Para falar de gente, de seres humanos, do bicho humano perfectível, apesar de tudo. Do Animal sapiens, mas a partir de agora do "Homo spiritualis", com sua fé e religiosidade muitas vezes confusa, gerando preconceitos, discriminações.

01
Ago 11

LOUCURA OU OBSESSÃO                                                                                                  


Consideremos a Terra de hoje um campo de batalha, no qual a dor campeia desenfreada e as emergências se multiplicam, no que tange às áreas de socorro.”
(Loucura e Obsessão, Manoel P. de Miranda/Divaldo Franco – FEB – 1990, p. 38)


- Comportamentos aberrantes, gosto estético duvidoso, músicas extravagantes e estridentes, festas ruidosas, pornocultura, “games” e jogos violentos, filmes de “ação”, glamourização da violência e da morte. O que está acontecendo com a nossa civilização ?


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Com base em alguns apontamentos retirados da obra em epígrafe, procuraremos demonstrar que a relação entre encarnados e desencarnados, ou seja, entre os mundos visível e invisível é bem mais próxima e perniciosa nos dias que correm, do que se possa imaginar. Vejamos:


O vampirismo desenfreado constituía recurso de sustentação dos filiados à grei hedionda, na qual mediante fenômenos de ideoplastia, de telementalização e hipnose se consumavam programas da mais vil qualidade[...]”. (Cap. 5, Sombras e dores do mundo, p. 55).


Muito se fala, no meio espírita, dos fenômenos de obsessão, uma forma de atuação persistente e perniciosa de um espírito sobre outro/s. No entanto o autor nos lembra também a ideoplastia, a criação de formas mentais pela fixação em determinadas ideias. Cita a telementalização, que é uma forma de atuação mental à distância, de modo a influir no comportamento de alguém sem que a vítima perceba. Um tipo de telepatia de mão única. E não deixa de citar a hipnose, que normalmente se apresenta na forma de comportamentos previamente condicionados por sugestão.


Convém lembrar que nos referimos aqui, exclusivamente ao mau uso das forças mentais, já que os mesmos processos podem ser e são muitas vezes usados para o bem, seja através da boa vontade das pessoas de qualquer crença, seja através das orações, de mentalizações positivas, do desejo pelo bem-estar de alguém ou por qualquer outra forma, onde os componentes de pensamento e vontade são elevados.


Ali estagiavam, à noite, sob coação, diversos indivíduos encarnados, que as drogas alucinavam – a elas conduzidos por sutilezas de inspiração perniciosa produzida por comparsas do Além – e que, no contubérnio existente, encontravam estímulo para divulgação, na Terra, dos estereótipos dos desconcertos morais e emocionais, que as suas “expressões artísticas” canalizavam.”


Posturas exóticas, música estridente e primitiva, gestos selvagens e caracterizações aberrantes, em açodamento às manifestações do sexo ultrajado, naqueles redutos se originavam, recambiados para o palco do mundo, em bem urdida propaganda para alcançar as mentes juvenis desarmadas dos recursos defensivos, a estimular-lhes os instintos, anulando-lhes os mecanismos da razão... “
(idem, p. 55-56)


Vemos que nem tudo que se pensa produzir como genuína arte e cultura tem origem nos nomes que as assinam. Em muitos casos, aqueles que assinam, ou apresentam ao cenário do mundo, as suas peças supostamente autorais, vieram de regiões inferiores do mundo invisível atendendo, como médiuns inconscientes, a interesses de degradação e controle mental do maior número possível de pessoas. Os jovens, em particular, são citados como alvos preferenciais e vítimas mais facilmente atingíveis.


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Ases da informática moderna, que lideram larga faixa de desavisados, pelos veículos da comunicação de massa, solicitando mais ampla, sempre infinita liberdade para o vulgar, o agressivo, o servil, eram, por sua vez, vítimas desses severos títeres do Mundo Espiritual inferior, que se locupletavam na rapina de energia daqueles que se lhes vinculavam, espontaneamente.”
(idem, p. 56)


A presença ostensiva da mídia em nosso dia a dia, tem sido objeto de discussões infindáveis, tanto na forma quanto ao conteúdo veiculado. Uma enxurrada de notícias contraditórias que mais confundem que informam; uma inflação de imagens e sons que entorpecem os sentidos e dificultam a análise e correta interpretação dos acontecimentos.


Novamente, os mais jovens são as vítimas mais vulneráveis, pois que nasceram e cresceram num mundo onde esses componentes já são de seu cotidiano. É difícil para eles, os jovens, separar o que podemos chamar de joio do trigo, já que praticamente desconhecem o trigo. Necessitam de orientação adequada, sem proibições descabidas ou ausência de limites. A vida em si impõe limites que eles desconhecem, em consequência do que vêm nos falsos herois, nas celebridades do momento, nos personagens dos “games”, nos quais se inspiram para conviver, e na ausência ou inexistência de pais ou de uma família minimamente estruturada.


Não podemos encerrar esse breve esboço do ecossistema psíquico atualmente predominante no mundo, sem citar a obsessão, como elemento epidêmico na sociedade moderna. O autor do livro citado nos lembra, em seus apontamentos, que: “Não desconhecemos que, nos casos de obsessão e vampirização espiritual, estamos lidando com personalidades desencarnadas psicopatas e portadoras de alta dose de insensibilidade emocional, que as tornam perversas, inclementes.” (idem, Cap. 9 – Novas luzes para a razão, p. 107-108).


                                                                                                   *


O leitor ou leitora certamente compreenderá que esse assunto não tem como ser aprofundado no espaço já um tanto longo desse artigo. Mas há farta literatura de fácil acesso, para que o entendimento proporcione os elementos de defesa, de reação, contra a onda de degradação sociomoral que impera em praticamente todas as partes do planeta.


Não se trata de meras transformações culturais, comprensíveis na dinâmica de uma sociedade viva e saudável, mas também dos perigos de uma deseducação que acontece em escala massiva, impedindo realizações positivas seja no campo pessoal ou grupal.


É o risco do colapso civilizatório, com a morte de valores humanos arduamente conquistados ao longo dos séculos pelo esforços de pensadores, sábios e filósofos, de educadores e condutores da humanidade, que prepararam a vida humana para ser melhor do que está.


Sugestão bibliográfica:


1 – Loucura e Obsessão, Manoel P. de Miranda/Divaldo P. Franco, FEB.

2 – Recordações da Mediunidade, Yvonne A. Pereira, FEB.

3 – Depois da Morte, Léon Denis, FEB.

publicado por animalsapiens às 11:36

Agosto 2011
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