Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

01
Jun 13

O padrão de beleza que se impõe às mulheres tem sido a pele clara, magra, alta, de olhos claros e cabelos lisos e loiros. Por quê? Essa é a mulher europeia e nórdica, que representa uma minoria no planeta. Parece que o 'ovo da serpente' ainda está aí. O arianismo, a falsa ideia de que existe uma raça superior pode ter caído no imaginário social e é explorado comercialmente.

 

Mulheres morenas e de cabelos em tons escuros e ondulados procuram alisar os cabelos e buscar uma espécie de 'embranquecimento' cultural, adaptando-se às convenções da moda. Rejeitam a diversidade étnica em nome de um referencial cientificamente demolido. Só existe uma raça do ponto de vista biológico: a humana. A diversidade e variações étnicas correm por conta de adaptações a climas e ambientes naturais. Sem dúvida a natureza é mais sábia do que os humanos.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:52

12
Mai 13

Todos os dias do ano todo, são dias das mães, mas o comercialismo deu um jeito de criar um dia 'especial' para estimular o consumo, assim como criou outros dias 'especiais', como o dia dos pais, dos namorados, do Natal e por aí afora. O que importa nem é o sentimento em si, mas a monetarização dele. Quanto vale o amor - verdadeiro e sincero - de uma mãe ?

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 12:14

27
Abr 13
 Eu PROTESTO !

Que Emile Zola me permita recorrer ao seu estilo em "Eu Acuso", usado no caso Dreyfus, em 1898.

- Eu protesto contra o abuso do volume de som usado na festa da cerveja (que nada tem a ver com a Oktoberfest, em SC), em Divinópolis, atravessando a noite até as seis da manhã, sem considerar a existência de idosos, doentes e mesmo daqueles que preferem se divertir de outra forma, ou ficar na sua rotina;

Eu protesto contra a inoperância, ineficiência ou negligência das autoridades públicas (MP, Polícia do Meio Ambiente, Prefeitura ...) por deixar que tais coisas se repitam, ano após ano, aqui e ali, comprometendo a saúde pública;

Eu protesto contra o poder econômico que se alia aos interesses políticos, passando por cima de qualquer questão moral ou legal;

Eu protesto contra a mentalidade de rebanho que permite manipular as pessoas, tal como as define Zé Ramalho em 'Admirável Gado Novo', fazendo com que o povo financie, sem perceber, a construção do seu próprio curral;

Eu protesto contra o silêncio e o conformismo dos prejudicados, apesar de saber que recorrer aos poderes públicos é praticamente inútil;

Eu protesto contra o enriquecimento de alguns com base na exploração dos vícios e da ignorância de muitos;

Eu protesto por causa da criação de preconceitos contra aqueles que preferem outras formas de lazer e de prazer, e porque se recusam a aceitar o cabresto dos donos do poder.

"O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam esta vida numa cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível,
Não voam, nem se pode flutuar
Êh, oô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!"

Link: http://www.vagalume.com.br/ze-ramalho/admiravel-gado-novo.html#ixzz2RetZKCFF
 
Zé Ramalho - Admirável Gado Novo
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- por Paulo Santos
publicado por animalsapiens às 12:34

25
Abr 13

Parece que a resposta é, sim! A tv por exemplo, apresenta programas com adultos expondo a vida íntima, 'andando' de quatro e rindo feito crianças de três anos ... e a plateia aplaude! Filmes de 'ação' - entenda-se de violência e sexo - são vistos com a maior naturalidade, e as telenovelas brasileiras mostram um mundo tão surreal que parece ficção científica de mau gosto.

 

As 'revistas eletrônicas', os programas domingueiros, os chamados de 'entretenimento' etc., se alimentam sempre de mais do mesmo. Um ensina culinária e o que vem a seguir, ensina como emagrecer sem esforço. Os telejornais vivem dos casos de crimes e violências várias, repetidas a exaustão. Casos internacionais, como o 'atentado' em Boston, EUA, recebem uma cobertura jornalística que não se viu quando houve enfrentamento entre população e polícia em Osasco-SP, ou quando as tropas da PM sobem os morros do Rio 'caçando' (verbo interessante para o caso) bandidos e traficantes. Ai de quem estiver no caminho!

 

Enfim, a tv brasileira emburrece e embrutece! As pessoas acostumam-se com a violência nossa do dia a dia, essa mesma praticada pelo próprio Estado e que não é menor do que a praticada pelos criminosos. O nosso telespectador senta-se, liga a tv e desliga o cérebro. Ai de quem fizer críticas a esse tipo de 'entretenimento': Plim plim!

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:38

05
Abr 13

Caro leitor ou leitora! Conhece aquela literatura utilitarista tipicamente estadunidense que tenta 'ensinar' coisas do tipo 'fique rico em 8 lições', 'emagreça em 6 lições', 'como influenciar pessoas', 'seja um líder em 10 lições' ... e por aí afora? Acho a maior graça! A vida real é mais complicada,  mas isso aí vende bem e as editoras agradecem pela existência dos ingênuos.

 

Claro que existem exceções! Poucas, mas existem. Alguns livros para 'sucesso instantâneo', para coisas que supostamente podem ser conseguidas sem esforço, para resultados imediatos em aspectos da existência para os quais se leva uma ou duas vidas ... Mas eles, os livros, estão por aí e são lidos e levados a sério. Tempos estranhos esses ... No passado se levava anos para se formar alguém em algo que valesse a pena, e agora se tenta criar soluções mágicas ou entendidos em tudo, em ritmo fabril e febril! Estilo miojo de ser! Já vem pré-cozido!

 

Mas um bom observador da vida sabe que a realidade não funciona bem assim. O que fácil vem, fácil vai. Conquistas duradouras exigem determinação e disciplina, método e meta, conhecimento ... tanto no amor quanto na guerra! E mesmo assim é possível errar, mesmo tendo tomado todas as decisões certas!

 

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 11:45

12
Mar 13

O planeta vive uma de suas mais profundas crises, em todos os aspectos. Provavelmente, nem o Renascimento foi tão marcante em sua transição para uma nova era, por ficar mais restrito ao mundo europeu e apenas influenciou outros países com as viagens ultramarinas.

 

Hoje, tudo é on-line e em tempo real. O que ocorre no outro lado do mundo nos afeta e, de fato, como escreveu o poeta, não se pode tocar uma flor sem incomodar uma estrela. Tudo está claramente interligado a tudo, e todos a todos. Mas a insanidade que toma conta dos governantes, os leva a decisões locais, para problemas parciais e rasos. O núcleo global dos problemas humanos, sociais, econômicos e políticos permanece intocado. Medo de mudanças, por isso falam em reformas!? Perda de poder e de privilégios!

 

Mas, as mudanças virão, quer queiram, quer não queiram. Um modelo de vida como o atual, baseado no individualismo, no consumismo, na competição e na supremacia de uns sobre os outros terá que acabar, sob pena de assinarmos nosso atestado de burrice coletiva e consequente extinção da espécie Homo sapiens, tão pouco sapiens.

 

As coisas estão acontecendo e acelerando, ganhando força e velocidade. Em breve já não será possível frear a bola de neve em que se tornou o estilo mórbido de vida imposto ao mundo pelo neoliberalismo.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 10:36

10
Mar 13

 

Antonio Ozaí da Silva publicou: "Recentemente li duas obras sobre a amizade: Amizade & Filósofos[1] e A amizade[2]. A primeira oferece trechos selecionados de obras escritas por filósofos, da antiguidade clássica à modernidade, e ambiciona ser “uma história da amizade, ou melhor dize"
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Novo post em blog do ozaí

Facebook, amizades virtuais e amizades reais!

by Antonio Ozaí da Silva

408174-geracao-y-o-aniversarioRecentemente li duas obras sobre a amizade: Amizade & Filósofos[1] e A amizade[2]. A primeira oferece trechos selecionados de obras escritas por filósofos, da antiguidade clássica à modernidade, e ambiciona ser “uma história da amizade, ou melhor dizendo, uma história das idéias mais importantes sobre a amizade durante os últimos três mil anos”. Massimo Baldini, o organizador, expressa a esperança de que o seu esforço “colabore para se compreender melhor o lugar que a amizade terá na sociedade eletrônica, rica em fatores que favorecem o isolamento, mas farta de muitos instrumentos tecnológicos que anulam a distância e facilitam o encontro”.[3]

A segunda, escrita por Francesco Alberoni, é uma reflexão sobre os diversos significados da amizade na história da humanidade. Ele começa com uma questão fundamental: “Existe ainda a amizade no mundo contemporâneo?”[4] O que é a amizade? “A amizade é uma forma de amor”, afirma.[5] Mas, no que esta forma de amar se distingue de outras? Como surge? É possível a verdadeira amizade no mundo moderno dominado por relações utilitaristas, altamente competitivo e propenso a fortalecer o individualismo e o isolamento? A amizade é apenas interpessoal ou também pode ser comunitária? Pressupõe relação entre iguais? Pode evoluir em circunstâncias de desigualdade hierárquica? O professor pode ser amigo do seu aluno, e vice-versa? “O pai pode ser amigo do filho e o filho do pai? Podem ser amigos dois irmãos? E dois cônjuges?”[6] Quais são os inimigos da amizade? O que pode deteriorá-la ou impedir o seu florescer?

Estas e outras questões orientam a análise de Alberoni e instigam a reflexão do leitor a respeito da realidade contemporânea e da nossa capacidade e/ou incapacidade de cultivar a amizade. Em tempos de redes sociais como o Facebook, com centenas e milhares de “amigos” ao alcance de um click, a amizade parece assumir formas voláteis. Podemos, na expressão consagrada do sociólogo Zygmunt Bauman, nos referir à amizade líquida. A propósito, em entrevista ao Fronteiras do Pensamento, este eminente intelectual nos faz pensar sobre o auto-engodo das amizades virtuais em detrimento dos laços reais que constituem as amizades autênticas. Ele relata o caso de um viciado em Facebook que se vangloria de ter feito 500 amigos num dia. “Minha resposta foi que eu tenho 86 anos, mas não tenho 500 amigos. Eu não consegui isso. Então, provavelmente quando ele diz “amigo” e eu digo “amigo”, não queremos dizer a mesma coisa. São coisas diferentes”, afirma o simpático senhor.[7]

Claro, embora haja a possibilidade de uns e outros confundirem as coisas. É preciso se iludir em demasia para tomar as centenas de amigos virtuais como reais. Qualquer membro de redes sociais, por mais viciado, pode ter a consciência desta distinção. As amizades virtuais podem até representar um atenuante à inexistência de vínculos reais de amizades. Contudo, ainda que o indivíduo se iluda, a incapacidade de constituir amizades reais não tem relação direta, em geral, com a participação em redes sociais. Os indivíduos entram no mundo virtual enquanto seres reais, com histórias de vida, sentimentos e idiossincrasias  próprias, ainda que tentem aparentar ser o que não são. Por outro lado, na medida em que a tecnologia facilita a comunicação, favorece os encontros e, assim, fortalece a amizade real existente – além de potencialmente contribuir para o surgimento de novas amizades, ainda que virtuais. Potenciais amizades virtuais podem se tornar amizades reais? Talvez sim, provavelmente não. O mais importante, porém, é saber que amigos virtuais e amigos reais são distintos. Se há esta percepção, não há porque temer as redes sociais. Torna-se descabido imaginar que o mundo virtual substitui e enfraquece as amizades reais ou a possibilidade de existirem. Como escreve Alberoni: “A amizade existia na época de Confúcio e existe hoje. Não há nenhum motivo para pensar que deva desaparecer no futuro. A amizade é apenas um modelo ideal que pede para ser respeitado”.[8]

Se o ideal de amizade que temos em nossa mente se esvaece e esta não se realiza, não busquemos culpados no mundo exterior, no Facebook ou mesmo no amigo que se afasta de nós. Comecemos por nós mesmo. A análise do outro deve ser complementada pela auto-análise despida de ilusões e ressentimentos. O mais é idealização e verborragia. Da mesma forma que devemos saber distinguir as amizades virtuais das amizades reais, é preciso também ter a sabedoria de não tomar a realidade das relações pelas representações livrescas. Uma coisa é filosofar sobre a amizade, outra bem diferente é viver a experiência real da amizade. Ler é importante e até pode nos ajudar a compreender, mas o fundamental é o viver, a experiência real. Esta é complexa e difícil, muito difícil. Não cabe em modelos pré-idealizados!


[1] BALDINI, Massimo. (Org.) Amizade & Filósofos. Bauru, SP: EDUSC, 2000.

[2] ALBERONI, Francesco. A amizade. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.

[3] BALDINI, op. cit., p. IV.

[4] ALBERONI, op. cit. p. 5.

[5] Idem, p. 29.

[6] Idem, p.148.

[7] Assista a entrevista na íntegra em http://www.youtube.com/watch?v=POZcBNo-D4A

[8] ALBERONI, op. cit., p. 153.

Antonio Ozaí da Silva | 09/03/2013 às 22:47 | Categorias: política | URL: http://wp.me/pDZ7T-y0

 

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publicado por animalsapiens às 11:09

08
Mar 13

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Novo post em blog do ozaí

Dia Internacional da Mulher

by Antonio Ozaí da Silva

A filósofa Marcia Tiburi acredita que Dia Internacional da Mulher não é só um momento de comemoração, mas também de reflexão sobre a história e conquistas das mulheres.

Antonio Ozaí da Silva | 07/03/2013 às 23:23 | Categorias: feminismo, gênero, vídeos | URL: http://wp.me/pDZ7T-xV

 

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publicado por animalsapiens às 11:25

22
Fev 13

Chama a nossa atenção como a fé se torna um produto e uma espécie de seguro para esta e para a outra vida, pelas promessas de alguns autodenominados pastores e apóstolos, em nome de Deus, de deus, do Cristo ou de qualquer divindade que lhes apareça na cabeça, conforme interpretam a Bíblia.

 

Ao fim e ao cabo, tudo termina em 'ofertas', 'contribuições', "doações' para um deus que tudo promete, tudo resolve, tudo provê no campo das mesquinharias humanas e curta visão da vida e do mundo. A fé deixa de ser um sentimento que fortalece e encoraja nas horas difíceis; deixa de ser um canal direto com a divindade, qualquer que seja a crença da pessoa, e passa a ser uma mercadoria qualquer, a ser negociada com um deus mercador, de olho nas ofertas e contribuições.

 

O sagrado e o profano se confundem, se fundem numa só coisa. O verdadeiro deus é o deus mercado, que dita as normas de comportamento e as diversas seitas apenas as adaptam, como subsidiárias dos Bancos e instituições financeiras convencionais. O shopping center da fé está aí, para todos os gostos !!

publicado por animalsapiens às 11:21

18
Fev 13

Fato conhecido que o país começa a desacelerar na semana do Natal e só retoma sua rotina, qualquer que seja ela, após o Carnaval. Então, agora o país volta a funcionar? O Carnaval passou por cima da tragédia ocorrida em Santa Maria, jogando uma pá de cal no assunto. A mobilização para se angariar assinaturas para uma petição que retire Renan Calheiros da presidência do Senado, também está 'in off'.

 

Que país é esse? perguntou um falecido cantor. Agora a mídia faminta vai atrás do caso Gil Rugai, e certamente toda a semana será dedicada a ele que se torna, assim, uma subcelebridade como suspeito de um grave crime ocorrido há nove anos (?), e o julgamento sai agora ... Sem comentários!

 

Aí pelo mundo, guerras, conflitos, drones matando gente sem julgamento e tudo vai ficando muito natural, muito comum e corriqueiro. O mundo não acabou em 21 de dezembro passado, mas vai se acabando na barbárie. O meteorito que caiu na Rússia ferindo centenas de pessoas nos relembra - como a tragédia em Santa Maria/RS -, o quanto a vida é frágil!

 

A renúncia do Papa Ratzinger vem sem causar surpresas, já que rumores de pressões internas para seu afastamento já circulavam à boca pequena, como se diz. A Igreja vem se dissolvendo rapidamente desde a ascenção do Papa polonês, conservador mas mais carismático, e entrou em queda livre com este que renunciou ao ver-se já sem espaço de manobra ou credibilidade. Uma sucessão de escândalos e crises, conflitos por conta de uma fala mal articulada e uma visão puramente ocidental, europeia e medieval do mundo.

 

E o Brasil, é um país sério? Esse é um outro assunto, por conta da má política, do descaso com o essencial para a sociedade, da descrença nas instituições, da mídia que funciona como partido político, do 'desenvolvimentismo' que mascara a dura realidade e de tantas outras coisas mais.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 10:41

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