conferência Rio+20, das Nações Unidas, no Rio de Janeiro. 

 

Há uns três ou 4 anos apanhamos o barco em Troia para atravessar para Setúbal, como sempre saímos do carro e encostamos à amurada para desfrutar da paisagem ou com um pouco de sorte vermos os golfinhos.

 

Ao meu lado a olhar para fim de tarde no rio ia uma senhora de idade acompanhada de uma criança, o miúdo estava a beber água por uma garrafa. Quando terminou de beber virou-se para a senhora e disse:

 

- Olha, bebi toda, o que faço com a garrafa?

- Dá cá.

 

A senhora que estava a meio metro de um caixote do lixo e com o neto ao lado, pegou na garrafa e deitou-a ao rio. Foi um daqueles momentos em que o meu mau feitio veio ao de cima, esqueci a idade da senhora e a presença do neto ao lado, quando dei por mim estava a dar um sermão de todo o tamanho e a perguntar-lhe se ela não tinha vergonha do exemplo que estava a dar ao neto? Se ela gostava de chegar à praia e encontrar a areia imunda com o lixo que pessoas como ela deitavam à água? Se não tinha visto o caixote do lixo mesmo ao seu lado?..

 

No fim de despejar o mau feitio e a raiva que aquilo me causou, tinha o miudo a olhar para mim de olhos arregalados e ela de boca aberta a balbuciar qualquer coisa sem muito nexo...

 

É verdade que conferências como esta do Rio+20, ou Kioto, ou as várias outras são importantes para que se debata a situação ambiental do mundo em que vivemos, mas é triste que passe o tempo e o que vemos é que os países com maior culpa na situação, os que mais poluem e mais influenciam o clima e o meio ambiente, como os Estados Unidos, a China ou a Rússia, ou se negam a assinar os tratados ou simplesmente fazem tábua rasa daquilo que assinam.

 

Por outro lado não é com conferências internacionais que se mudam as mentalidades como a daquela avó que simplesmente achou que o seu caixote do lixo era o rio Sado, é com educação e formação.

 

Muita gente já terá visto, mas eu vou repetir, termos consciência do mal que fazemos ao mundo que nos rodeia nunca está demais.

 

Midway é uma ilha em pleno oceano Pacífico, que fica a 2.000 milhas de qualquer costa continental. Esta ilha é desabitada, os seus únicos habitantes são aves marinhas, no entanto... Vejam o que se passa por lá!

 

 
Jorge Soares
publicado por animalsapiens às 12:54

13
Jun 12

Toda Forma De Poder

Engenheiros do Hawaii

Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada.

 

Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada.

 

E eu começo a achar normal que algum
boçal atire bombas na embaixada.

 

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...

 

Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada.

Toda forma de conduta se trasforma numa luta armada.

A história se repete mas a força deixa a história
mal contada...

 

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...

 

E o fascismo é fascinante deixa a gente ignorante e fascinada.
É tão fácil ir adiante e se esquecer que a coisa toda tá errada.
Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada.

 

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...

 

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...

 

http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/12895/

publicado por animalsapiens às 12:32

09
Jun 12

Internet e Revoluções: Mudar o Mundo num Click?

Conectas  promove debate no dia 11 de junho, com participação de Marina Person, Pedro Abramovay e Rodrigo Savazoni na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo

O “ativismo de sofá” está na moda e, hoje, com um “clique” podemos mudar o mundo. Isso é verdade? Campanhas de mobilização virtual são capazes de promover mudanças políticas reais? ‘Curtir’ sem sair de casa é se engajar? O que o vídeo Kony 2012 nos ensina sobre campanhas de direitos humanos na internet e qual o real impacto destas novas virtualidades na vida real? A Primavera Árabe teria existido sem a força da internet? E qual a diferença fundamental – de forma, de meios – entre as revoluções de agora e as da ‘Era Analógica’?

Questões como estas serão discutidas no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional – um dos pontos mais tradicionais de São Paulo, na Avenida Paulista nº 2073 – no dia 11 de junho, das 19h às 21h, no debate “Internet e Revoluções: Mudar o Mundo num Click?”. O evento é promovido pela Conectas e a Livraria Cultura, com apoio da agência Ei Viu! e transmissão ao vivo, pela internet, da rede Fora do Eixo. A cineasta e apresentadora Marina Person mediará o debate com os convidados Pedro Abramovay, representante da Avaaz, movimento que mobiliza quase 15 milhões de internautas ao redor do mundo, e Rodrigo Savazoni, um dos jornalistas criadores da Casa da Cultura Digital.

Também serão apresentados depoimentos em vídeo de ativistas como Hossam Bahgat, diretor da Iniciativa Egípcia pelos Direitos Pessoais, que tem mais de 30 mil seguidores no Twitter e foi um das fontes da mídia internacional durante a cobertura das manifestações na Praça Tahir, durante a Primavera Árabe.

Curiosamente, ele disse que a revolução deslanchou, de fato, depois que o governo cortou telefones e internet no país. “As pessoas não tinham o que fazer em casa e nos escritórios. Então, simplesmente saíram para as ruas”, disse Bahgat. “No início, a internet funcionou como uma grande praça virtual, onde as pessoas se encontravam e combinavam o que fazer. Não havia mobilização que, de alguma forma, não tivesse sido articulada com o uso da internet. Mas esse foi apenas um estágio da revolução.”

“Sentíamos falta de mais espaços de debate como este em São Paulo. A Conectas, como uma organização internacional de direitos humanos, tem se esforçado cada vez mais em dar visibilidade a temas que, antes, estavam restritos a juristas, acadêmicos, ativistas e políticos. A parceria com a Livraria Cultura tem esse sentido”, disse Lucia Nader, diretora executiva da Conectas.

Questões envolvidas

A mesa debate o que mudou na política e nos direitos humanos com as novas tecnologias. As redes sociais aceleraram a troca de informações e ampliaram seu alcance a um nível global, mas o real impacto deste fenômeno nas políticas públicas ainda é incerto. Como toda dinâmica de larga escala na opinião pública, as grandes campanhas na internet flertam com o maniqueísmo e com a simplificação exagerada dos grandes problemas políticos. Será esse um preço a pagar para um engajamento massivo? E que riscos esta nova realidade traz?

Ao mesmo tempo, revoltas como as da Primavera Árabe mostram o quanto a internet pode ajudar a dinamizar a troca de informações entre manifestantes que já estão fisicamente engajados nas ruas e praças do mundo, protestando contra regimes fechados. Em casos assim, a tecnologia não é a ilusão da participação, mas um componente enzimático, capaz de acelerar a queda de tiranos e amalgamar grupos opositores atré então dispersos ou inconscientes de sua própria dimensão e poder.


“Internet e Revoluções: Mudar o Mundo num Click?”
11 de junho, das 19h às 21h
Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Avenida Paulista, nº 2073
Debatedores: Pedro Abramovay (Avaaz) e Rodrigo Savazoni (Casa da Cultura Digital)
Mediadora: Marina Person (cineasta e apresentadora)
Realização: Conectas Direitos Humanos e Livraria Cultura
Apoiadores: EiViu! e Fora do Eixo
168 lugares, sendo 4 para cadeirantes
Entrada gratuita por ordem de chegada

Leia mais:

  1. França, Grécia, Egito: três eleições que podem mudar ânimos no mundo
  2. México: guerra também na internet
  3. João Caribé debate novas ameaças à internet livre

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publicado por animalsapiens às 13:59

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