Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

28
Ago 11

Eros... Amor e erotismo.
       
                                                           *Geylson Kaio
       
                                                                  
       
        O que será que será...Que dá dentro da gente e que não
        devia...Que desacata a gente, que é revelia...Que é feito uma
        aguardente que não sacia...Que é feito estar doente de uma
        folia...Que nem dez mandamentos vão conciliar...Nem todos os
        ungüentos vão aliviar...Nem todos os quebrantos, toda
        alquimia...Que nem todos os santos, será que será...O que não
        tem descanso, nem nunca terá...O que não tem cansaço, nem nunca
        terá...O que não tem limite(...) Chico Buarque.
       
                                                                       
       
                                                                       
       
                    Eros, um deus do amor na mitologia grega, representa
        a paixão, o desejo. Filho de Afrodite e Ares, Eros é o símbolo
        dos apaixonados. Um inofensivo cupido, que esconde em sua flecha
        o poder da fantasia, do desejo, do erotismo.
       
        Platão, grande filósofo grego, com seu amor sem toque, sem
        atração física, apenas contemplando o objeto de seu amor como
        numa relação ideal, funda o amor platônico. Um amor firmado na
        beleza do caráter e das qualidades pessoais. Mas também pode ser
        entendido como um amor contido, não revelado, escondido.
       
        Já Eros, diferentemente de Platão, transforma-se no amor
        erótico. Ambos são amores, um enclausurado na mente, outro
        liberto pelas emoções. Um satisfeito com o pensamento, outro
        realizado no calor dos corpos em movimentação.
       
        O desejo sexual é esse impulso da mente, do corpo, da alma, em
        busca da satisfação e do prazer. É o grande corcel negro que
        almeja correr livre entre as paisagens mais belas. O desejo
        sexual se alimenta basicamente de duas fontes: uma interna,
        outra externa. A fonte interna dos desejos são as fantasias, as
        vivências, a personalidade e o próprio amor. A outra fonte é a
        linguagem corporal, a cultura, as sensações como o cheiro, o
        calor, o odor, o olhar, a música. 
       
        O amor une e reuni todos num laço. O amor é o sentimento da
        excelência, difícil de defini-lo, escapando-se dentre os dedos
        da mão, mas é o fundamento, a forma e a cor em si mesmo.
       
        O Psicólogo e Sexólogo Fabiano Di Girolamo, argumenta que o
        erotismo está presente em diversas civilizações antigas, como a
        Grega e a Romana, e que homens e mulheres representam o erotismo
        de maneira diferenciada.
       
        Para o homem, o erotismo ganha ênfase visual no corpo feminino,
        sendo atraído pela sua nudez. Ele tenta livrar-se de tudo o que
        possa causar obstáculo ao seu desejo, sonha com a satisfação
        imediata, sem necessidade de trabalho e com vigor irresistível.
       
        Para a mulher, a ênfase está na fantasia e no contato com a
        pele, zona de maior erotismo feminino. Ela pede romance,
        enamoramento, descoberta, encanto, mistério.
       
        Enquanto a pornografia se constitui como um acessório explícito
        do desejo erótico, mas dispensável, o erotismo se define como
        uma das forças viscerais da psique que pressupõe uma arte
        erótica, de Eros, do amor, fazendo parte da estética. A erótica
        faz parte do mundo sexual simbólico, estético e artístico do ser
        humano, criando e recriando o belo pela própria arte de amar.
       
        Reconhecemos na estrofe de Chico Buarque acima citada, a
        representação artística da dimensão do desejo que a gente sente,
        mas não devia... Que desacata a gente, que é revelia... E que é
        como um aguardente que não sacia, manifestando a força da
        energia libidinal que possuímos, onde sua  expressão se dá no
        próprio exercício da sexualidade humana... O que não tem
        cansaço, nem nunca terá.
       
                                       
       
         
       
        * Geylson Kaio é Psicólogo Clínico, Pós Graduando MBA – Gestão
        de Recursos Humanos, Espírita e Vice-presidente da ASSEPE –
        Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa/PB
       
        Forte abraço a todos.
       
                  Geylson Kaio
       
           João Pessoa/Paraíba
        www.kaiopsi.blogspot.com

publicado por animalsapiens às 11:48

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