Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

28
Out 11

Por: Paulo R. Santos

 

A expressão “problemas de base” é bastante conhecida, porém deixemos claro em que contexto a utilizamos aqui. Trata-se daquelas questões que são deixadas de lado, geralmente não de modo intencional, mas inadvertidamente porque aparentemente não têm relevância para a solução de um assunto ou situação a ser tratada ou resolvida.

 

A sabedoria popular diz que quem não aprende com a história repete a lição. E as lições têm sido repetidas inúmeras vezes. Tantas vezes que nos faz lembrar um verso interessante de uma música do compositor Beto Guedes, que diz assim: “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender.” (Sol de Primavera). Sabemos, mas nem sempre realizamos, ou não realizamos adequadamente pela falta de atenção para com os problemas de base.

 

Na vida do indivíduo, problemas de ordem financeira ou ocupacional, como as limitações e aqueles ligados à falta de habilidades, são problemas de base. Sem a solução prévia deles, projetos maiores são impossibilitados de se realizarem. Faltam recursos ou as competências mínimas para que as coisas aconteçam satisfatoriamente. Além disso, não se pode deixar de considerar os fatores circunstanciais, favoráveis ou não, tanto como não se pode desconsiderar os antecedentes históricos. Um projeto deve levar em conta essas questões para que tenha possibilidades de sucesso.

 

- No campo das ações coletivas, as coisas correm mais ou menos pelas mesmas trilhas. Algumas perguntas de base: Existem recursos humanos qualificados? E os recursos econômicos e financeiros? As circunstâncias e o momento favorecem a iniciativa? Quais são as demandas sociais para o caso em questão? O projeto é coletivo ou tem caráter pessoal? Quem, como e quando se concretizará o projeto? Qual o público alvo? Qual a linguagem e recursos a serem utilizados? Como as decisões serão tomadas? Como lidar com os imponderáveis do dia a dia? O que se pretende com tal ou qual projeto? O projeto é realmente útil para a coletividade ou beneficia apenas pessoas ou segmentos sociais?

 

Muitas outras questões pertinentes poderiam ser relacionadas ainda, mas essas são suficientes para desestimular os entusiasmos momentâneos e evitar frustrações por falta de reflexão e planejamento. Boa vontade apenas não basta. Numa sociedade complexa, marcada pelo excesso de tudo, como a atual, mesmo com análises de conjuntura bastante detalhadas os erros são comuns e os fracassos freqüentes, mesmo com os melhores projetos e intenções

publicado por animalsapiens às 10:52
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Outubro 2011
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