Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

30
Ago 12

O episódio conhecido com 'mensalão', em julgamento pelo instância máxima do Judiciário brasileiro, aponta várias coisas que não são devidamente evidenciadas. Uma delas são os muitos anos decorridos desde o suposto episódio; outra, o caráter possivelmente mais político que técnico do julgamento; os muitos interesses e interessados nisso; a necessidade de 'bodes expiatórios' ao lado dos verdadeiros culpados para possibilitar a exploração política em momento eleitoral, com grave crise de representatividade e de credibilidade em andamento.

 

São alguns aspectos dentre muitos outros. O que vem a seguir, depois de concluído o processo, é uma verdadeira caixa de Pandora. Mas, mantém a política brasileira desacreditada sob o olhar desinteressado do cidadão e eleitor comum, para quem tudo isso se resume a uma crise de interesses entre os 'grandes', e onde o povo não aparece como protagonista, ator ou interessado; é apenas expectador passivo, como se o caso não lhe dissesse respeito.

 

publicado por animalsapiens às 12:55

28
Ago 12

1 - Não se iluda com a aparência ou performance do candidato. Política não é espetáculo !

2 - Seu voto pode criar as possibilidades para um oportunista ou corrupto assumir o poder em seu nome; não venda seu voto e não se venda !

3 - Desconfie de candidatos que prometem coisas sem dizer de onde, como e quando os recursos virão. Dinheiro não aparece do nada !

4 - Lembre-se que a Política faz parte da vida humana e omitir-se é um ato politico !

5 - A política partidária é uma forma de escolher pessoas que podem - ou não ! - representá-lo na hora das decisões sobre para onde vai o dinheiro dos impostos.

6 - Cuidado com os oportunistas e espertalhões. Nunca estão lá por competência ou mérito !

7 - Não se iluda ! Política de bastidores (acordos, conchavos, maracutaias, tretas, manipulações) existe sim !

8 - Não decida emocionalmente. Pense bem em quem vai depositar confiança por quatro anos ! Será que o candidato é bom só por ser parente ou amigo?

9 - Não pense que dizer: Detesto política ! vai mudar alguma coisa para melhor. Lembre-se que você também pode precisar dos serviços de saúde ou de uma vaga em escola pública para seu filho !

10 - Se você não quiser participar das decisões políticas - a começar pelo voto consciente -, saiba que outros o farão, e que o poder de decidir pode cair nas mãos dos piores. Então, não reclame depois dizendo que 'político é tudo igual'; não são !

 

- por Paulo S.

publicado por animalsapiens às 20:16

Os pequenos ganhos da população, os ajustes e escassas melhorias no sistema eleitoral brasileiro, de forma alguma garantem que as eleições deste ano abrem espaços para os novos candidatos. O sistema, em seu conjunto funcional, ainda privilegia as velhas oligarquias, as raposas da política, os candidatos bem municiados com dinheiro privado e público, sem contar as promessas que não serão cumpridas e a tendência à velha política vitalícia e hereditária. Sem uma profunda reforma do sistema, não adianta fiscalizar a campanha em si, ou tentar punir os violadores das leis eleitorais a posteriori. Hora de mudar !!

publicado por animalsapiens às 11:54

26
Ago 12
publicado por animalsapiens às 14:17

Novo post em blog do ozaí

Palavras para pensar!

by Antonio Ozaí da Silva

Estive a rever as minhas anotações de leituras e decidi selecionar algumas palavras que, a meu ver, permanecem atuais e talvez instiguem a reflexão:

“... o longo hábito de não pensar que uma coisa seja errada lhe dá o aspecto superficial de ser certa, e ergue de início um temível brado em defesa do costume. Mas o tumulto não tarda em arrefecer. O tempo cria mais convertidos do que a razão” (Thomas Paine). [1]

“A persuasão e a violência podem destruir a verdade, não substituí-la” (Hannah Arendt) [2]

“O culto da juventude é pueril: os adultos que o praticam não estão ajudando os jovens a amadurecer e contribuem para que mergulhem na sua infelicidade. “Qui n’a pás l’ esprit de son âge, de son âge a tout le malheur”. “Quem não possui o espírito da sua idade, tem dela toda a desdita” (Raymond Aron). [3]

“O patriotismo é, na vida política, o que a fé é na religião; está para os sentimentos domésticos e a saudade da pátria como a fé para o fanatismo e a superstição” (Lord Acton). [4]

“O prazer do texto não tem preferência por ideologia” (Roland Barthes). [5]

“Como, porém, aprender a discutir e a debater numa escola que não nos habitua a discutir, porque impõe? Ditamos idéias. Não trocamos idéias. Discursamos aulas. Não debatemos ou discutimos temas. Trabalhamos sobre o educando. Não trabalhamos com ele. Impomos-lhe uma ordem a que ele não se ajusta concordante ou discordante, mas se acomoda. Não lhe ensinamos a pensar, porque recebendo as fórmulas que lhe damos, simplesmente as guarda. Não as incorpora, porque a incorporação é o resultado da busca de algo, que exige, de quem o tenta, esforço de realização e procura, exige reinvenção” (Paulo Freire). [6]

“Essa ilusão de verdade, que se chama impressão de realidade, foi provavelmente a base do grande sucesso do cinema. O cinema dá a impressão de que é a própria vida que vemos na tela...” (Jean-Claude Bernadet) [7]

“A primeira tarefa dos intelectuais deveria ser a de impedir que o monopólio da força torne-se também o monopólio da verdade” (Norberto Bobbio). [8]

“Seria preciso, acreditam certos críticos, uma forma impassível, fria e impessoal; para tais gentes, todo o argumento perde o caráter científico sem esse verniz de impassibilidade; em compensação, bastaria afetar imparcialidade, para ter direito a ser proclamado – rigorosamente científico. Pobres almas!... Como seria fácil impingir teorias e conclusões sociológicas, destemperando a linguagem e moldando a forma à hipócrita imparcialidade, exigida pelos críticos de curta vista!... Não; prefiro dizer o que penso, com a paixão que o assunto me inspira; paixão nem sempre é cegueira, nem impede o rigor da lógica” (Manoel Bonfim). [9]

“É preciso reconhecer que muitas de nossas lembranças, ou de nossas idéias, não são originais: foram inspiradas nas conversas com os outros. Com o correr do tempo, elas passam a ter uma história dentro da gente, acompanham a nossa vida e são enriquecidas por experiências e embates” (Ecléa Bosi). [10]

“Olhar tem a vantagem de ser móvel, o que não é o caso, por exemplo, de ponto de vista. O olhar é ora abrangente, ora incisivo. O olhar é ora cognitivo e, no limite, definidor, ora é emotivo ou passional. O olho que perscruta e quer saber objetivamente das coisas pode ser também o olho que ri ou chora, ama ou detesta, admira ou despreza. Quem diz olhar diz, implicitamente, tanto inteligência quanto sentimento” (Alfredo Bosi) [11]

“...em sociedades como a nossa, a universidade prepara quadros de “funcionários da ideologia” dispostos a produzir os discursos condizentes com os interesses dos grupos detentores de poder” (Sergio Miceli) [12]

“Os jornalistas observam freqüentemente com muita satisfação que os universitários precipitam-se para a mídia, solicitando uma análise crítica, mendigando um convite, protestando contra o esquecimento a que são relegados e, ao ouvir seus testemunhos bastante terrificantes, somos levados a duvidar de fato da autonomia subjetiva dos escritores, artistas e dos cientistas” (Pierre Bourdieu) [13]

“A linguagem de autoridade governa sob a condição de contar com a colaboração daqueles a quem governa, ou seja, graças à assistência dos mecanismos sociais capazes de produzir tal cumplicidade, fundada por sua vez no desconhecimento, que constitui o princípio de toda e qualquer autoridade” (Pierre Bourdieu) [14]

“O sacerdócio teórico vive do erro teórico, que lhe cabe identificar, denunciar, exorcizar: a “tentação”, o “desvio” ou a “recaída” estão em todo lugar e até mesmo em seu próprio discurso...” (Pierre Bourdieu) [15]

“O emprego seguro que os professores fazem do idioma universitário não é mais casual que a tolerância dos alunos à obscuridade semântica. As condições que tornam o mal-entendido lingüístico possível e tolerável estão inscritas na própria instituição: não só as palavras mal conhecidas ou desconhecidas aparecem sempre em configurações estereotipadas capazes de alcançar o sentimento do já entendido, como a linguagem do magistério possui a consciência completa da situação onde se realiza a relação de comunicação pedagógica, com seu espaço social, seu ritual, seus ritmos temporais, em suma todo o sistema de coerções visíveis ou invisíveis que constituem a ação pedagógica como ação de imposição ou de inculcação de uma cultura legítima” (Pierre Bourdieu & Jean Claude Passeron) [16]

Por ora, paremos por aqui! E você, caro(a) leitor(a), quais palavras acrescenta a estas reflexões?! Qual é a sua reflexão sobre as citações aqui selecionadas?


[1] PAINE, Thomas. Senso Comum e outros escritos políticos. São Paulo: IBRASA, 1964, p. 4. (Clássicos da Democracia)

[2] ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo, Editora Perspectiva, 2001, p. 320.

[3] ARON, Raymond. Estudos Políticos. Brasília: UnB, 1985, p. 295-296.

[4] ACTON, Lord. Nacionalidade. In: BALAKRISHNAN, Gopal. (Org.) Um mapa da questão nacional. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 38.

[5] BARTHES, Roland. O prazer do texto. São Paulo: Editora Perspectiva, 2004, p. 40.

[6] Citado in BEISIEGEL, Celso de Rui. Política e educação popular: a teoria e a prática de Paulo Freire no Brasil. São Paulo, Ática, 1982, p. 100.

[7] BERNADET, Jean-Claude. O que é Cinema. São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 12.

[8] BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. São Paulo, Editora UNESP, 1997, p. 81.

[9] BONFIM, Manuel. A América Latina. In: SANTIAGO, Silviano. (Org. ) Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2000, p. 631.

[10] BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1994, p. 407.

[11] BOSI, Alfredo. Machado de Assis. O enigma do olhar. São Paulo: Ática, 2000, p.10.

[12] In BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo, Editora Perspectiva, 1974, p. LV.

[13] BOURDIEU, Pierre. Sobre a Televisão. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 1997, p. 87.

[14] BOURDIEU, Pierre. A Economia das Trocas Lingüísticas: O que falar quer dizer. São Paulo, Edusp, 1998, p. 91.

[15] Idem, p. 164.

[16] BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean Claude. A Reprodução – Elementos para uma teoria do sistema de ensino. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982, p. 121.

 

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publicado por animalsapiens às 12:42

25
Ago 12
publicado por animalsapiens às 12:30

24
Ago 12

E como ensina a sabedoria popular: "A vida perdoa os simples, mas não os ingênuos."

publicado por animalsapiens às 12:26

22
Ago 12

Assim como na guerra, na política também ocorrem vítimas. A primeira vítima da má política - essa que é predominante -, assim como na guerra, é a verdade. Cada contendor, adversário, candidato etc., tem visões próprias sobre vários assuntos; interesses próprios e daqueles que ele representa, mesmo ao dizer que pretende representar a todos da comunidade, o que não é tarefa fácil para alguém que se apresenta para realizar projetos por período de quatro anos, insuficientes para a tramitação de coisas duradouras e essenciais pelos tortuosos caminhos da burocracia, da negociação política, da persuasão dos adversários nas votações em plenário, na habilidade de fazer a política partidária funcionar, dentro de seus três princípios básicos: pressionar, negociar e conciliar, sem abrir mão da transparência e da honestidade.

 

A verdade é que as regras do jogo político-partidário válidas atualmente no Brasil, favorecem alguns e prejudicam outros. Não existe um ponto de partida igual para todos os candidatos e para as sempre minoritárias candidatas. Partidos têm dono ? Na prática, sim. Os financiadores e apoiadores de campanha esperam retorno por parte do 'cacique' do partido político que apoia. É uma barganha, pois há muitos interesses em jogo. Não existe política partidária isenta e nem poderia existir, já que cada grupo, em tese, representa uma parcela da sociedade, por trás do discurso que apresenta intenções de contemplar a todos. Política partidária na democracia representativa, se faz por segmentos e parcelas, grupos de pressão e interesses. Fora disso, o que há é pura ingenuidade.

 

Outras vítimas são a credibilidade da política como forma de equacionar interesses divergentes e, consequentemente, da representatividade: o descrédito dos políticos. O estrago é, em geral, causado pelos contínuos escândalos, o baixo nível ético e intelectual dos parlamentares, o oportunismo e o carreirismo, desejos de domínio e poder, os espertalhões de plantão, a falta de cumprimento dos compromissos de campanha, e nossa tradição de política vitalícia e hereditária. São golpes contra a democracia. São confusões que se criam entre as fronteiras sobre o público e o privado.

 

publicado por animalsapiens às 11:52

20
Ago 12

 

O "11 de Setembro" é todo dia nos países invadidos pelos EUA.
 
publicado por animalsapiens às 11:44

19
Ago 12

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Entenda o que é Geração Baby Boom, X, Y e Z

Postado por
Muitas vezes ouvimos falar sobre geração x, y e z, esses termos geralmente são utilizados em sociologia, marketing e também em dados estatísticos para se definir e delimitar o comportamento de uma determinada população. Mas o que vem a ser isso? Vou explicar de uma forma bem resumida:
Geração Baby Boom: São as pessoas nascidas no período pós-Segunda Guerra Mundial, ou seja entre 1946 a 1964. 
Sociólogos e antropológos explicam que após a II Guerra Mundial, houve uma crescimento elevado no nascimento de bebês, alguns dizem que assim como os animais na natureza, o homem se sentiu ameaçado na guerra e de maneira instintiva resolveram perpertuar sua espécie. 
Foi a geração do otimismo, pois foi o período econômico muito bom para história da humanidade, os países se reerguiam e o Estados Unidos fortalecido se tornava uma grande potência influencia o estilo de vida do regime capitalista.
Geração X: São aqueles nascidos entre 1965 e 1978, o termo foi criado por Jane Deverson e o jornalista Charles Hamblet que estudavam a juventude britânica, segundo os estudos, os jovens eram ateus, acreditavam no amor livre, odiavam os pais e a Rainha Elizabeth II. O X vem X-rated ou seja de exclusão, não eram aceitos pela sociedade, eram segregados.
Foi a geração que criou a contracultura, faziam de tudo para viver o oposto da geração anterior como forma de protesto. Graças a Geração X, os jovens conseguiram uma fatia grande no mercado, pois na Geração Baby Boom, tudo era feito para ser familiar. Foi também essa geração que experimentou os avanços na ciência e da indústria química. 
Geraçao Y: São os nascidos entre 1979 e 1990, conhecidos também como a geração do Milênio e geração Internet. Essa geração pegou a fase da transição analógica para digital, geralmente tem muita facilidade de trabalhar com a tecnologia do que os nascidos na geração anterior. É uma geração mimada, pois pegou a fase que as mulheres entraram no mercado de trabalho e para compensar a ausência, os pais enchem os filhos com presentes. O pessoal da Geração Y desde cedo é acostumada a cumprir multitarefas ou seja, fazem curso de informática, estudam inglês, praticam algum esporte e ainda tentam aprender a tocar algum instrumento musical, encaixando tudo isso em agendas.

Geração Z: São os nascidos de 1991 até os dias de hoje, é a geração 100% digital. É a geração que vive conectada na Internet e interage com os amigos através de redes sociais, messenger, torpedos de celular e e-mail. Como cresceram num mundo de tecnologia e cheio de informação, já encontraram tudo "mastigado", as gerações anteriores conquistaram tudo que se tem hoje e por isso não se interessam por nada, e vivem zapeando entre canais da TV, Internet, Video Game e mp3 player.

http://designinnova.blogspot.com.br/2011/05/entenda-o-que-e-geracao-baby-boom-x-y-e.html

publicado por animalsapiens às 12:55

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