Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

31
Ago 11
publicado por animalsapiens às 12:05

publicado por animalsapiens às 11:59

30
Ago 11

Capitalismo de desastre: abutres sobre a Líbia

Com o título em epígrafe, um trabalho de Pepe Escobar, em inglês aqui, em português aqui.
Nota: para saber o que é capitalismo de desastre, confira uma postagem neste diário datada de Setembro de 2008, aqui.


Read more: http://www.oficinadesociologia.blogspot.com/#ixzz1WVY0Gquq

publicado por animalsapiens às 11:47
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29
Ago 11

DEBATE ABERTO - CARTA MAIOR

Carta às esquerdas

Livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação anti-social. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação de algumas ideias. A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Não ponho em causa que haja um futuro para as esquerdas mas o seu futuro não vai ser uma continuação linear do seu passado. Definir o que têm em comum equivale a responder à pergunta: o que é a esquerda? A esquerda é um conjunto de posições políticas que partilham o ideal de que os humanos têm todos o mesmo valor, e são o valor mais alto. Esse ideal é posto em causa sempre que há relações sociais de poder desigual, isto é, de dominação. Neste caso, alguns indivíduos ou grupos satisfazem algumas das suas necessidades, transformando outros indivíduos ou grupos em meios para os seus fins. O capitalismo não é a única fonte de dominação mas é uma fonte importante.

Os diferentes entendimentos deste ideal levaram a diferentes clivagens. As principais resultaram de respostas opostas às seguintes perguntas. Poderá o capitalismo ser reformado de modo a melhorar a sorte dos dominados, ou tal só é possível para além do capitalismo? A luta social deve ser conduzida por uma classe (a classe operária) ou por diferentes classes ou grupos sociais? Deve ser conduzida dentro das instituições democráticas ou fora delas? O Estado é, ele próprio, uma relação de dominação, ou pode ser mobilizado para combater as relações de dominação?

As respostas opostas as estas perguntas estiveram na origem de violentas clivagens. Em nome da esquerda cometeram-se atrocidades contra a esquerda; mas, no seu conjunto, as esquerdas dominaram o século XX (apesar do nazismo, do fascismo e do colonialismo) e o mundo tornou-se mais livre e mais igual graças a elas. Este curto século de todas as esquerdas terminou com a queda do Muro de Berlim. Os últimos trinta anos foram, por um lado, uma gestão de ruínas e de inércias e, por outro, a emergência de novas lutas contra a dominação, com outros atores e linguagens que as esquerdas não puderam entender.

Entretanto, livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação anti-social. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação das seguintes ideias.

Primeiro, o mundo diversificou-se e a diversidade instalou-se no interior de cada país. A compreensão do mundo é muito mais ampla que a compreensão ocidental do mundo; não há internacionalismo sem interculturalismo.

Segundo, o capitalismo concebe a democracia como um instrumento de acumulação; se for preciso, ele a reduz à irrelevância e, se encontrar outro instrumento mais eficiente, dispensa-a (o caso da China). A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Terceiro, o capitalismo é amoral e não entende o conceito de dignidade humana; a defesa desta é uma luta contra o capitalismo e nunca com o capitalismo (no capitalismo, mesmo as esmolas só existem como relações públicas).

Quarto, a experiência do mundo mostra que há imensas realidades não capitalistas, guiadas pela reciprocidade e pelo cooperativismo, à espera de serem valorizadas como o futuro dentro do presente.

Quinto, o século passado revelou que a relação dos humanos com a natureza é uma relação de dominação contra a qual há que lutar; o crescimento económico não é infinito.

Sexto, a propriedade privada só é um bem social se for uma entre várias formas de propriedade e se todas forem protegidas; há bens comuns da humanidade (como a água e o ar).

Sétimo, o curto século das esquerdas foi suficiente para criar um espírito igualitário entre os humanos que sobressai em todos os inquéritos; este é um patrimônio das esquerdas que estas têm vindo a dilapidar.

Oitavo, o capitalismo precisa de outras formas de dominação para florescer, do racismo ao sexismo e à guerra e todas devem ser combatidas.

Nono, o Estado é um animal estranho, meio anjo meio monstro, mas, sem ele, muitos outros monstros andariam à solta, insaciáveis à cata de anjos indefesos. Melhor Estado, sempre; menos Estado, nunca.

Com estas ideias, vão continuar a ser várias as esquerdas, mas já não é provável que se matem umas às outras e é possível que se unam para travar a barbárie que se aproxima.

 

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

publicado por animalsapiens às 12:28

28
Ago 11

Eros... Amor e erotismo.
       
                                                           *Geylson Kaio
       
                                                                  
       
        O que será que será...Que dá dentro da gente e que não
        devia...Que desacata a gente, que é revelia...Que é feito uma
        aguardente que não sacia...Que é feito estar doente de uma
        folia...Que nem dez mandamentos vão conciliar...Nem todos os
        ungüentos vão aliviar...Nem todos os quebrantos, toda
        alquimia...Que nem todos os santos, será que será...O que não
        tem descanso, nem nunca terá...O que não tem cansaço, nem nunca
        terá...O que não tem limite(...) Chico Buarque.
       
                                                                       
       
                                                                       
       
                    Eros, um deus do amor na mitologia grega, representa
        a paixão, o desejo. Filho de Afrodite e Ares, Eros é o símbolo
        dos apaixonados. Um inofensivo cupido, que esconde em sua flecha
        o poder da fantasia, do desejo, do erotismo.
       
        Platão, grande filósofo grego, com seu amor sem toque, sem
        atração física, apenas contemplando o objeto de seu amor como
        numa relação ideal, funda o amor platônico. Um amor firmado na
        beleza do caráter e das qualidades pessoais. Mas também pode ser
        entendido como um amor contido, não revelado, escondido.
       
        Já Eros, diferentemente de Platão, transforma-se no amor
        erótico. Ambos são amores, um enclausurado na mente, outro
        liberto pelas emoções. Um satisfeito com o pensamento, outro
        realizado no calor dos corpos em movimentação.
       
        O desejo sexual é esse impulso da mente, do corpo, da alma, em
        busca da satisfação e do prazer. É o grande corcel negro que
        almeja correr livre entre as paisagens mais belas. O desejo
        sexual se alimenta basicamente de duas fontes: uma interna,
        outra externa. A fonte interna dos desejos são as fantasias, as
        vivências, a personalidade e o próprio amor. A outra fonte é a
        linguagem corporal, a cultura, as sensações como o cheiro, o
        calor, o odor, o olhar, a música. 
       
        O amor une e reuni todos num laço. O amor é o sentimento da
        excelência, difícil de defini-lo, escapando-se dentre os dedos
        da mão, mas é o fundamento, a forma e a cor em si mesmo.
       
        O Psicólogo e Sexólogo Fabiano Di Girolamo, argumenta que o
        erotismo está presente em diversas civilizações antigas, como a
        Grega e a Romana, e que homens e mulheres representam o erotismo
        de maneira diferenciada.
       
        Para o homem, o erotismo ganha ênfase visual no corpo feminino,
        sendo atraído pela sua nudez. Ele tenta livrar-se de tudo o que
        possa causar obstáculo ao seu desejo, sonha com a satisfação
        imediata, sem necessidade de trabalho e com vigor irresistível.
       
        Para a mulher, a ênfase está na fantasia e no contato com a
        pele, zona de maior erotismo feminino. Ela pede romance,
        enamoramento, descoberta, encanto, mistério.
       
        Enquanto a pornografia se constitui como um acessório explícito
        do desejo erótico, mas dispensável, o erotismo se define como
        uma das forças viscerais da psique que pressupõe uma arte
        erótica, de Eros, do amor, fazendo parte da estética. A erótica
        faz parte do mundo sexual simbólico, estético e artístico do ser
        humano, criando e recriando o belo pela própria arte de amar.
       
        Reconhecemos na estrofe de Chico Buarque acima citada, a
        representação artística da dimensão do desejo que a gente sente,
        mas não devia... Que desacata a gente, que é revelia... E que é
        como um aguardente que não sacia, manifestando a força da
        energia libidinal que possuímos, onde sua  expressão se dá no
        próprio exercício da sexualidade humana... O que não tem
        cansaço, nem nunca terá.
       
                                       
       
         
       
        * Geylson Kaio é Psicólogo Clínico, Pós Graduando MBA – Gestão
        de Recursos Humanos, Espírita e Vice-presidente da ASSEPE –
        Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa/PB
       
        Forte abraço a todos.
       
                  Geylson Kaio
       
           João Pessoa/Paraíba
        www.kaiopsi.blogspot.com

publicado por animalsapiens às 11:48

Kadhafi caiu. É o que diz o noticiário. Agora a Líbia tem novos donos.

publicado por animalsapiens às 00:49
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27
Ago 11

A vida humana é drama, como escreveu e disse Ortega y Gasset. Por onde se passeie o olhar o que vemos é a predominância do sofrimento, não apenas dos seres humanos, mas a natureza inteira sofre com os diversos desarranjos causados ou amplificados pelas mãos humanas. Para mudar isso é preciso mudar a mentalidade predadora vigente. Algo demorado e difícil ! Basta pegar alguns filmes estadunidenses como amostragem para ver a predominância da cultura da morte e da guerra que é despejada sobre todos e qualquer um, sob as explicações e justificativas mais simplórias, como se o planeta fosse habitado por lobotomizados.

 

Um novo Renascimento seria bem-vindo ?!

publicado por animalsapiens às 11:36
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26
Ago 11

Parte do mundo ocidental vê com alegria a ruína de países asiáticos , do Oriente Médio e do Magreb, como se isso fosse garantia contra a ruína do próprio ocidente, com sua sanha imperialista. Os EUA e alguns países europeus fazem 'intervenções humanitárias' recheadas de segundas e terceiras intenções, e até o Brasil entrou nessa ao 'ocupar' o Haiti numa intervenção aparentemente apaziguadora, mas que dá treinamento militar efetivo em território alheio.

 

É bastante compreensível o que está acontecendo: apenas o adiamento do inevitável aumento das comoções e rebeliões sociais, claramente pedindo mudanças profundas e não reformas cosméticas num sistema corroído e corrompido, onde não existe lugar para todos. Segundo o sociólogo polonês Z. Bauman, a humanidade já tem bem mais de um bilhão de 'redundantes' (ou de 'sobrantes', como dizem alguns); para onde irão? o que farão de suas vidas?

publicado por animalsapiens às 11:39
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Intolerância

"Discurso anti-islã é usado por aspirantes à presidência dos EUA e Estados consideram leis para proibir consulta a código muçulmano"- aqui. Não podemos esquecer o fenómeno contrário, a americanofobia, leia um texto em espanhol aqui (para traduzir, aqui).


Read more: http://www.oficinadesociologia.blogspot.com/#ixzz1W88NsPFc

publicado por animalsapiens às 11:39

25
Ago 11
Administrar o tempo é planejar a vida



Eduardo O. C. Chaves






Geralmente quem escreve sobre administração do tempo não o faz porque seja especialista na questão, mas, sim, porque quer aprender mais sobre o assunto. Pelo menos foi esse o meu caso. Vou relatar aqui algumas de minhas descobertas, como roteiro para a leitura do quarto texto.

1) Administrar o tempo não é uma questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade: é uma questão de saber definir prioridades. Provavelmente (numa sociedade complexa como a nossa), NUNCA vamos ter tempo para fazer tudo o que precisamos e desejamos fazer. Saber administrar o tempo é ter clareza cristalina sobre o que, para nós, é mais prioritário, dentre as várias coisas que precisamos e desejamos fazer - e tomar providências para que essas coisas mais prioritárias sejam feitas, sabendo que as outras provavelmente nunca vão ser feitas (mas tudo bem: elas não são prioritárias).

2) Dentre as coisas que vamos listar como prioritárias, algumas estarão ali porque nos são importantes, outras porque são urgentes. Imagino que algo que não é NEM importante NEM urgente não estará na lista de ninguém. E também sei que na lista de todo mundo haverá coisas que são IMPORTANTES E URGENTES. Não resta a menor dúvida de que estas coisas devem ser feitas imediatamente, ou, pelo menos, na primeira oportunidade. Poucas pessoas questionarão isso. O problema surge com coisas que consideramos importantes, mas não urgentes, e com coisas que são urgentes, mas às quais não damos muita importância.

3) Digamos que você considere importante ficar mais tempo com sua família. Por outro lado, você tem que trabalhar x horas por dia. Se o seu trabalho é mais importante do que ficar com a sua família, o problema está resolvido: você trabalha, mesmo que isso prejudique a convivência familiar. Mas e se o trabalho não é mais importante para você do que a convivência familiar? Neste caso, provavelmente o trabalho é urgente, no sentido de que tem que ser feito, pois doutra forma você vai ser despedido (ou perder clientes, se for autônomo ou empresário) e vai ter dificuldades para manter sua família (embora, sem trabalho, provavelmente vai poder passar mais tempo com ela…). Aqui o conflito é entre o importante e o urgente - e é aí que a maior parte de nós se perde, e por uma razão muito simples: algumas das tarefas que temos que realizar não são selecionadas por nós, mas nos são impostas. Isto é: não somos donos de todo o nosso tempo. Não temos, em relação ao nosso tempo, toda a autonomia que gostaríamos de ter. Quando aceitamos um emprego, estamos, na realidade, nos comprometendo a ceder a outrem o nosso tempo (e, também, o nosso esforço, a nossa capacidade, o nosso conhecimento, etc.). Este é um problema real e de solução difícil: não somos donos de boa parte de nosso tempo.

4) Acontece, porém, que geralmente usamos mal o tempo que dedicamos ao trabalho (e, por isso, temos que fazer hora extra ou trazemos trabalho para casa), ou mesmo o tempo que passamos em casa. Usar mal QUER DIZER que muitas vezes usamos o nosso tempo para fazer o que não é nem importante nem urgente, mas apenas algo que sempre fizemos, pela força do hábito. Alguém me disse, quando eu era criança, que a gente nunca deveria abandonar a leitura de um livro, por pior que ele fosse. Que bobagem! Mas quanto tempo desperdicei terminando de ler coisa que de nada me serviu por causa desse conselho! Uma vez me peguei dizendo à minha família que não poderia fazer algo (não me lembro o quê) domingo de manhã porque precisava ler os jornais. Eu lia, religiosamente, a Folha e o Estado aos domingos de manhã (sinto muito, folks: há tempo que não freqüento escola dominical). Lia por hábito. Achava que um professor tem que se manter informado. Mas quando disse que "precisava" ler os jornais me dei conta de que realmente não precisava lê-los. O que é de pior que poderia me acontecer se eu não lesse os jornais, me perguntei. NADA, foi a resposta que tive honestamente que dar. Se houver algo importante nos jornais provavelmente fico sabendo no noticiário da TV, ou na VEJA. Mas daí me perguntei: e preciso ler a VEJA todas as semanas? Resposta: não. Existe algo que eu prefiro ler/fazer naquelas manhãs de domingo que ganhei? Claro, muitas coisas - PARA AS QUAIS EU ANTES NÃO TINHA TEMPO. Ganhei as horas dos jornais, ganhei as horas da VEJA, fui ganhando uma horinha aqui outra ali, para as coisas que eu realmente queria fazer há muito tempo e não achava tempo…

5) Administrar o tempo é ganhar autonomia sobre a sua vida, não é ficar escravo do relógio. É uma batalha constante, que tem que ser ganha todo dia. Se você quer ter a autonomia de decidir passar mais tempo com a família, ou sem fazer nada, você tem que ganhar esse tempo deixando de fazer outras coisas que são menos importantes para você. Em última instância pode ser que você até tenha que, eventualmente, arrumar um outro emprego ou uma outra ocupação.

6) O tempo é distribuído entre as pessoas de forma bem mais democrática que muitos dos outros recursos de que nós dependemos (como, por exemplo, a inteligência). Todos os dias cada um de nós recebe exatamente 24 horas (a menos que seja o último dia de nossas vidas): nem mais, nem menos. Rico não recebe mais do que pobre, professor universitário não recebe mais do que analfabeto, executivo não recebe mais do que operário. Entretanto, apesar desse igualitarismo, uns conseguem realizar uma grande quantidade de coisas num dia - outros, ao final do dia, têm o sentimento de que o dia acabou e não fizeram nada. A diferença é que os primeiros percebem que o tempo, apesar de democraticamente distribuído, é um recurso altamente perecível. Um dia perdido hoje (perdido no sentido de que não realizei nele o que precisaria ou desejaria realizar) não é recuperado depois: é perdido para sempre.

7) Há os que afirmam, hoje, que o recurso mais escasso na nossa sociedade não é dinheiro, não são matérias primas, não é energia, não é nem mesmo inteligência: é tempo. Mas tempo se ganha, ou se faz, deixando de fazer coisas que não são nem importantes nem urgentes e sabendo priorizar aquelas que são importantes e/ou urgentes.

8) Quem tem tempo não é quem não faz nada: é quem consegue administrar o tempo que tem de modo a poder fazer aquilo que quer.

9) Por outro lado, ser produtivo não é equivalente a estar ocupado. Há muitas pessoas que estão o tempo todo ocupadas exatamente porque são improdutivas - não sabem onde concentrar seus esforços e, por isso, ciscam aqui, ciscam ali, mas nunca produzem nada. Ser produtivo é, em primeiro lugar, saber administrar o tempo, ter sentido de direção, saber aonde se vai.

10) Administrar o tempo, em última instância, é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos, em primeiro lugar, saber aonde queremos chegar (definição de objetivos). Onde quero estar, o que quero ser, daqui a 5, 10, 25, 50 anos? O segundo passo é começar a estrategiar: transformar objetivos em metas (com prazos e quantificações) e decidir, em linhas gerais, como as metas serão alcançadas. O terceiro passo é criar planos táticos: explorar as alternativas específicas disponíveis para se chegar aonde queremos chegar, escolher fontes de financiamento (emprego, em geral, é fonte de financiamento), etc. Em quarto lugar, fazer o que tem que ser feito. Durante todo o processo, precisamos estar constantemente avaliando os meios que estamos usando, para verificar se estão nos levando mais perto de onde queremos vamos querer estar ao final do processo. Se não, troquemos de meios (procuremos outro emprego, por exemplo).

11) Mas tudo começa com uma verdade tão simples que parece uma platitude: se você não sabe aonde quer chegar, provavelmente nunca vai chegar lá - por mais tempo que tenha.

12) Quando o nosso tempo termina, acaba a nossa vida. Não há maneira de obter mais. Por isso, tempo é vida. Quem administra o tempo ganha vida, mesmo vivendo o mesmo tempo. Prolongar a duração de nossa vida não é algo sobre o qual tenhamos muito controle. Aumentar a nossa vida ganhando tempo dentro da duração que ela tem é algo, porém, que está ao alcance de todos. Basta um pouco de esforço e determinação.


(*) Este artigo é resumo, feito em 1998, de um livreto, Administração do Tempo, que escrevi em 1992.


© Copyright by Eduardo Chaves

publicado por animalsapiens às 14:33

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