Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

31
Jan 13

Atualizado em  31 de janeiro, 2013 - 07:57 (Brasília) 09:57 GMT
publicado por animalsapiens às 09:59

29
Jan 13

Nenhum ser humano que ainda se mantém realmente humano, deixa de se sensibilizar com o acontecido e de solidarizar com os envolvidos. Mas, é preciso ser realista. Este não é o primeiro e nem será o último evento trágico envolvendo jovens ou pessoas de outras faixas etárias. Não existe preocupação real por parte de prefeitos e demais agentes públicos na fiscalização e coerção legal, se necessário, para o cumprimento das normas de segurança e ambientais, sob pena de punições, o que é difícil no país das impunidades.

 

Não é segredo que eventos de pequeno, médio ou grande porte são, também, fontes de renda para campanhas políticas e, por isso, os Alvarás saem com certa facilidade, mesmo que o Corpo de Bombeiros alerte para os perigos potenciais. Quantos eventos trágicos serão necessários para que se revalorize a vida humana? Quantas mortes ainda serão necessárias para que a própria sociedade civil não se iluda com promessas momentâneas, feitas sob a pressão da mídia internacional, quando os olhos do mundo se voltam para nós?

 

Com o tempo e novos acontecimentos, esse também poderá facilmente cair no esquecimento intencional, como ocorreu com as vítimas do voo da TAM, ou dos mortos nos desabamentos na região serrana do Rio de Janeiro. Por fim, tudo termina em estatísticas e num jogo de empurra, quando - mais que nunca - o cidadão sente que o último baluarte das garantias constitucionais, o Poder Judiciário, se enrola em mil burocracias enquanto vivos e mortos aguardam soluções para suas causas reais.

publicado por animalsapiens às 20:33

28
Jan 13

O que aconteceu na boate em Santa Maria é mais uma tragédia dentre muitas que estão acontecendo aí pelo mundo. Porém, quando o fogo queima mais perto chama mais a atenção. No Mali acontece a guerra, tem gente morrendo de fome no chamado 'chifre da África', a guerra civil na Síria parece não ter fim, a violência espalhada pelos angloamericanos parece que também não. Afinal, é importante (para quem?) que o capitalismo sobreviva aos seres humanos!

 

Os jovens que morreram em Santa Maria/RS, causaram comoção nacional e internacional, 'especialistas' se pronunciaram, políticos acorrem para ver até onde podem extrair dividendos que renderão, quem sabe, votos nas próximas eleições e, com certeza, ainda nas próximas semanas teremos agum deles entrando com um projeto de lei para, com uma 'penada', resolver o 'problema' dos megaeventos, dos shows que acontecem por esse país afora, sem conhecimento ou consentimento de país ou responsáveis, de governantes mais interessados no dinheiro para as próximas eleições... e por aí vamos, vendo esses jovens entrarem para a frieza das estatísticas. Alguém se lembra dos 199 mortos na explosão do avião da TAM ? Alguma solução até hoje?

 

A mídia, agradecida, vai explorar até a exaustão essa tragédia. 'N' convidados serão entrevistados, e programas especiais serão produzidos para a catarse coletiva, e para tudo continuar na mesma.

 

Num país com essa educação de má qualidade, poucas opções culturais e de entretenimento que valham a pena e que também sejam acessíveis, os bares e boates vão continuar se enchendo de gente para beber e dançar e esquecer os problemas da vida,... e que são muitos.

publicado por animalsapiens às 10:41

24
Jan 13

Na verdade, pra quem saber ler, um pingo é pingo! Mas, vamos ao que interessa. O fato da presidente Dilma anunciar, sorridente, a redução de 18% na tarifa das contas de energia elétrica para pessoas físicas, e de até 32% para CNPJs indica que a crise chegou mesmo ao Brasil, com a inflação se insinuando nos preços e os setores produtivos em desaceleração, além de que os brasileiros estão descobrindo, finalmente, que não têm dinheiro, ... têm crédito!!!

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 09:50

19
Jan 13

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que veio substituir o antigo Código de Menores, e seu corolário: os Conselhos Tutelares, que seriam órgãos de apoio ao Judiciário, já atingiram sua maioridade e o que vemos é um resultado medíocre, para dizer o mínimo. No começo da era neoliberal no Brasil, a partir do governo Collor, entramos numa histeria coletiva em que muitos proclamavam o 'fim da história', a 'vitória final do capitalismo', as 'benesses da globalização' (que foi chamada de globalitarismo pelo saudoso professor Milton Santos), a 'inutilidade do Estado' que 'não dá lucro' (a função do Estado é prestar serviços que não interessam aos setores privados ou que são estratégicos e ligados à segurança da nação, e não 'dar lucros' !). Daí as muitas medidas para que as áreas remanescentes, geridas pelo Estado, fossem ocupadas pelo setor privado: de rodovias a hospitais, de escolas a telecomuncações, e mais recentemente os presídios também já são vistos como 'prestação de serviço', isto é, um bom negócio.

 

Hora de rever se essas medidas atendem às necessidades da população, visando o bem-estar coletivo, ou se atendem às corporações e megaempresas que pretendem dar sobrevida ao deus mercado, entrando por todos os pontos vulneráveis na sociedade civil, usando as fragilidades (ou complacência) das leis e dos governos.

 

No caso específico do ECA/Conselhos Tutelares, o Estado reduziu ou eliminou o poder patermaterno, transferiu-o a um órgão em geral insuficiente, desaparelhado e que, por vezes, age com se fosse órgão policial e não um 'órgão de apoio ao Judiciário'. A hierarquia do poder familiar viu-se invertida e hoje, tanto em escolas quanto dentro de casa, são os jovens que ditam as normas, ameaçam, coagem, chantageam, usando o que os próprios policiais ouvem: 'eu te denuncio !". A democracia não dispensa a autoridade.

 

Toda e qualquer medida possui um conteúdo manifesto (o que se deseja, objetivamente) e um conteúdo latente (imprevisto e, em geral, indesejável ou inesperado. Uma espécie de efeito colateral). São muitos os efeitos colaterais tanto do ECA quanto dos CTs; suficientes para uma completa revisão do modelo após a investidura de sua maioridade, e quem sabe, devolvendo a quem de direito (pais e responsáveis) o dever e o poder de conduzir e formar caracteres, não de forma impessoalizada, estatizada, mas com o afeto e a atenção que crianças e jovens necessitam. Vigiar e punir tem sido a lógica predominante no Brasil, e já passou da hora de se mudar isso.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 10:08

16
Jan 13

A resposta, aparentemente óbvia, para a pergunta do post seria: para representar a vontade popular nos parlamentos municipais, estaduais e federal. Mas será que é isso que acontece de fato? Com certeza, não! Os políticos representam interesses pessoais, de grupos, de igrejas, de corporações etc. O fato é que não há mais sobre o que legislar. Difícil é fazer acontecer o que já está legislado e o que eles produzem na forma de leis que tentam, inclusive, mudar comportamentos, costumes, tradições com uma ou outra 'penada'.

 

Parece que os tempos da democracia representativa acabaram, e chegou a hora da democracia direta, uma possibilidade real para que o cidadão se manifeste, online e em tempo real, sobre o que se discute sobre o presente e o futuro do país. Claro que isso não interessa a quem está lá. Afinal, não significa apenas perda de poder e controle sobre a população, sobre os rumos da história, mas principalmente dos privilégios e prerrogativas autoconcedidas.

 

Mas, é hora de mudanças profundas, para viabilizar uma sociedade melhor, menos sádica, hipócrita e cínica.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 09:10

14
Jan 13

As chuvas chegaram, aparentemente! Nossas cidades, cuja maioria vem dos tempos coloniais cresceram a esmo, sem planejamento, e mesmo Belo Horizonte, uma cidade planejada, tem tido sérios próblemas com as chuvas, mesmo que não sejam tão torrenciais assim. A era do concreto e do asfalto cobra o seu preço, e a falta de planejamento também. Completa o problema a falta de conhecimento ou o desinteresse pelas questões do meio ambiente: recolher e remover adequadamente o lixo urbano, manter as galerias pluviais livres para  a estação das chuvas e as pessoas se prepararem, e prepararem suas casas para a 'novela' anual da subida das águas.

 

Há os que reclamam da falta de chuvas, e que depois reclamam da chegada das chuvas. Sem elas não temos colheitas, e com elas temos problemas de escoamento principalmente nas grandes cidades. O ser humano normalmente é assim. Ao invés de encarar a realidade e ajustar-se à força da natureza, e pressionar os governantes para melhorarem as condições das cidades para essa época, contentam-se em fazer coro com os descontentes.

 

Mas, as chuvas aparentemente chegaram, e a crise climática também. Tudo torna-se imprevisível e a meteorologia se torna uma espécie de astrologia do clima. Vamos ver como tudo isso termina ...

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 09:29

08
Jan 13

A violência urbana no Brasil cresce espantosamente, sendo tratada com brutalidade e truculência pelos governantes, como se não houvessem causas conhecidas por trás de tudo isso. A primeira é que os pobres não são mais dóceis como no passado, como já afirmou o professor Renato Janine Ribeiro em entrevista não muito recente. Outras causas são as enormes desigualdades (ainda), os preconceitos disfarçados ou não, a cisão agora clara entre sociedade civil e sociedade política, sendo que os primeiros formariam uma categoria de cidadãos de segunda classe, aos quais caberia o esforço produtivo, apropriado pela segunda.

 

O aparecimento de grupos criminosos organizados, tanto os de colarinho branco como os 'pés-de-chinelo', já demonstram o que vem se formando no Brasil desde sua origem, com alguns eventos marcantes que vão da militarização do poder político, com consequências desastrosas como a guerra de Canudos, do Contestado e de outros movimentos de resistência civil, até o massacre do Carandiru e da Candelária. Estes últimos sendo os que inauguram a nova fase de violência generalizada que nos atormenta o cotidiano e cada vez mais se naturaliza.

 

Para complicar mais as coisas, governantes optam pelo 'desenvolvimentismo' como forma de manter braços e mentes ocupados com o fazer do país um parque de obras, sem a atenção devida com a educação, saúde, segurança pública que priorize a segurança do cidadão, transporte público decente, arte e cultura de qualidade acessíveis etc. Será que está começando uma 'primavera brasileira', imprevisivel quanto aos resultados? E vem a Copa por aí !

 

- por Paulo Santos

 

publicado por animalsapiens às 09:45

05
Jan 13

Apesar da quantidade de más notícias, de desastres de todos os tipos, dos problemas de natureza pessoal ou coletiva etc., o ser humano segue preso a duas coisas: às esperanças, mesmo que frustradas sistematicamente, e aos desafios, mesmo aqueles que põem sua própria vida em risco. Talvez esteja aí a mágica da sobrevivência da espécie. Nossa insistência em sobreviver !

 

Contudo, a conjuntura mundial demanda profunda reflexão, pois pode estar além dos sentimentos individuais e a esperar por acões conjuntas, coletivas, de modo a mudar a rota antes que algum desastre de grandes proporções ponha a vida no planeta em risco real. Seria um trabalho da minoria consciente de sempre, já que a cegueira dos seguidores do deus dinheiro/mercado permanece, e eles continuarão delirando e acreditando que o caminho é esse, e que 'austeridade' e cortes com gastos sociais solucionarão o impasse civilizatório em que nos metemos, ou nos meteram.

 

- por Paulo Santos

publicado por animalsapiens às 08:20

04
Jan 13
publicado por animalsapiens às 15:15

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