Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

06
Nov 11


 Por: Paulo R. Santos

 

Uma frase em artigo publicado na internet: “É o mal-estar na globalização” (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_que_nao_sai_nos_jornais) leva-me a pensar como rumos inesperados podem aparecer, e mobilizações sociais não previstas pelos melhores cientistas políticos e estrategistas da manipulação global podem ocorrer. A frase certamente nos remete a um livro de Freud, chamado O mal-estar na civilização.

 

Uma coleção de problemas ocupa as mentes dos que ainda dedicam algum tempo à reflexão sobre o mundo e a sociedade em que vivemos. A violência crescente e cada vez mais variada, os Governos cada vez mais reféns de corporações e Bancos, a crise de representatividade em todo e qualquer lugar, a desconfiança, o medo generalizado, a escassez de meios para viver, o abismo crescente entre ricos e pobres, mais evidente a cada dia e principalmente agora que o planeta atingiu seus sete bilhões de viventes humanos, além do agravamento dos problemas climáticos.

 

É bem verdade que a maioria das pessoas não se preocupa com tais coisas e, certamente, serão as primeiras vítimas de uma eventual crise global. O desprezo pelo conhecimento tem seu preço. A vida perdoa os simples, mas não perdoa os ingênuos, é o que nos diz um velho ditado !

 

Se mudar rumos pessoais já é tarefa difícil, que dizer de reorientar a vida coletiva ? No entanto, nossa civilização em crise evidente encontra-se num dilema. Ou muda ou morre. Convenhamos que não haverá um 'fim do mundo' nos moldes dos místicos, religiosos e esotéricos de vários matizes, mas não desprezemos os fatos que nos apontam profundas alterações na vida social, do político ao estético, do filosófico ao acadêmico, do cultural ao sagrado. Nada fica de fora dessa onda de mudanças por esgotamento de velhos modelos.

 

O custo dessas transições geralmente é alto. O fim do Império Romano levou a uma crise econômica e cultural generalizada. A Idade Média teve seu fim marcado por crenças e crendices diversas. O Renascimento europeu foi o resultado dos conhecimentos armazenados pelos muçulmanos. Ares novos vindos de regiões hoje demonizadas. Há uma guerra fabricada entre ocidentais e islâmicos por motivos de neocolonialismo globalizado. Isso também é parte da crise em que estamos mergulhados.

 

A sociedade, enfim, percebe os inúmeros engodos que vem aceitando como verdades indiscutíveis, e mesmo nos Estados Unidos - carro-chefe do capitalismo -, já há um bom contingente de 'indignados' a exigir não reformas, mas mudanças !

 

Tudo indica que o motor da história já está posto em movimento irreversível. Pode ser que o capitalismo encontre novas formas de metamorfose, mas pode ser que não desta vez. Essa máquina de moer gente apresenta ferrugem pela conscientização crescente de pessoas em regiões diversas do planeta, apesar da repressão igualmente crescente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por animalsapiens às 11:02

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