Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

31
Out 11

Ditos (23)

Vigésimo terceiro dito.
Quanto mais forte é a universalização da vida e da história pela internet, pelo celular e pelos aviões, mais intensa é a procura, a reprocura ou o fabrico da identidade local, dos nichos pequenos, dos espaços familiares, dos pequenos grupos; quanto mais longe vamos, mais perto queremos estar; quanto mais planetários, mais aldeãos.
(continua)


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30
Out 11

Por uma infância sem racismo

Escola da Zona Norte de São Paulo é pichada com a frase “vamos cuidar do futuro das nossas crianças brancas”, acompanhada pela suástica. Por que isso ainda acontece?

No último dia 20 de outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou em São Paulo a campanha contra o racismo: “Por uma infância sem racismo”. A cerimônia aconteceu no CEU Jambeiro, em Guaianases, na Zona Leste da cidade. A iniciativa tem como objetivo fazer um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e sobre a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.

O lançamento está sendo acompanhado por ampla campanha publicitária nos meios de comunicação e espaços públicos. Os ônibus da capital paulista, por exemplo, ostentam cartazes que buscam sensibilizar a população acerca do impacto da discriminação na fase inicial da vida — e o quanto isso pode estar presente em todos setores da sociedade. “Não classifique o outro pela cor da pele. O essencial você ainda não viu”, diz o material. A Unicef também disponibilizou na internet, para download gratuito, uma cartilha para explicar os malefícios do racismo para as crianças e a importância de combatê-lo.

Ao mesmo tempo em que a campanha ganha corpo na cidade, porém, alguns episódios pretendem conduzir a sociedade no caminho contrário. No dia 16 de outubro, o muro da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Guia Lopes, localizada na Freguesia do Ó, Zona Norte de São Paulo, teve seu muro pichado com a seguinte frase: “vamos cuidar do futuro das nossas crianças brancas”. A frase, escrita nas cores preta e vermelha, foram acompanhadas pela suástica, substituindo as aspas, objetivando intimidar a escola para não avançar nas intervenções pedagógicas que vem realizando em prol da valorização da diversidade étnica e racial.

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29
Out 11

Globalização da dissidência, da "Primavera Árabe" à ocupação em Wall Street

Com o título em epígrafe, um texto de Amy Goodman, aqui. Para traduzir, aqui.


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28
Out 11

Por: Paulo R. Santos

 

A expressão “problemas de base” é bastante conhecida, porém deixemos claro em que contexto a utilizamos aqui. Trata-se daquelas questões que são deixadas de lado, geralmente não de modo intencional, mas inadvertidamente porque aparentemente não têm relevância para a solução de um assunto ou situação a ser tratada ou resolvida.

 

A sabedoria popular diz que quem não aprende com a história repete a lição. E as lições têm sido repetidas inúmeras vezes. Tantas vezes que nos faz lembrar um verso interessante de uma música do compositor Beto Guedes, que diz assim: “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender.” (Sol de Primavera). Sabemos, mas nem sempre realizamos, ou não realizamos adequadamente pela falta de atenção para com os problemas de base.

 

Na vida do indivíduo, problemas de ordem financeira ou ocupacional, como as limitações e aqueles ligados à falta de habilidades, são problemas de base. Sem a solução prévia deles, projetos maiores são impossibilitados de se realizarem. Faltam recursos ou as competências mínimas para que as coisas aconteçam satisfatoriamente. Além disso, não se pode deixar de considerar os fatores circunstanciais, favoráveis ou não, tanto como não se pode desconsiderar os antecedentes históricos. Um projeto deve levar em conta essas questões para que tenha possibilidades de sucesso.

 

- No campo das ações coletivas, as coisas correm mais ou menos pelas mesmas trilhas. Algumas perguntas de base: Existem recursos humanos qualificados? E os recursos econômicos e financeiros? As circunstâncias e o momento favorecem a iniciativa? Quais são as demandas sociais para o caso em questão? O projeto é coletivo ou tem caráter pessoal? Quem, como e quando se concretizará o projeto? Qual o público alvo? Qual a linguagem e recursos a serem utilizados? Como as decisões serão tomadas? Como lidar com os imponderáveis do dia a dia? O que se pretende com tal ou qual projeto? O projeto é realmente útil para a coletividade ou beneficia apenas pessoas ou segmentos sociais?

 

Muitas outras questões pertinentes poderiam ser relacionadas ainda, mas essas são suficientes para desestimular os entusiasmos momentâneos e evitar frustrações por falta de reflexão e planejamento. Boa vontade apenas não basta. Numa sociedade complexa, marcada pelo excesso de tudo, como a atual, mesmo com análises de conjuntura bastante detalhadas os erros são comuns e os fracassos freqüentes, mesmo com os melhores projetos e intenções

publicado por animalsapiens às 10:52
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27
Out 11

O “apagão educacional” no Brasil.

 

Ontem, 18/02/08, o senador Cristovan Buarque assumiu a tribuna do Senado Federal e fez críticas e autocríticas sobre a precariedade do sistema de ensino brasileiro, disfarçada sob toneladas de números.

 

Jovens que entram, mas não permanecem nas escolas do ensino fundamental ao superior, o baixo nível de aprendizagem, analfabetismo funcional, precariedade de muitas instituições, recursos didáticos escassos, alunos despreparados, professores desmotivados, corpo diretivo autocrático e muitas coisas mais que precisam de solução para viabilizar o futuro próximo do país.

 

Além da função política da educação, o que a coloca - sempre - sob a supervisão e controle direto das chamadas elites dominantes, temos outro fato preocupante que é uma crônica e histórica doença da qual padece o sistema educacional brasileiro: o burocratismo (ou talvez devesse ser chamada de “burocratose”).

 

O mau exemplo vem de cima. Do MEC. Um órgão federal historicamente controlado por maioria de tecnoburocratas e poucos educadores. Trabalham com estatísticas, números, diagnósticos e prognósticos quase sempre em desacordo com pesquisas realizadas por organismos internacionais, como a ONU. O fato é que, o Brasil, uma das potências econômicas do planeta, tem permanecido no fim da lista quando se trata do nível de letramento, de conhecimentos gerais e domínio do idioma.

 

A exemplo do MEC, mesmo para decisões simples, acredita-se na necessidade de criar Comissões ou fazer “n” reuniões, das quais saem poucos resultados. Dizem que Napoleão Bonaparte, quando pressionado por interesses diversos, nomeava Comissões e deixava que o assunto caísse no esquecimento ou que se resolvesse por si mesmo. O tempo, o “fazedor de sínteses”, se encarrega de dar soluções a muitas coisas.

 

A continuar assim, será difícil vencer os obstáculos ainda existentes na educação e na formação dos educadores brasileiros. A indisciplina em sala de aula, o desinteresse de muitos alunos, e mesmo certa dose de violência psicológica percebida em salas de aulas, têm suas raízes nesse mecanismo perverso que não segue o fluxo do tempo: o burocratismo.

 

Paulo R. Santos

publicado por animalsapiens às 13:54

O que é terrorismo?

Mentes doentes e não religiões produzem terrorismo. Um economista político paquistanês debate o conceito de terrorismo.

Desde 11 de Setembro de 2001, terrorismo é uma palavra que não sai dos noticiários. O conceito não era novo, mas ganhou popularidade após a catástrofe das Torres Gêmeas. Hoje, com os olhos voltados para o Oriente Médio – em virtude dos últimos acontecimentos relacionados à Primavera Árabe e à questão conflituosa entre Israel e Palestina – a mídia ocidental se mostra acostumada a relacionar o tema a esta parte do mundo (e ao Sul da Ásia)  e suas populações islâmicas.

Mas, afinal, o que define terrorismo? Em um texto de Niaz Murtaza, publicado no periódico paquistanês Dawn, o economista político da Universidade de Berkeley (Califórnia) tece importantes comentários e faz algumas perguntas, que permanecem sem respostas.

Ainda que não exista consenso na comunidade internacional sobre uma definição legal apropriada, pode-se, no entanto, afirmar que terrorismo significa, literalmente, usar o terror como estratégia. Mas, Murtaza sustenta que a definição é muito ampla para ser útil. Sustenta, ainda, a existência de sub-tipos de terrorismo, entre os quais o mais controverso seria o terrorismo político.

O economista entende que, apesar da controvérsia, o terrorismo político teria uma essência inequívoca: “deliberadamente atacar fisicamente não-combatentes ao perseguir objetivos políticos, mesmo que estes objetivos sejam justos”.

 

 

Texto integral em: www.outraspalavras.net - blog coletivo

publicado por animalsapiens às 11:11

26
Out 11

PESSOAS REALMENTE ESPECIAIS

 

                                                                                                  Paulo R. Santos

 

As celebridades, os famosos, os poderosos e ricos do momento, os frequentadores da mídia e dos holofotes não são necessariamente pessoas especiais. São conhecidas e podem até influenciar multidões. Mas isso não significa que sejam possuidoras das qualidades daquelas pessoas realmente especiais.

 

Muitas pessoas passam pelas nossas vidas, mas poucas deixam boas marcas e lembranças duradouras. A maioria das pessoas com quem nos relacionamos pertence ao mundo do trabalho (são colegas de ofício), pertence à nossa família (são vínculos consanguíneos) ou são os muitos anônimos da sociedade, além daqueles e daquelas que simplesmente cruzam nossos caminhos.

 

As pessoas realmente especiais deixam algo de bom. Deixam boas lembranças, boas conversas, ajuda e atenção nos momentos que nos foram difíceis; fizeram parte de nossa existência em momentos críticos ou não, mas não passam em branco, deixando laços de ternura e lições de afeto que perduram, vencendo o tempo e os muitos acontecimentos posteriores.

 

Já foi dito e escrito que alguém realmente está morto quando cai completamente no esquecimento. Portanto, se alguém nos vem à memória trazendo junto uma carga emocional peculiar, que nos faz reviver mentalmente momentos convividos ou a procurar revivê-los, é porque aquelas pessoas são ainda – para nós – realmente especiais.

 

Não é especial quem simplesmente dá dinheiro ou presentes, quem bajula ou faz elogios, quem seduz ou corteja com intenções de tirar proveito político, econômico, afetivo, sexual ou de qualquer outra natureza.

 

Pessoas de fato especiais são diferentes no agir e no sentir. Conduzem sem esforço. Influenciam sem forçar ninguém a nada. São, em geral, sensatas e tranquilas, o que não significa que são perfeitas … e elas sabem disso ! Possuem uma empatia natural. Compreendem as dores alheias e as respeitam.

 

Não estamos falando de estadistas ou governantes que mudam o rumo da história, de figuras políticas ou religiosas duvidosas, mas com capacidade para iludir o povo; não se trata daqueles e daquelas que pelas circunstâncias em que vivem podem ter acesso a meios de comunicação que manipulam multidões, criando essa mentalidade de rebanho que vemos por aí.

 

As pessoas realmente especiais sobre as quais tratamos aqui, estão por aí, em geral no anonimato ou são pouco conhecidas, mas sua presença é sempre marcante. São aquelas que fazem a diferença em nossas vidas, muitas vezes funcionando como referências entre o antes e o depois.

 

Pessoas realmente especiais não são esquecidas facilmente. Elas deixam marcas não apenas na memória, mas principalmente no coração e por isso são lembradas, queridas e sempre bem vindas. São elas que, sem perceber, muitas vezes mudam o rumo de nossas vidas, para melhor.

 

publicado por animalsapiens às 20:20
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LÍBIA SEM CONTEXTO

Em cena, o cadáver

Por Mauro Malin em 26/10/2011 na edição 665

O noticiário corrente sobre a Líbia ignora ou subestima uma evidência básica: os únicos integrantes do Conselho Nacional de Transição que têm alguma experiência de governo são homens que integravam – em posições de segunda linha – a máquina de governo de Kadhafi.

Eles não abandonaram o barco por convicção, que podem até reivindicar agora, mas por conveniência, para salvar a própria pele. E seus adversários dentro do CNT sabem disso muito bem.

O tipo de resistência que o novo e dividido governo vai encontrar pode ser avaliado pelo fato de que, mesmo com apoio da Otan – com milhares de ataques aéreos, mas também com treinamento de tropas locais, gerenciamento de logística, supervisão de comunicações, planejamento de combates −, a confusa e dividida oposição a Kadhafi levou sete longos meses para derrubá-lo.

Morbidez em lugar de compreensão

Enquanto a maior parte da mídia ocupa espaço com o sensacionalismo abjeto da exibição do cadáver do coronel, a complexidade da política e da sociedade líbia é negligenciada.

E também são ignoradas as ligações diretas da guerra civil na Líbia com acontecimentos e processos que ajudam a compor o momento estratégico: por exemplo, crise na Europa, retirada das tropas americanas do Iraque, virtual impossibilidade de haver intervenção armada na Síria, lenta mas constante modificação da posição pró-ocidental da Turquia, crescimento da influência iraniana em todo o arco que vai do norte da Arábia Saudita até o sul da Turquia, vitória de um partido religioso nas eleições tunisianas.

O destino de um cadáver se sobrepõe, na hierarquia do noticiário, ao destino das vidas de 6,5 milhões de líbios.  

Vitória do Comercial

Pela enésima vez, troca-se um mínimo de aprofundamento pela valorização do que é raso mas atrai a curiosidade mórbida ou epidérmica de muitos leitores.

A lição da qualidade jornalística como penhor da credibilidade e âncora de uma audiência qualificada não entra em muitas cabeças à frente das redações.

Vitória dos departamentos comerciais sobre o jornalismo. Será a turma do Comercial capaz de liderar as transformações colocadas no terreno pela emergência e expansão das mídias digitais?

 

Do Observatório da Imprensa

publicado por animalsapiens às 11:00

25
Out 11

Crise do capitalismo provoca retorno às fontes da democracia

Na Carta Maior: "Autor do livro "Democracia contra capitalismo", entre outros, o economista francês Thomas Coutrot resgata, em entrevista à Carta Maior, um fato central na emergência desta revolta globalizada: ante o esgotamento do modelo capitalista e neoliberal e o descrédito dos dirigentes políticos, os povos saem à rua e encarnam uma espécie de retorno à raiz da democracia. "A novidade está precisamente na crítica radical da representação política", defende." Aqui.
Adenda: a propósito de Ocupa Wall Street (recorde aqui e aqui), um cartun de Josetxo Ezcurra intitulado "O eixo do mal reformulado", aqui:
Adenda 2: um trabalho do The New York Times, aqui.

posted by Carlos Serra at 10/25/2011 12:30:00 AM 1 comments links to this post

 

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publicado por animalsapiens às 11:03
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24
Out 11

Los finales

alcantarilla

Imagen tomada de elpais.com

 

Ceausescu se iba en su helicóptero, Sadam Husein se ocultaba en un hueco, el tunecino Ben Alí huyó al exilio, Gadafi se fugaba en un convoy y terminó escondido en un desagüe. Los autócratas escapan, se van, no se inmolan en los palacios desde los que dictaban sus arbitrarias leyes; no mueren sentados en las sillas presidenciales con la banda de tela roja cruzándoles el pecho. Siempre tienen una puerta escondida, un pasadizo secreto por el que se escabullen cuando sienten el peligro. Por décadas construyen su búnker secreto, su “punto cero” blindado o su refugio bajo tierra, pues temen que ese mismo pueblo que los aplaude en las plazas puede ir a por ellos cuando les pierda el miedo. En las pesadillas de los dictadores, los demonios son sus súbditos, los abismos toman forma de turbas que quieren derribar sus estatuas, escupir sobre sus fotos. Estos señores despóticos sufren de un sueño ligero por estar atentos a los gritos, a los golpes contra su puerta… viven –de presagiarla– muchas veces su propia muerte.

Me hubiera gustado ver a Muamar el Gadafi frente a un tribunal, encausado por los crímenes que cometió contra su país. Creo que la muerte violenta de los sátrapas sólo les otorga un halo de martirio que no merecen. Deben quedar vivos para escuchar el testimonio público de sus víctimas, ver a sus países marchar sin el estorbo que ellos representaban y comprobar la veleidad de los oportunistas que un día los apoyaron. Deben sobrevivir para presenciar el desmontaje de la falsa historia que reescribieron, observar como las nuevas generaciones empiezan a olvidarlos y recibir sobre sí la diatriba, el escarnio, la crítica más feroz. Linchar a un déspota es salvarlo, otorgarle una puerta de salida casi gloriosa que le evita el castigo perdurable de ser juzgado ante la ley.

Continuar el ciclo de la crispación que estos tiranos han sembrado en nuestras naciones resulta extremadamente peligroso. Matarlos porque han matado, agredirlos porque nos han agredido, prolonga la violencia y nos convierte en seres como ellos. Ahora que las imágenes de un Gadafi ensangrentado y balbuceante recorren el mundo, no hay un solo totalitario que no se mire asustado en el espejo de ese final. Por estos días, las órdenes de reforzar los túneles secretos y de ampliar los planes de fuga deben rondar por más de un palacio presidencial. Pero cuidado, los dictadores tienen muchas formas de escapársenos y una de ellas es la muerte. Mejor que sobrevivan, que se queden y así comprobarán que ni la historia ni sus pueblos los absuelven jamás.

 

www.desdecuba.com/generaciony/

publicado por animalsapiens às 12:25

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