Todos os dias do ano todo, são dias das mães, mas o comercialismo deu um jeito de criar um dia 'especial' para estimular o consumo, assim como criou outros dias 'especiais', como o dia dos pais, dos namorados, do Natal e por aí afora. O que importa nem é o sentimento em si, mas a monetarização dele. Quanto vale o amor - verdadeiro e sincero - de uma mãe ?
- por Paulo Santos
Sinto agora que o vento
traz coisas de longe de casa libertando a voz
são lugares perdidos, imagens confusas de tempos
que não voltam mais
e pessoas com quem conviví, suas palavras, seus sonhos,
seus atos, seus modos de ver a vida
olhe o que o vento traz, antes da chuva chegar
Pela rua deserta e forrada
de folhas caídas que voam ao léu
corre o meu pensamento
no rastro das nuvens pesadas que habitam o céu
Vejo a casa na qual me criei,
vejo a escola, o jardim,
vejo a cara de cada um dos meus companheiros.
olhe o que o vento traz, antes da chuva chegar
olhe o que o vento traz, antes da chuva chegar
http://letras.mus.br/guilherme-arantes/1
Parece que a resposta é, sim! A tv por exemplo, apresenta programas com adultos expondo a vida íntima, 'andando' de quatro e rindo feito crianças de três anos ... e a plateia aplaude! Filmes de 'ação' - entenda-se de violência e sexo - são vistos com a maior naturalidade, e as telenovelas brasileiras mostram um mundo tão surreal que parece ficção científica de mau gosto.
As 'revistas eletrônicas', os programas domingueiros, os chamados de 'entretenimento' etc., se alimentam sempre de mais do mesmo. Um ensina culinária e o que vem a seguir, ensina como emagrecer sem esforço. Os telejornais vivem dos casos de crimes e violências várias, repetidas a exaustão. Casos internacionais, como o 'atentado' em Boston, EUA, recebem uma cobertura jornalística que não se viu quando houve enfrentamento entre população e polícia em Osasco-SP, ou quando as tropas da PM sobem os morros do Rio 'caçando' (verbo interessante para o caso) bandidos e traficantes. Ai de quem estiver no caminho!
Enfim, a tv brasileira emburrece e embrutece! As pessoas acostumam-se com a violência nossa do dia a dia, essa mesma praticada pelo próprio Estado e que não é menor do que a praticada pelos criminosos. O nosso telespectador senta-se, liga a tv e desliga o cérebro. Ai de quem fizer críticas a esse tipo de 'entretenimento': Plim plim!
- por Paulo Santos
"A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação - porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada." Riobaldo, no Grande Sertão: Veredas - JG Rosa
Desde o fim da União Soviética, em 1989/90, e o avanço neoliberal sobre os escombros dos países ligados a antiga URSS, tanto quanto sobre os demais países onde houvesse possibilidade de implementar o neoimperialismo anglo-germânico-saxão, que o mundo não tem paz. Depois da primeira guerra do Golfo, em 1991, todos os tipos de pretextos e mentiras têm sido usados para manter a máquina de guerra das potências ocidentais em funcionamento.
Agora, a bola da vez é a crise gerada(?) pelas Coreias. Enquanto o mundo aguarda, toda uma encenação de urros e ameaças entre as partes envolvidas ou interessadas, amedronta um mundo já desgastado por sucessivas guerras por conta de geopolítica, hegemonia, dominação, controle etc.
Vamos ver como fica mais esse caso.
- por Paulo Santos